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Você sabe o que está bebendo? Conheça o lado mau da cerveja, caipirinha, vinho e chope

O que você prefere? Um boa cerveja gelada, uma gostosa caipirinha, um chope, ou quem sabe um perfumado vinhoO DaquiDali já te contou como o álcool pode ser um vilão no seu projeto para entrar em forma, por isso a questão é: você realmente sabe o que está bebendo? “Fazendo uma comparação, para entender como a bebida alcoólica é calórica, ao ingerir proteína e carboidrato, eles te fornecem 4kcal por grama. O álcool apresenta 7kcal por grama, ou seja, quase igual a uma gordura, que oferece 9kcal por grama”, diz Marcella Ammirabile, nutricionista clínica e esportiva Funcional, da Clínica NutreeCare. E isso é só o começo. Conheça o outro lado desses queridinhos.

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Cerveja e Chope

Essa dupla é a queridinha da sexta-feira depois do trabalho. Agora, seu consumo em excesso, como usualmente é feito, traz riscos que muita gente nem imagina. “O primeiro deles é o possível ganho de peso: uma lata de cerveja de 350ml tem em média 147 calorias, mas pode aumentar um pouco de acordo com a composição, que pode ter mais trigo, e ser mais pesada. Já uma tulipa de 300ml de chope tem aproximadamente 180 calorias”, diz a especialista.

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Além das calorias, a cerveja e o chope são rico em glúten, que em excesso pode ser um problema. Foto: ValentynVolkov/istock

Além do valor calórico, ambos contêm glúten, por conta da base de trigo ou cevada. “Ele é uma proteína, e segundo a nutrição funcional, o maior problema é que o ser humano não tem enzimas que venham a digeri-la completamente. A quantidade aqui também pesa! Ninguém bebe só uma latinha, logo, esse acúmulo fere a parede do intestino, criando uma abertura que facilita o acesso de corpos estranhos como bactérias, vírus, etc., à corrente sanguínea. Isso força o sistema imunológico a estar em constante atividade, deixando o organismo mais lento, podendo causar inflamações e gastando mais energia para isso, diminuindo a disposição e causando sintomas como dores na cabeça, nas articulações e nos músculos. A longo prazo, pode causar doenças autoimunes, artrite, artrose, degenerativas e deficiência nos órgãos em que o glúten se acumula em maior quantidade”.

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De todas as opções aqui listadas, o vinho é o que faz menos mal. Mas ainda assim não está liberado para consumo à vontade, não. Foto: g-stockstudio/istock

Caipirinha e Vinho

Outros dois clássicos de noites animadas, em ambos, o que pesa é o açúcar. Segundo Marcella, “na caipirinha, além do açúcar da fruta, existe uma dose extra do industrializado, e eles só ajudam a subir o valor calórico: na versão com frutas vermelhas, por exemplo, há 330 kcal, e na de limão, mais de 300. Já no vinho, o açúcar vem da uva, que dependendo do tipo, pode ser mais doce, logo, mais calórico ainda. Mas esse é o que faz menos mal perto do açúcar que vem do álcool, o verdadeiro vilão: quando entra no sangue, aumenta a glicemia, e a insulina (produzida pelo pâncreas) que o capta e usa como energia, como não vai precisar de tudo, guarda o excesso em forma de gordura no tecido adiposo ou no fígado. As calorias? Uma taça de 125 ml de vinho tinto seco vai de 80 a 107 calorias em média. O vinho branco doce tem 178 kcal, o vinho rosé tem aproximadamente 98 kcal”.

A profissional alerta que “esse excesso de açúcar pode danificar o pâncreas e levar a um diabetes tipo 2. Além disso, também pode acontecer um processo chamado glicação, que seria um diabetes tipo 3, capaz de provocar Alzheimer e doenças degenerativas”.

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Você não precisa cortar nenhum deles. Apenas modere e intercale com água para proteger seu organismo. Foto: Antonio_Diaz/istock

Por fim, o importante é saber que você não precisa parar de beber o que gosta e rega momentos tão alegres da vida. A dica da nutricionista é: “preste atenção na frequência com que anda bebendo e sempre intercale uma dose com um copo de água, assim você dilui mais o consumo, hidrata o corpo e todo o processo de metabolização desse álcool fica mais otimizado. Não esqueça ainda de se alimentar antes com algo nutritivo e leve”.

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