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Três hormônios que podem fazer você trair sua dieta

Mulheres e hormônios são palavras que andam juntas. Entre as várias alterações que eles podem causar no corpo, uma das mais chatas, sem dúvida, é uma fome que você não sabe de onde vem e te faz comer aquele docinho que não devia (ou queria), podendo comprometer assim, sua boa forma. Quem são os possíveis culpados que podem te fazer trair a dieta? O DaquiDali te dá alguns nomes!

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O desejo de comer carboidratos é uma das consequências dos níveis desequilibrados de serotonina. Foto: Wavebreakmedia/istock

Serotonina

Esse é o hormônio mais famoso de todos, muito associado a bom humor e bem estar, mas quando ele se desregula, a vontade de se jogar naquele brigadeiro ou sanduíche pode vir com força!

A serotonina (5-HT) desempenha um importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, “como a regulação do sono, temperatura corporal, apetite, humor, atividade motora e funções cognitivas. O aumento do desejo de ingerir doces e carboidratos se dá quando seus níveis se alteram (ficam baixos ou têm problemas na sinalização com o receptor). Com quantidades normais dela, a pessoa atinge mais facilmente a saciedade e consegue maior controle sobre a ingestão de alimentos. Os níveis adequados deste neurotransmissor no cérebro dependem da ingestão alimentar de carboidratos e triptofano (aminoácido precursor da serotonina)”, explica a endocrinologista Giulianna Pansera.

Ricos em triptofano são: aves, frutos do mar, nozes, laticínios, grãos e sementes.

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A leptina é produzida no tecido adiposo e proporciona saciedade. Mas em excesso, ela cria um conflito no corpo que faz ele produzir mais gordura ainda. Foto: Wavebreakmedia/istock

Leptina

Para você entender, a leptina, é um dos hormônios responsáveis pela sensação de saciedade. Produzida na gordura (tecido adiposo), viaja pela corrente sanguínea até os receptores do hipotálamo, no cérebro. Quando ela é produzida em excesso, por ter gordura demais, o corpo entra em uma disputa: o cérebro esconde seus receptores como mecanismo de defesa para você não secar demais, e o corpo lança mão de processos que visam acumular mais gordura na expectativa do cérebro produzir mais receptores para atendê-lo.

Mas ela não é produzido na gordura? Então, quanto mais gordinha a pessoa, mais leptina, portanto, menos fome, certo? “Errado! Existe um limite de receptores a que ela vai se ligar, sendo assim, em altas concentrações séricas (no sangue), a leptina não consegue atuar devido à resistência do próprio hipotálamo, que acaba limitando seu efeito saciador e por essa razão, a pessoa acaba tendo os efeitos negativos da deficiência dela. Para normalizar a situação, o ideal é perder peso para ter menos produção”, esclarece a especialista.

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Quando a insulina cai, o corpo sente necessidade de repo-la urgentemente, e daí a vontade súbita de se jogar naquele doce. Foto: Jupiterimages/istock

Insulina

Também é super conhecida, mas pouca gente sabe como ela realmente atua. É produzida pelas células beta do pâncreas, e faz o ‘transporte’ da glicose do sangue para dentro dos músculos e órgãos. “A insulina aumenta a captação de glicose, uma fonte de energia que tem efeito anabólico (construtor de músculos, células, etc.). Todas as vezes que o nível de glicose no sangue (também conhecido como glicemia) cai, o organismo busca voltar para os níveis normais. Como? Comendo! Ele estimula o aumento do apetite e faz surgir desejo principalmente por carboidratos (pães, bolos, doces), que quando processados, viram glicose. Então, quanto maior for essa necessidade, mais gordura será estocada de forma desequilibrada, visando ajustar esse nível de energia”, diz Giulianna.

A endocrinologista ainda destaca que “há estudos demonstrando que a insulina tem uma função essencial no sistema nervoso central para incitar a saciedade, aumentar o gasto energético e regular a ação da leptina. É importante ressaltar que seu excesso faz com que o indivíduo apresente resistência a essa da mesma forma que ocorre com a leptina. Em suma, a produção de insulina é constante, mas ela é liberada para o organismo à medida que você ingere glicose, que deve ser feita em cima de uma alimentação saudável e equilibrada”.

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