Toda separação traz um processo de luto e com ele uma série de sentimentos. Foto: Heike Kampe/iStock
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Sinal verde: especialistas dão dicas para retomar sua vida amorosa após uma separação

Entre os muitos conselhos que uma mulher recém-separada escuta está o famoso “a fila anda”. O palpite, apesar de ser insensível, não deixa de ter seu fundinho de verdade. Entretanto, a fila só vai andar de fato quando você se sentir pronta para dar este passo.

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Uma separação nunca é fácil e gera um doloroso processo de luto. Você passa a viver uma nova realidade e se sente invadida por uma gama de emoções: raiva, angústias, ressentimentos e até mesmo saudade. De acordo com Anna Burg, psicanalista, este momento não pode ser paralisante. “Não precisa ir para a balada no dia seguinte, mas não dá para entregar os pontos”, explica. Respeitar seus sentimentos é fundamental não só para compreendê-los, mas também para facilitar a reflexão necessária que a situação pede.

“É comum o sujeito culpar o outro e não refletir a respeito da sua parte no relacionamento, que é feito por duas pessoas. Quando você não olha para si, repete os mesmos erros”, afirma Ana Cruz, psicanalista.

A hora de seguir em frente não chega de um dia pro outro. É preciso estar atenta aos sinais. Foto: sjenner13/iStock
A hora de seguir em frente não chega de um dia pro outro. É preciso estar atenta aos sinais. Foto: sjenner13/iStock

Sinal verde

Não é do dia para noite que você vai se sentir preparada para se abrir novamente para alguém. Cruz conta que, quando você olha para o passado e encara a relação anterior apenas como uma experiência de vida, sem sentir rancores ou mágoas, é porque o sinal está ficando verde. “Quando não dispende mais energia psíquica com a história, aí sim, vai estar pronta”, diz.

Segundo as especialistas, o primeiro passo é sempre ter amor próprio e, acima de tudo, cuidar de si mesma. Para isso, é preciso enxergar que é preciso sim sofrer por um tempo, mas não se aliar ao lado destrutivo do luto. “É preciso se apegar ao que há de construtivo nisso”, pondera Burg.

Porém, mesmo ainda estando triste, não deixe de fazer o que gosta. “É preciso descobrir que é dona da própria vida e não ter receios de fazer escolhas que te deixem próxima à sua essência”, aconselha Burg.

Sair com as amigas é essencial, mas ter autoconfiança para encarar programas sozinha é importante. Foto: BananaStock/BananaStock
Sair com as amigas é essencial, mas ter autoconfiança para encarar programas sozinha é importante. Foto: BananaStock/BananaStock

Liberte-se

Para que as coisas novas cheguem à sua vida, é preciso estar receptiva a elas. “Não adianta querer conhecer uma nova pessoa, mas continuar usando a blusa que o fulano gostava”, indica Cruz.

Mudar o visual, trocar o lugar dos móveis da casa e fazer uma limpeza no armário também é válido. Essas ações funcionam como ferramentas que aumentam o bem-estar, a motivação e a autoestima.

Reaproximar-se das amigas e ter iniciativa de fazer programas com elas é uma ótima ideia. Entretanto, é preciso avaliar se você só sente bem na presença de outras pessoas conhecidas. Ter autoconfiança faz toda a diferença para encarar um teatro, um show ou uma sessão de cinema sozinha.

Vale tentar usar as redes sociais e aplicativos de relacionamentos, sempre tomando as devidas precauções e cuidados. “Tem que ter pé no chão porque lá você é quem quiser e, por isso, se abrir com parcimônia. Não se prolongue muito no contato virtual. Assim que possível, tem que ter olho no olho”, aconselha Cruz. A psicanalista ainda recomenda que os primeiros encontros sejam marcados em locais públicos.

Gerencie sua ansiedade

Vai ser preciso conhecer alguns sapos para que alguém bacana apareça. “Sentir ansiedade e desejo descompassado de viver a vida é natural. A questão é o excesso. A diferença entre o veneno e o remédio é a dose. Com as emoções é a mesma coisa”, compara Cruz.

Para quem tem filhos, regular a ansiedade é importante porque você tem tempo de preparar a cabeça deles para um possível novo namorado da mamãe. Por mais espertos e inteligentes que as crianças e adolescentes sejam, eles não têm capacidade emocional para compreender determinadas situações da vida.

Portanto, você pode se relacionar com que tiver vontade, mas seja seletiva na hora de abrir a porta da sua casa para alguém. Espere o tempo suficiente até que o relacionamento. “O troca-troca de parceiros pode gerar problemas e transtornos. As crianças podem perder referências importantes, e isso pode acarretar em questões sérias e graves”, orienta Cruz.

A psicanalista Ana Cruz aconselha a agarrar o medo pela mão e ir ser feliz. Foto: amanaimagesRF/Model released
A psicanalista Ana Cruz aconselha a agarrar o medo pela mão e ir ser feliz. Foto: amanaimagesRF/Model released

Sem medo de ser feliz

A psicanalista Anna Burg recomenda que a mulher tenha o seu espaço e encontre um ombro amigo para compartilhar essas mudanças. “Alguém que escute pode ajudar muito, nestes casos”, avalia.

“Não tenha medo de ser feliz. Se der medo, agarra-o pela mão e leva junto. Não dá pra deixar a vida passar”, aconselha Cruz.

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