Fobia escolar pode levar à transtornos mais graves FOTO: thinkstock
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Seu filho sofre de fobia escolar? Saiba identificar o problema

A volta às aulas gera um mix de expectativas tanto para a garotada, quanto para os pais. Mas se o primeiro dia na escola é sinônimo de choro excessivo, mal-estar, náusea, tontura, e até falta de apetite, fique alerta: estes podem ser sintomas de um problema mais grave, a fobia escolar.

O transtorno é caracterizado pela ansiedade e medo exacerbados que os pequenos ou adolescentes sentem em ir à escola. E, se não for tratado, pode trazer outras consequências. “Pode fazer com que a criança tenha poucos amigos e, com isso, gerar uma depressão, um isolamento social, uma síndrome do pânico”, adverte Samira Falcão, psicóloga especializada em comportamento da clínica Acende.

Para conhecer mais sobre o assunto e evitar o agravamento do quadro, o DaquiDali separou algumas dicas para você:

Como identificar

Para Samira, principalmente no primeiro ano dessa nova experiência, há que se considerar que a criança está protegida dentro de casa, com os mesmos contatos sociais todos os dias. O sentimento de medo e ansiedade vem quando ela é tirada e colocada em outro ambiente, cercada por cenários e personagens novos. “Ela não está totalmente condicionada, está passando por um processo de amadurecimento disso”, reforça.

Sintomas

Os sintomas mais perceptíveis de que isso está acontecendo são as crises de choro excessivo, falta de ar, palpitação, dor no peito, náusea, tontura, não querer dormir e comer. “É uma insegurança para a criança, que vai se sentir triste (nesse momento): vou chorar e minha mãe não estará lá”, a psicóloga comenta. A constância dessas ocorrências não deve ser encarada como manha ou artifício para chamar a atenção. Os pais sempre têm que incentivar, elogiar a cada conquista, mesmo que haja choro num dia e no outro não. Isso se chama reforço positivo, Samira explica.

Como evitar

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O diálogo é essencial em todos os passos dessa etapa: antes da matrícula, na compra dos materiais (e é recomendável levar o pimpolho para escolher) e finalmente quando o tão esperado dia chegar. “Se a criança começar a se comportar de uma forma chorosa, é bom ensiná-la técnicas simples de respiração, abraçá-la, dar carinho. O contato físico com a mãe é muito importante”. Por mais que o lado do adulto também sofra com essa separação, é fundamental demonstrar segurança no momento de se despedir na porta da escola.

Como estímulo para a permanência nas aulas, é importante fazer com que o pequeno conte sobre o que aconteceu: “O que achou de bonito, qual a cor mais viu na escola, qual é o nome da professora… Não pergunte como foi o dia, porque ele não vai conseguir responder. Tem que direcionar”, pontua a psicóloga.

Tratamento

Se a situação permanecer por mais de três semanas, com crises entre 2 a 3 vezes por semana, é aconselhável buscar auxílio de um psicólogo aliado à terapia, a fim de que não vire uma agorafobia – medo de muitas pessoas juntas num ambiente. “Se a gente não regredir esse comportamento o quanto antes, desencadeará outros transtornos que são mais graves. E, aí, tem prejuízos sociais na vida da criança, no desenvolvimento da psicomotricidade e de ensino… Pode fazer com que ela tenha poucos amigos e, com isso, gerar uma depressão, um isolamento social, uma síndrome do pânico”, a psicóloga adverte.

Adolescentes e a mudança de escola

Samira enfatiza que a conversa diária ajuda a fazer com que se vivencie mais a escola e vá se conscientizando de que é um lugar legal. “Isso eu falo para os pais de adolescentes também: tem que entender que se você talvez teve uma experiência ruim na sua escola, não tem que passar isso para os seus filhos”.

E, para próprios jovens que sofrerão essa mudança, as dicas da psicóloga: “Primeira coisa, você tem que o observar o ambiente, como é a estrutura da escola, quem é o professor, quem são os possíveis amigos… Se ficar sozinho, o que vai fazer? E puxar assunto do tipo: acabei de chegar na escola”. Tudo para que a ansiedade seja controlada e, aos poucos, a nova rotina seja assimilada.

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