Pode até não parecer, mas dor crônica tem fundo no sedentarismo também FOTO: thinkstock
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Sedentarismo e dor crônica estão mais ligados do que você imagina! Entenda

Ele é chamado de “mal do século” e atinge grande parte da população: “o sedentarismo é a ausência de atividade física regular”, diz a Dra. Lenina Matioli, médica do esporte, especialista pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício. “Devido às comodidades tecnológicas e à vida atribulada atual, a pessoa tem acesso a tudo em um simples toque na tela do celular, limitando (mais e mais) sua movimentação”.

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Segundo ela, o corpo dos seres humanos foi feito para se mexer! “Tanto que os sistemas conseguem se adaptar a qualquer execução com treino adequado para tal”. Uma vez que isso não acontece, entretanto, começam a aparecer os efeitos negativos, que podem levar ao desenvolvimento das dores crônicas. Quer saber como?

Ritmo lento, quase parando

Maioria das pessoas acaba sofrendo com dor nas costas, que pode acontecer ou ser agravada em função da falta de atividade física FOTO: thinkstock
Maioria das pessoas acaba sofrendo com dor nas costas, que pode acontecer ou ser agravada em função da falta de atividade física FOTO: thinkstock

Primeiramente, a falta de dinamismo nesse sentido ocasiona uma desaceleração metabólica, e o organismo não consegue manter a massa muscular – a qual não é estimulada, pois gera um consumo de energia muito alto, a profissional explica. “A perda de tecido causa a diminuição da força e da capacidade de desempenho no dia a dia, com maior risco de quedas, por exemplo”. Embora esse processo seja mais nítido em idosos, é perceptível desde idades mais precoces, reforça.

Problema de junta? Junta tudo e…

“As articulações vão ficando menos flexíveis com a ação reduzida dos membros e mais sujeitas às artroses, pela má distribuição das cargas; ou seja, aos desgastes ósseos”, a Dra. Lenina pontua. A propensão às doenças como a osteoporose aumenta (e muito, vale reforçar!). Fora que questões posturais acabam influenciadas, em função da fraqueza para “segurar” o peso corporal e a espinha dorsal.

Ai, minhas costas

A lombalgia, que afeta a região lombar, é um dos casos mais comuns que também é associado ao sedentarismo. De acordo com estudos realizados, de 70 a 80% dos indivíduos é passível de experimentá-la em alguma época: nos países industrializados, é a principal circunstância da inabilidade laboral dos trabalhadores com menos de 45 anos.

Essa dorzinha que não passa

Solução natural para combater o problema é se exercitar: uma caminhada ou corrida algumas vezes por semana já ajuda na missão FOTO: thinkstock
Solução natural para combater o problema é se exercitar: uma caminhada ou corrida algumas vezes por semana já ajuda na missão FOTO: thinkstock

“De maneira geral, as dores crônicas são aquelas que persistem por mais de três meses”, comenta. E chegam a provocar muitas mudanças na rotina dos indivíduos, que vão das dificuldades na hora de dormir à integração social. Fica cada vez mais custoso cumprir simples tarefas domésticas, realizar passatempos e, inclusive, sair para encontrar amigos e familiares. Em longo prazo, o excesso de repouso pode provocar um descondicionamento total.

Virando o jogo

“A reversão da dor está ligada a sua origem; nas articulares e musculares, com um programa de treino é perfeitamente possível reverter o quadro”, a médica esclarece. Conforme a profissional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma prática contínua de moderada (como caminhada) por 30 minutos, cinco vezes por semana, ou de intensidade vigorosa (como corrida) por 20 minutos e três vezes por semana.

Mudança de vida

Agora, quando a situação evoluiu para um nível mais sério (como a já citada artrose, que é uma deterioração das juntas), a Dra. Lenina avisa, só um tratamento para controle poderá ajudar mais nos resultados. “A indicação é procurar um médico para um checkup e iniciar um planejamento de exercícios regulares, já que na medicina não existe – até o momento – nenhuma medicação que tenha o potencial de beneficiar tantos órgãos e com tamanha eficiência. Como o dito popular: se não tem tempo de cuidar da saúde terá que arrumar tempo para cuidar da doença”.

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