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Saúde

Não pode faltar! Saiba quais são os nutrientes fundamentais para a mulher na gestação

A gestação é um período especial que requer vários cuidados e um dos principais está relacionado à alimentação. Ao contrário do que muita gente pensa, a mamãe não precisa comer “por” dois, mas sim “para” dois, afinal, o foco é a saúde dela e o desenvolvimento do bebê. Desse modo, o DaquiDali pediu à nutricionista materno-infantil Liliam Teixeira Francisco que listasse o que não pode faltar no cardápio nesses nove meses. Confira!

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Ácido fólico

Ele é essencial principalmente nos três primeiros meses de gestação. Sua deficiência pode provocar defeitos como espinha bífida e doenças cardíacas. “No caso dele, o mais indicado é realmente a suplementação, normalmente prescrita pelo obstetra já antes da formação da parte congênita do bebê. Ele até pode ser adquirido via alimentação (feijão preto e fígado de galinha, por exemplo), mas, para o período gestacional, a dosagem é muito baixa em função do que é de fato necessário para a criança. É possível combinar ambos os meios, mas depende da orientação do obstetra, uns preferem só no primeiro trimestre, outros pelos nove meses inteiros, a necessidade é acompanhada via exame de sangue“, explica a nutricionista.

O ferro, potente contra a anemia, é melhor absorvido quando ingerido junto com a vitamina C. Foto: Sarsmis/iStock

Ferro

Ele é importante porque a mulher, em idade fértil, vem de anos de menstruação, então ela entra na gestação com uma taxa mais baixa desse nutriente, que precisa ser aumentada por conta do bebê. “E tem muitas que estão anêmicas e não têm noção disso. Os sintomas são cansaço, sonolência, às vezes queda de cabelo e unhas fracas. Se a gravidez for planejada, vale apostar em um acompanhamento nutricional antes, para já corrigir as deficiências nutricionais”, orienta Liliam.

Os alimentos mais ricos em ferro são a carne vermelha, o fígado de boi, as folhas verde-escuras e a gema do ovo. Quer uma dica ótima? “Se na mesma refeição, você incluir a vitamina C, ela ajuda na absorção desse nutriente. Sendo assim, no almoço, se você comeu feijão ou carne, um brócolis, uma couve e de sobremesa chupou uma laranja, o ferro foi melhor absorvido pelo organismo”, esclarece a profissional.

Cálcio

Ele é conhecido por ser bom para os ossos e dentes, e é exatamente essa fama que o faz ser indispensável aqui. Você está formando os ossinhos do bebê. Os alimentos para incluir no cardápio, aqui, são os leites, iogurtes e queijos, mas, se a gestante for intolerante à lactose, ela pode comprar as versões lacfree que o cálcio continua lá. Segundo a especialista, “é importante ressaltar que os nutricionistas só indicam o uso de produtos sem lactose se a pessoa realmente for intolerante, pois questões calóricas não interferem. Aliás, é preciso de um pouco de gordura para que o cálcio do leite seja melhor absorvido, e aí até a versão semidesnatada é melhor que a desnatada”.

Iogurte, leite e queijos são ricos em cálcio, inclusive as versões sem lactose. Mas evite consumir com alimentos com ferro, pois a absorção de ambos fica mais difícil. Foto: GeorgeRudy/iStock

E por falar em absorção, ela é muito mais eficiente quando feita via alimentação do que suplementação, mas, se a mãe entra na gravidez muito anêmica, é feita uma combinação dos dois para fazer efeito mais rápido. “Agora, se a mulher come alimentos com muita química, agrotóxicos e conservantes, essa absorção vai ser menor independente do meio utilizado. Para corrigir isso, nesse caso, apela-se para os probióticos, que são um complexo de lactobacilos utilizados para desintoxicação intestinal“, explica a expert.

Você não pode ficar sem saber

Ao consumir o ferro e o cálcio na mesma refeição, um pode diminuir a absorção do outro, então, não é que não possa fazer isso nunca, mas, como os dois são fundamentais na gestação, é melhor evitar a combinação nesse período. De acordo com a nutricionista, “acontece, por exemplo, se você come uma carne vermelha, que tem ferro, com uma massa que leva queijo por cima, que tem cálcio, aí acaba gerando uma competição nessa absorção do organismo, ou seja, diminui a biodisponibilidade de um deles”. Como resolver isso? “Use o cálcio nas pequenas refeições, como café da manhã, lanchinhos e ceia, e deixe o ferro para o almoço e jantar”.

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