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Saúde

Dicas para manter a saúde da região íntima nos dias de muito calor

O período das estações mais quentes do ano já começou, e com o calor, alguns cuidados são necessários, principalmente para manter a região íntima feminina saudável. Pensando nisso, o DaquiDali conversou com uma ginecologista e um dermatologista, que revelaram os principais males que podem afetar essa sensível região nessa época, e que ensinarão você a se proteger.

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Os perigos

No verão, por conta do aumento da transpiração, há maior umidade da região genital, tornando a região ainda mais propícia para a proliferação de infecções de fungos e bactérias, além de alergias ou dermatites (inflamações na pele). Segundo a ginecologista Célia Beatriz David, alguns aspectos podem influenciar no surgimento desses problemas, como o estado de saúde. “Se a pessoa estiver com sua imunidade baixa, ela poderá ter o aumento da proliferação de micro-organismos.  Doenças pré-existentes também podem contribuir: mulheres diabéticas, por exemplo, têm uma facilidade maior de desenvolver infecção por fungos, pois a vagina fica mais ácida, o que as faz ter maior predisposição a uma candidíase, por exemplo”.

A transpiração é inevitável no calor, e pode ser perigosa sem os cuidados certos de higiene. Foto: Stockbyte/iStock

Ficar muito tempo com a mesma roupa, transpirar em excesso ou não higienizar corretamente a região íntima podem agravar muito o problema. A menstruação também pode interferir. A ginecologista esclarece que “o sangue é um ótimo meio de cultura para bactérias, além disso, a maior proximidade da vagina com o ânus também facilita o surgimento de corrimento. Sendo assim, é fundamental manter a assepsia em dia: durante o período menstrual, deve-se lavar a região íntima ou usar lenço umedecido (possui ação antisséptica) e trocar o absorvente quase todas as vezes que se for ao banheiro

Ela complementa ressaltando que o maior problema é o surgimento do corrimento. “Ele pode evoluir para uma infecção urinária, que pode subir para o rim, e ainda levar a uma inflamação das trompas e ovários (anexite), ou a uma lesão no colo do útero, o que pode atrapalhar as chances de a mulher engravidar”.

Já de acordo com o dermatologista, outros problemas podem aparecer, como “micoses (causadas por fungos, dão coceira e descamação), herpes (causada por vírus, em que aparecem umas bolinhas cheias de soro que ardem e doem) e dermatite de contato (causada por irritações da pele, gerando vermelhidão, descamação e coceira”.

A seguir, veja os cuidados que você deve ter:

No dia a dia

O dermatologista Valcinir Bedin lista os fatores de risco durante o cotidiano: “Roupas sintéticas são muito ruins, porque não absorvem o suor; alimentação muito condimentada, que pode levar a agressões da pele perianal; e o próprio suor em excesso pode agredir a pele, pois ele é fisiologicamente ácido; além de absorventes íntimos intravaginais utilizados por muito tempo (por 24 horas, por exemplo), que podem agredir a região, e a falta de limpeza constante, causadora de dermatites”.

A roupa íntima precisa ser de algodão, no mínimo a parte que fica em contato com a região íntima para evitar a proliferação de doenças. Foto: YakobchukOlena/iStock

A Dra. Célia vai fundo nos detalhes:

Roupa íntima
Ela não deve ser lavada junto com outras roupas, tem que ser higienizada com sabão neutro e ser bem enxaguada. “Esse cuidado ajuda a evitar o surgimento de alergias e infecções. Se for peça nova, lave antes de usar. Ah, nunca deixe as peças íntimas secando no banheiro. Trata-se de um local úmido, que vai facilitar a proliferação de bactérias. Vale ressaltar que a calcinha deve sempre ter fundo de algodão, pois tecidos sintéticos não absorvem a transpiração, deixando a região íntima mais úmida ainda”, orienta a médica.

Absorventes
A especialista também não aconselha o uso diário de miniabsorventes. Ela explica que “eles possuem plástico nas laterais, o que aumenta a temperatura no local. Cuidado também com o absorvente interno, pois como ele fica introduzido na vagina, não é possível verificar o quanto o algodão está sujo e aí, quanto mais horas, maior a proliferação de bactérias”.

Antibióticos
O uso de antibióticos também pode influenciar. “Isso porque ele não ‘ataca’ apenas as bactérias ruins, mas atua no corpo inteiro, inclusive sob as bactérias boas, modificando o pH da vagina. Geralmente, após seu uso, é comum surgir candidíase”, afirma a ginecologista.

Sabonete
A melhor prevenção é cuidar da higiene. O sabonete para a região íntima deve ser pouco agressivo. “Dê preferência aos sabonetes íntimos, mas lembrando que eles devem ser utilizados do lado externo da vagina. A região íntima possui uma flora bacteriana específica e o uso inadequado desses produtos pode alterar essa composição, tornando-a suscetível a infecções”, alerta a médica.

Sexo
Após a relação sexual, também é importante fazer uma boa higiene. “Além da própria manipulação da região (o ato sexual pode ser entendido até como uma agressão para a vagina), a mulher pode adquirir bactérias do parceiro. Tudo isso pode tornar a região aberta às infecções”, destaca a ginecologista.

Nada de passar mais que quatro horas com o biquíni molhado. Se não der para trocar, uma ducha com água doce e limpa pode ajudar a prevenir infecções. Foto: GeorgeRudy/iStock

Na hora do lazer (praia ou piscina)

Na praia ou na piscina o maior problema é o uso de roupas molhadas, “que devem ser trocadas a cada quatro horas, no máximo. Outra coisa é o fato de não tomar banho imediatamente após sair da piscina ou da praia, e não secar adequadamente todas as partes do corpo. Isso pode levar ao aparecimento de micoses e dermatites”, diz o dermatologista.

O mesmo biquíni ou maiô molhados facilitam a proliferação de bactérias e o surgimento da candidíase. “O cloro funciona como uma agressão para toda a pele, incluindo a da região íntima, que é mais sensível, e a água do mar também pode trazer problemas devido à contaminação. É comum as mulheres voltarem com candidíase por uma soma de fatores: a pessoa se alimenta mal, toma muito sol e não se hidrata direito. Isso faz com que a defesa caia e a infecção apareça. Ah, como nesses locais nem sempre é possível fazer a troca da roupa, tomar uma boa ducha de água doce ajuda a reduzir os riscos pela contaminação”, orienta a ginecologista.

Ficar muito tempo sentada no trabalho também é um perigo, mas levantar e dar uma voltinha de vez em quando já ajuda bastante. Foto: StockRocket/iStock

No trabalho

Como o trabalho faz parte do cotidiano, você já sabe que a roupa íntima precisa ser de algodão, para, mais uma vez evitar micoses e dermatites. “A questão maior é o tempo que se fica sentada, pois, além do calor e do suor, esta região fica sujeita à maceração (machucado) e abre espaço para fungos e bactérias”, enfatiza a Dra. Célia. Como combater isso? “Usar roupas adequadas, não sintéticas, se levantar a cada duas horas, no máximo, e dar uma volta pelo local de trabalho”.

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