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Proteção solar em alta! Esclareça todas as dúvidas para um verão sem riscos

Proteção solar é tão essencial hoje em dia, que não dá para sair de casa sem. Principalmente no verão, ela deve ser reforçada pelo uso dos filtros, com reaplicação até mesmo de hora em hora se você estiver na praia – embora estes sejam resistentes à água, não o são à transpiração. E para que você não tenha dúvidas sobre esse assunto e consiga aproveitar a temporada de calor livre de transtornos em curto ou longo prazo, o DaquiDali separou algumas perguntas para diferentes especialistas. Veja abaixo:

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O que um bom protetor solar deve ter?

“Segundo o consenso de foto proteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ele tem que proteger de raios UVA, UVB, luz visível e infravermelho”, diz a Dra. Michele Haikal, dermatologista clínica, estética e cirúrgica pela Havard Medical School. “Para isso, precisa conter um FPS de 30 (Fator de Proteção Solar,  o parâmetro que depende da vermelhidão provocada pelo sol e age contra os raios UVB) e, também, um PPD (de pelo menos 1/3 do FPS) contra os raios UVA – responsáveis pelo câncer de pele mais grave, o melanoma”. Segundo a médica, o PPD, cuja sigla em inglês, “Persistent Pigment Darkening” é associado ao bronzeado e só foi acrescido às fórmulas mais recentemente!

Filtro solar precisa ser dermatologicamente testado e ter a aprovação da ANVISA FOTO: thinkstock
Filtro solar precisa ser dermatologicamente testado e ter a aprovação da ANVISA FOTO: thinkstock

Além do mais, de acordo com o Dr. Bruno Vargas, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é fundamental que os produtos sejam recomendados para o seu tipo de pele e dermatologicamente testados. “É importante verificar também se há aprovação pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Quanto mais alto o FPS, mais potente é? E isso influencia no bronzeamento?

“Conforme o Food and Drug Administration (FDA) – órgão norte-americano que fiscaliza medicamentos e alimentos – um FPS 30 aplicado corretamente, oferece quase 96% de proteção. Acima disso, o ganho é mínimo”, explica a Dra. Ligia Colucci, dermatologista membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia; da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. “Porém, no Brasil, existe a cultura de usar pouco e, nesse caso, um FPS mais alto é mais seguro. Costumamos aconselhar uma colher de café cheia para a face, como medida comparativa”.

E com relação às texturas (spray, creme etc.), todas apresentam a mesma eficácia?

“O nome da apresentação é veículo”, esclarece a Dra. Haikal. “E alguns deles possuem determinados problemas: o spray deve ser espalhado com as mãos, para ficar mais uniforme; o creme pode piorar a pele oleosa, então, é mais aceito no corpo que no rosto (em geral). Mas eficácia eles possuem sim! Existem os veículos sérum, fluido, em pó, vários tipos”.

O que são, como agem e para quem são indicados os protetores em cápsulas?

Para crianças é recomendável usar o protetor físico, mais espesso e resistente à água FOTO: thinkstock
Para crianças é recomendável usar o protetor físico, mais espesso e resistente à água FOTO: thinkstock

Fotoprotetores orais são compostos, basicamente, por uma combinação de agentes antioxidantes que bloqueiam a oxidação das células, impedindo a formação dos temidos radicais livres (os quais aceleram o envelhecimento cutâneo)”, coloca o Dr. Vargas. “Apesar de ser uma opção bastante prática para evitar danos e o surgimento de manchas, não é indicada como forma única de proteção”.

Qual é a diferença entre os filtros solares químicos e os físicos? Algum chega a ser melhor que o outro?

“Os físicos fazem uma barreira de proteção (como se fosse uma película – só que mais espessa e branca) sem fazer química como a pele (ou seja, serem absorvidos)”, expõe a Dra. Haikal. “A química em alguns protetores pode ser nociva – tanto é que para grávidas e crianças pequenas só se recomenda o físico”.

Excesso de filtro prejudica a produção de vitamina D?

“No Brasil isso não ocorre – mesmo passando protetor solar, estimulamos a produção de vitamina D”, a Dra. Colucci avisa. “Mas se o paciente quiser, tomar 10 minutos de sol nas pernas por dia já supre a necessidade. É essencial lembrar também que existem situações especiais, nas quais a produção de vitamina D está diminuída ou até cessada, como durante a gestação, em idosos, em pessoas que fizeram redução de estômago, em obesos ou pacientes que sofrem de distúrbios de absorção intestinal”.

Meus filhos podem usar o mesmo protetor que eu?

Além do protetor, não esqueça do óculos de sol e chapéu! FOTO: thinkstock
Além do protetor, não esqueça do óculos de sol e chapéu! FOTO: thinkstock

“Se forem menores de 12 anos, o ideal é que usem um infantil”, a especialista continua. “Pois como relatado, são mais físicos e sem química – a pele da criança é mais fina e sensível, e o melhor é um que apresente uma dificuldade maior para sair na água”.

Maquiagem com FPS é suficiente para proteger a pele do sol?

O mais aconselhável é usar um protetor com cor de base na pele do rosto todo e, sobre ele, um em pó, com uma tonalidade acima para cumprir as vezes de blush (caso utilize um blush normal, vai tirar a proteção desse local, somente provocando uma mancha)”, alerta a Dra. Haikal. “Fora isso, deve-se basear toda a maquiagem com protetores, por exemplo, bastões foto protetores para lábios que têm um tom rosado etc.”. 

Do mesmo modo, autobronzeadores demandam a aplicação de filtro? 

“Eles promovem uma reação química que pigmenta a pele temporariamente, e devem ser aplicados na área que se deseja bronzear uma ou duas semanas antes”, pontua o Dr. Vargas. “O uso de protetor solar não deve ser descontinuado após sua aplicação. É necessário também ter cuidado para não manchar a pele: é preciso espalhar bem o produto, de maneira uniforme. Do contrário, uma área pode ficar bem mais escura do que a outra”. 

Qual é a importância de ser consciente na hora de tomar sol e da realização do autoexame da pele, especialmente no verão?

 “Cuidar da nossa pele é parte imprescindível com nossa saúde. Os fotodanos – ações nocivas dos raios solares – podem causar rugas, sardas, queimaduras, melasma, envelhecimento precoce da pele e, inclusive, câncer de pele. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), ele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados”, ele ressalta.

“A importância do autoexame da pele é, principalmente, para detectar manchas ou lesões que não existiam anteriormente – ou que já existiam, mas estão mudando de cor, aumentando, ou qualquer tipo de comportamento diferente. Indicamos uma visita anual ao dermatologista para acompanhamento e, para quem tem muitos sinais, pintas escuras, uma a cada seis meses para mapeamento delas. Em casa, o autoexame é recomendado uma vez ao mês: logo que a pessoa sai do banho deve olhar toda a pele, desde o couro cabeludo até virilha, região genital e entre os dedos e sola dos pés”, conclui a Dra. Colucci.

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