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O glúten é um vilão das dietas? Especialistas contam o que você precisa saber sobre ele

Você já deve ter ouvido falar no glúten, principalmente em pessoas que cortaram a substância de seus cardápios em busca de uma vida mais saudável, do maior bem-estar e, claro, do emagrecimento. Apesar de ter ganho os holofotes no mundo das dietas, ele realmente faz mal e engorda?

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O DaquiDali procurou uma endocrinologista e uma nutricionista para desvendar alguns dos mistérios por trás do glúten e da doença celíaca:

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O que é o glúten?

De acordo com a nutricionista Gisele Carvalho, da Clínica Medprimus, o glúten é uma proteína composta pela mistura de outras, a gliadina e a glutenina. “As duas estão presentes nas sementes de trigo, cevada, centeio e, em menor quantidade, na aveia”, explica.

Você vai encontrar a substância em massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodca e alguns doces.

Por que existem dietas que cortam totalmente o seu consumo?

Este tipo de dieta existe porque algumas pessoas são portadoras de uma patologia autoimune, chamada doença celíaca. Segundo a endocrinologista Carolina Borges, da Clínica de Especialidades Integradas, por conta de um processo inflamatório causado pela ingestão de glúten, o organismo tem dificuldades de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.

“Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes. O tratamento consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten”, afirma Carolina.

A médica complementa que isso não quer dizer que o glúten é “um veneno”, e que todos devem cortá-lo para sempre. “Cada caso é um caso, e cada organismo é diferente com genéticas distintas. Há quem simplesmente decida viver livre dele, há quem prefira comer moderadamente e há quem ignore completamente sua existência. O mais importante, sem dúvida, é sentir-se bem e feliz”, fala.

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Como vive uma pessoa com doença celíaca?

Infelizmente, não há cura para a doença celíaca, e como é uma patologia genética, pode acometer vários indivíduos de uma mesma família. “Se fizermos o diagnóstico em um membro, todos os parentes de primeiro grau devem ser investigados, pois podem apresentar a doença mesmo sem manifestar os sintomas”, aponta a endocrinologista.

Ou seja, quem tem a doença celíaca nunca vai poder consumir alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados.

Se não tratada e sem um comprometimento com a dieta, o celíaco corre riscos. “Ao continuar a consumir glúten, eles apresentam maiores riscos de desenvolver doenças, como na tireóide, fígado, rins, pele e até câncer”, complementa.

Se eu parar de comer glúten, vou emagrecer?

Para a nutricionista Gisele, até o momento, não existe nenhuma evidência científica que justifique a restrição total do glúten na dieta para promover a perda de peso que não tenham doença celíaca ou sensibilidade a ele. “De maneira geral, a adesão ao padrão alimentar sem glúten pode resultar em baixa ingestão de alimentos ricos em carboidratos que, de forma indireta, pode favorecer a perda de peso”, esclarece.

A substância, no entanto, não deve ser tratada como um vilã alimentar e nem retirada do seu cardápio só porque você quer perder peso. Antes, consulte um médico endocrinologista. “De acordo com estudos, alimentos ricos em glúten, dentro de uma dieta equilibrada, trazem inúmeros benefícios para a saúde, como auxiliar a controlar a glicemia e os triglicérides; aumentar a absorção de vitaminas e minerais, melhorar a flora intestinal e deixar o sistema imunológico mais forte”, conta Carolina.

Se você parar de consumir de forma pretura, caso seja portador da doença celíaca, isso pode dificultar o futuro diagnóstico. De acordo com a profissional, para emagrecer, prefira ingerir menos açúcares, gorduras e outros alimentos calóricos. “Devemos prestar atenção que a obesidade é uma doença multifatorial”, completa.

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Como descobrir se sou intolerante ao glúten?

Os sintomas da doença celíaca são: diarreia com perda de gordura nas fezes, vômito, perda de peso, inchaço nas pernas, anemias, alterações na pele, fraqueza das unhas, queda de pelos, diminuição da fertilidade, alterações do ciclo menstrual, sinais de desnutrição, dificuldade de crescimento em crianças, osteoporose e carência de vitaminas. “Na fase adulta, muitas vezes, os sinais são mais indefinidos, como dores eventuais”, fala a médica.

Segundo Carolina, para detectar a patologia é preciso realizar exames de sangue, que vão identificar os anticorpos anti-transglutaminase tecidular (AAT) e antiendomísio (AAE). “Eles são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico. A doença deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado, por meio de uma biopsia do intestino”, diz.

Então, é preciso ingerir glúten com moderação?

A médica conta que, em vários estudos, já foram observadas relações entre doenças inflamatórias intestinais, enxaqueca, bronquite, sinusite, asma com o consumo da substância. Outro ponto é que, quando a ingestão dele diminui, percebe-se uma minimização significativa destes males.

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“Quando consumido em excesso, o glúten pode virar uma espécie de “cola” no intestino, fazendo com que os nutrientes essenciais para o corpo não sejam bem absorvidos. Isto pode causar uma série de males, como obesidade, dores nas articulações, de cabeça, entre outras”, fala Carolina.

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