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Conversa de Mãe Vida Prática

Mães compartilham as histórias emocionantes de suas gestações de risco

No último mês, Eliana anunciou que precisaria fazer uma pausa na carreira por recomendações médicas e ficar de repouso absoluto até o fim da gravidez devido a um descolamento da placenta, um momento que foi dividido com os fãs em um recado emocionante em suas redes sociais e programa. Desde então, várias mulheres vêm compartilhando suas próprias histórias de gestações de risco e mandando mensagens de força à comunicadora, em uma tocante corrente do bem. O DaquiDali conversou com três destas mães guerreiras, que revelam detalhes dessa época repleta de medos, incertezas, aprendizado e muito amor:

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Vivian Guedes Augusto

Vivian grávida de Erick, e ele atualmente, com três anos

Vivian passou por um período muito tenso durante a gravidez de seu filho Erick, hoje com três anos. “Eu acordei em um domingo de manhã toda molhada e até achei que tinha menstruado. Corri para o banheiro e percebi que era água. Estava grávida de 25 semanas, e fui ao hospital com meu marido imediatamente. Após me examinar, o médico  disse ser uma incontinência urinária – o que estranhei, porque não parecia urina”, recorda.

Ao sair do pronto atendimento, ela foi a um aniversário, onde o problema persistiu. “Continuou vazando a tarde toda, então retornei ao médico, dessa vez com mais calma. Expliquei o ocorrido e a médica que me atendeu disse que me examinaria apenas para ficar tranquila, porque concordava com o diagnóstico. Ao sentar na maca ela percebeu que era mais grave e me informou que ficaria internada. Me deram uma injeção para segurar o líquido e ajudar a fortalecer o pulmão do bebê para caso tivesse um aborto espontâneo. Tive que ficar deitada com as pernas para cima por uma semana, e mesmo assim a quantidade de água só diminuía. Acabei ficando 50 dias internada, e no início foi muito difícil. Para me poupar, os médicos acabaram omitindo informações, me dando esperanças de que poderia ficar até o final da gestação dessa maneira, o que não se confirmou”, explica.

Com 33 semanas e um dia, uma alteração no cordão umbilical fez com que ela fosse submetida a uma cesariana de emergência, a parte mais complicada e dolorida deste processo. “Ele foi direto para uma incubadora, e conheci meu filho apenas por foto. Só pude vê-lo no dia seguinte, tão pequenininho, e apenas colocar a mão, foi uma sensação muito estranha. Ele ficou 47 dias no hospital para tentar engordar, e todo esse período foi de angústia e desespero para saber se tudo daria certo. Graças a Deus, deu, e hoje ele é um menino saudável”.

Para Vivian, o mais importante para passar por um momento como esse é viver cada dia esperando pelo melhor – além de contar com o apoio de pessoas queridas: “Achei que ia perder meu bebê a qualquer momento, mas me acostumei com toda a situação e tive a ajuda de minha mãe durante todo esse tempo. Hoje eu não vejo como uma experiência ruim, eu percebi até onde posso chegar, porque achamos que não conseguimos aguentar as coisas até que aconteçam. Se eu pudesse escolher, ficaria mais tempo de repouso para que ele crescesse ao máximo, mas ele decidiu sua hora de nascer. Eu saí mais forte de tudo isso. Meu maior conselho é viva um dia de cada vez, porque o pior de tudo é o tempo. Não pense em quanto falta, porque isso vai te deixar louca. Agradeça o que acontece de bom, cada pequeno passo, porque não depende de você, do médico ou do bebê”.

Deborah Gabos

Deborah já ao final de sua gestação, após sua recuperação, e atualmente com o filho, Murilo, de seis anos.

Grávida do primeiro e único filho, Deborah apresentou problemas com a placenta ao final do primeiro trimestre, quando percebeu um sangramento. “Aos três meses fui ao banheiro pela manhã e me deparei com muito sangue, eram bolas mesmo. Não tive dor, mas corri para o hospital. Me levaram rápido para o ultrassom e graças a Deus o coraçãozinho do Murilo batia firme e forte. O médico me passou medicamentos e pediu repouso absoluto, com um diagnóstico incerto que dizia que eu poderia estar com a placenta baixa”, revela.

Ela então permaneceu em repouso por um mês, quando soube que poderia levar o restante da gestação normalmente. “Foi uma felicidade saber que tudo estava bem novamente. O repouso foi complicado, pois sou muito ativa e não gosto de ficar parada, me senti um pouco impotente. Segui tendo sangramento todos os meses, mas ele nasceu na data certa, lindo e saudável”.

Murilo agora tem seis anos e é um menino cheio de energia. Com a experiência, Deborah diz ter aprendido a manter a positividade, o que considera indispensável em momentos como esse: “Para quem passa por essa situação eu diria que é essencial tentar manter a calma, se tranquilizar, porque nada é por acaso e quando Deus quer, nada atrapalha”.

Dediane Aparecida Moser

À esquerda: Erika, agora com 11 anos. Á direita: Dediane e a filha mais nova, Allane, de quatro anos.

Dediane passou por duas gestações com descolamento de placenta, em estágios bastante similares e preocupantes. “Na primeira gravidez eu não sabia o que era o problema, porque os médicos não falavam nesse nome. Érika nasceu com 27 semanas e pesando 735 gramas. Com minha segunda filha, Allane, aconteceu o mesmo. Como tinha medo de ter a mesma experiência, me afastei do trabalho no quinto mês de gravidez. Quando chegamos a 27 semanas, tive descolamento de 25% da minha placenta e precisei ser internada. Ela chegou a 50% em menos de três dias e não foi possível segurar mais com a medicação e repouso. Fizemos a cesárea de urgência, e ela ficou dois meses na UTI neonatal, seguindo para mais um mês de internação de médio risco”.

Ela era minha joia rara, porque eu podia olhar pela vitrine, mas não tocar”, lembra. “É um misto de emoções muito grande, porque você volta para casa, mas o seu coração continua lá. Em uma noite fui dormir, mas comentei que sabia que no dia seguinte me ligariam, eu tinha certeza de que algo ia acontecer. Às seis da manhã ligaram e explicaram que ela passou por três paradas cardíacas. Ao total, em todo o tempo de internação, foram cinco. É minha batalhadora, quem mais precisou ter força e lutar foram elas, e não eu”.

Mesmo com toda a adversidade, Dediane aconselha as mães a tentarem afastar seus medos e manterem a esperança todos os dias. “Quando olho para trás percebo que é preciso ter fé. Tudo isso passa e eles lutam pelas suas vidas e crescem felizes. É preciso ter o pensamento firme de que tudo dará certo, porque se pensar negativo você só tem a perder. A Érika tem 11 anos, é esperta e doce, e a Allane está agora com quatro, a espoleta da casa”.

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