Vai uma carninha aí? Cuidado só com os riscos associados ao consumo exagerado FOTO: thinkstock
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Hora de reduzir? Ingestão de carne pode ser (muito) maléfica à saúde

Se você está à procura de razões para parar de comer carne vermelha – ou, ao menos, reduzir o consumo – aqui vão algumas: de acordo com dois estudos apresentados recentemente, o hábito pode aumentar o risco de alguma condição inflamatória no intestino, assim como de câncer de mama.

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O primeiro deles, publicado no dia 8 desse mês pelo jornal médico “Gut”, observou o potencial impacto de todas os tipos carne animal na dieta, e as chances relacionadas ao desenvolvimento de diverticulite – que provoca a formação de bolsas e quistos intestinais e causa muita dor e inchaço na região abdominal. Cerca de 46.500 homens americanos foram analisados para coleta dos resultados, que levou em conta a dieta alimentar de cada um deles. Foram 26 anos de pesquisa e, durante esse tempo, 764 acabaram tendo o problema de forma bem grave.

É possível fazer substituições e continuar com o consumo adequado de proteínas essenciais ao organismo FOTO: thinkstock
É possível fazer substituições e continuar com o consumo adequado de proteínas essenciais ao organismo FOTO: thinkstock

Após ajustarem fatores como cigarro, exercícios diários, uso de medicação e proporção de fibras, os cientistas descobriram que aqueles que comiam carne vermelha tiveram 58% a mais de probabilidade de manifestá-lo. Cada porção do alimento, inclusive, foi associada a um aumento de 18% nessa estatística: o pico piorava ainda mais depois de seis dias seguindo a mesma ingestão.

De acordo com o autor do projeto, o Dr. Andrew Chan, diretor do Programa de Treinamento Gastrointestinal no Hospital Geral de Massachussetts, embora mais avaliações sejam necessárias, o exagero altera o equilíbrio da microbiota (flora intestinal) e as bactérias responsáveis pelo processo digestivo, o que é capaz de afetar o sistema imunológico do corpo, assim como a resposta e vulnerabilidade a qualquer sinal de inflamação.

Segundo o especialista, substituir o costume por peixe ou ave melhora o quadro e reduz a eventualidade da doença em 20%. Embora as fontes vegetais de proteínas não tenham feito parte das investigações, ele acredita que possam servir como alternativas também: “Nós esperamos que elas não estejam ligadas ao risco elevado da adversidade”, disse.

Peixes e carnes brancas apresentam chances menores de causar doenças como diverticulite e câncer de mama FOTO: thinkstock
Peixes e carnes brancas apresentam chances menores de causar doenças como diverticulite e câncer de mama FOTO: thinkstock

Já a segunda averiguação, publicada recentemente no “JNCI: Journal of the National Cancer Institute” da Universidade de Oxford, no Reino Unido, levou 18 anos para ser terminada. Por todo esse período, mais de 1.500 mulheres que tinham travado uma batalha contra o câncer de mama participaram da amostra. Em torno de 600 delas vieram a óbito antes de tudo chegar ao fim.

Aquelas que se alimentavam frequentemente de carne antes do recebimento do diagnóstico, mostraram uma possibilidade 23% maior de morte. Ao serem comparadas com as que cortaram ou diminuíram essa preferência na mesma época, os números subiram consideravelmente, para 31%.

Igualmente aos dados anteriores, foi percebido que a carne branca pode ser mais saudável. Caso esta seja defumada, muito melhor! Apesar de as resoluções não terem sido tão significativas, quando tais iguarias são mais curadas, conseguem obter efeitos protetores no organismo. Cozinhá-las em alta temperatura – tanto quanto os bifes ou hambúrgueres grelhados ou assados, por exemplo – pode ser particularmente danoso para os microrganismos envolvidos na digestão.

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