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Dieta e Fitness

Já ouviu falar no jejum intermitente? Saiba o que é e conheça a opinião de uma endocrinologista

O jejum intermitente é a prática de deixar de comer de forma temporária e esporádica, ou seja, por algumas horas e uma vez ou outra, com acompanhamento médico, pois é fundamental que a saúde esteja em dia. Ele é um protocolo alimentar que colabora não só para o emagrecimento, bem como para regular o organismo.

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Segundo o especialista em Nutrição Otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso, criador do programa Código Emagrecer de Vez, ao fazer o jejum intermitente as pessoas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. “Com isso, seu corpo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se ele está a todo momento processando alimentos, sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar”. Além de te contar mais sobre a prática, o DaquiDali ouviu também a opinião de uma endocrinologista sobre o tema!

Abaixo, Polesso listou algumas características que você vai gostar de saber:

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O jejum intermitente não é uma dieta, é um plano alimentar diferenciado. Foto: VankaD/istock

Jejum Intermitente não é dieta

É importante deixar claro que ele não é uma dieta milagrosa, daquelas para perder muitos quilos em poucos dias. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o Jejum Intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, afirma Rodrigo. Há vários protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h, etc., mas ele declara: “o protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto, porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, já que você realiza todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas e passa 16h sem comer, incluindo as horas de sono”.

Promete turbinar o emagrecimento

De acordo com o especialista, um jejum intermitente bem feito pode regularizar o hormônio insulina no corpo, e assim ajudar a emagrecer de modo natural.

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Além de estimular o emagrecimento, ele ainda controla a insulina, que tem ação direta no ganho de peso. Foto: tetmc/istock

Trabalha em cima do que faz você engordar

Se você acredita que a grande culpada do ganho de peso são as calorias, o profissional afirma que a vilã é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina; e outros como um pedaço de carne, que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um”, e frisa que “o armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”. Com o jejum intermitente, esses estímulos de insulina diminuem e, consequentemente, tem seu funcionamento regularizado.

Promete estimular a saúde e longevidade

Nos períodos sem comer, o corpo realiza um processo chamado de autofagia, ou seja, se recicla e se refaz. De acordo com Polesso, isso também pode promover longevidade, pois quando o corpo trabalha de forma mais eficiente e otimizada, tende a funcionar por mais tempo.

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Segundo o especialista, durate o jejum o corpo produz mais hormônio do crescimento, impedindo a perda de massa magra.  Foto: yurok1/istock

Alega não queimar massa magra

Você já deve ter ouvido de alguém que treina, que não pode ficar muito tempo sem comer para não catabolizar, ou seja, perder massa magra. Para o especialista, o caminho aqui é o contrário: “percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, e lembra que para músculos mais aparentes, perder a gordura através de uma alimentação correta é essencial.

É adaptável e esporádico

“Você pode fazer o jejum intermitente quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa”, explica Polesso, que complementa: “não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer jejum intermitente”.

O que a medicina fala?

Em meio a tantas vantagens de brilharem os olhos, a medicina traz sua avaliação. De acordo com a endocrinologista Giulianna Pansera, “até o presente momento não existem evidências científicas relevantes que justifiquem, dêem respaldo para tal prática e comprovem esses benefícios, assim como não é um tipo de plano alimentar que seja recomendado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM). O risco de alguns protocolos do jejum intermitente é que esses incentivam a restrição total de nutrientes (às vezes por mais de 36h) e isso pode causar desde desidratação até hipoglicemia severa, desmaios, lentidão de raciocínio e reação. Além disso, a prática pode induzir algumas pessoas a desenvolverem comportamentos de risco e distúrbios alimentares como anorexia”.

A profissional ressalta que, muita gente já faz os protocolos de 16h de jejum sem nem perceber, e explica que “são menos lesivos, entretanto, a grande questão é que, normalmente, após um longo período sem comer, o indivíduo tem maior propensão a se alimentar de forma compulsiva e exagerada, perdendo o controle da quantidade e qualidade do que está sendo ingerido! Também por essa razão não recomendamos períodos longos de jejum. O que é considerado realmente saudável, com comprovação científica consistente, é que comer de forma saudável, o mais natural possível e pouco é o que leva a uma melhor manutenção do peso e longevidade”.

Na dúvida, converse com seu médico para tomar a melhor decisão!

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