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Conversa de Mãe

Tem um pré-adolescente em casa? Veja os desafios dessa fase e como lidar com eles

Para os pais, é surpreendente acompanhar cada fase do crescimento dos filhos, mas a pré-adolescência é uma das mais delicadas, pois é o momento em que eles já começam a ficar mais independentes e se arriscam a sair debaixo da asa para o mundo lá fora. Desse modo, veja como lidar com algumas das principais questões nesse período, para entender, aprender e conviver melhor com o seu “pequeno que está ficando grandinho”.

Quando começa a pré-adolescência?

“Podemos observar crianças com sete anos que já entraram nessa fase, assim como há crianças de 11 ou 12 anos ainda na infância. Já a adolescência é entendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o período que vai dos 10 aos 19 anos, e o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que é entre os 12 e 18 anos, o que torna tudo relativo. Ambas variam de um para o outro em termos biológicos e emocionais”, explica a psicóloga e life coach Luciana Barella, especialista em dificuldades de relacionamento.

A conversa com eles sempre deve ser franca, mas carinhosa, para que a confiança se estabeleça cada vez mais. Foto: LightFieldStudios/iStock

Ela esclarece que são diversos os temas relevantes e que devem ser abordados nesta fase da vida, sempre de forma a criar relações de afeto, sem imposições, pois é um período de muitas mudanças físicas, dúvidas, indagações e a melhor opção para todas as situações é sem dúvida o diálogo. “A conversa deve se dar de forma franca e leve, permitindo perguntas honestas (e até complexas), e selar um compromisso de que as respostas também possam ser dadas com a mesma naturalidade. Isso abre espaço para a confiança e a reciprocidade na relação entre pais e filhos”. Ela comenta, abaixo, alguns dos principais temas a serem abordados.

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A importância dos estudos e os impactos na vida futura

Se você está tendo trabalho com seu filhote, que não anda muito interessado na escola, a melhor maneira de abordar a importância desta etapa da vida do pré-adolescente, “é estabelecer responsabilidades e fazê-lo perceber as consequências dos seus comportamentos. Por isso, o diálogo deve ter como foco a motivação, o incentivo e a valorização dos temas relacionados a este ponto, como falar de escolhas, entender as expectativas e mostrar-se disposta a ouvi-lo”, orienta a coach.

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“Você é pequeno demais para isso” X “Você já é grandinho o suficiente para isso”

Essas duas frases são muito ditas nesse período, e geralmente causam certa indignação por parte dos pequenos. Para que não se torne um problema, ou uma confusão na cabeça deles, a profissional tem uma sugestão: “estabelecer limites é importante para fazer o pré-adolescente entender que seus comportamentos e atitudes devem ser condizentes com sua idade. É muito importante, porém, não simplesmente impor autoridade sem explicação e definir o que será permitido ou não, mas sim fazer com que ele entenda que cada comportamento estará adequado a sua maturidade e capacidade de compreensão, e que haverá o momento mais propício para viver cada fase da vida, sem que necessite pular etapas. Estes limites devem estar contidos em um diálogo acessível e afetuoso”, diz a psicóloga.

A exposição na internet

Segundo a expert, a pré-adolescência é um período de muita impulsividade, deslumbramento, curiosidade e uma incansável busca de autoafirmação. Com a contribuição da tecnologia disponível 24hs, a comunicação virtual é o canal mais acessível, e contribui para que todos os fatos da vida sejam compartilhados e expostos em tempo real. Por conta disso, “é essencial conversar sobre os riscos de expor-se, falando da preservação da imagem e dos impactos que estas exposições podem trazer em termos de riscos iminentes, e também das consequências futuras na busca de uma oportunidade de trabalho, nas relações de amizades e até mesmo nas questões de segurança própria e da família. A informação é sem dúvida a melhor maneira de manter seu filho ciente dos diversos perigos do mundo digital”.

Amizades 

É muito importante que pais conversem com os filhos sobre a as amizades deles, para estarem cientes de que tipo de ambiente e relações estão fazendo parte do dia a dia. Mais uma vez a conversa franca e a informação clara contribuirão para que o pré-adolescente entenda as razões das preocupações dos pais e fortaleçam-se os laços de confiança, favorecendo a aproximação dos amigos ao ambiente familiar. Isso facilita aos pais a possibilidade de estarem mais atentos a possíveis perigos”, destaca Luciana.

Eles podem ficar um pouco tímidos ao falarem de sexo e drogas, mas é fundamental ter esse papo para que você os mantenha informados, e assim, mais preparados para lidarem com esses temas. Foto: 001-Digital-Visio/iStock

O perigo das drogas e os riscos desta escolha

Sim, assuntos como esse chegam, hoje, muito mais fácil ao seu filho, pela internet ou pelas pessoas que fazem parte do cotidiano dele, por isso é algo que não pode deixar de ser falado. Para protegê-lo mesmo, “tenha uma conversa sem melindres sobre os diversos tipos de drogas e a facilidade com que esse mal se aproxima pelos mais variados caminhos. Isso fornece ao jovem a possibilidade de estar alerta e saber desvencilhar-se desta escolha munido de informação. É fundamental que os pais conversem sobre as possibilidades de ofertas que muitas vezes vêm de ‘amigos’ ou pessoas próximas, e alertar sobre as consequências danosas que uma simples curiosidade pode causar. Ah, dar ao jovem a possibilidade de esclarecer dúvidas é fundamental e saudável“, enfatiza a coach.

Sexo seguro

Esse é outro tema que precisa ser esclarecido ainda em casa. Melhor ele saber por você que pelos outros, não é mesmo? “É um assunto cada dia mais relevante para meninos e meninas, pois o acesso à informação é fácil e a curiosidade desperta ainda mais o desejo de tentar saber por si próprio. Além disso, muitas vezes as interpretações sobre o tema geram ainda mais dúvidas. Falar sobre sexo, doenças sexualmente transmissíveis, meios de transmissão  e suas consequências, AIDS, HPV, uso de preservativos e tantos outros temas relacionados contribuirá para que seu filho esteja munido de informações, e ainda abre espaço para que busque orientações junto aos pais, sem medo ou vergonha. Dessa maneira, o jovem passa a adquirir um comportamento preventivo e consciente”.

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