Altas temperaturas favorecem a proliferação de insetos. Prevenção contra picadas é essencial, principalmente em crianças FOTO: thinkstock
Conversa de Mãe Saúde

Repelente pode ser usado em crianças? Essa e outras dúvidas da proteção contra mosquitos respondidas

No auge do verão e das altas temperaturas é muito comum a proliferação de mosquitos, principalmente, do Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre Chikungunya e do Zika vírus. A recomendação, segundo a Dra. Maria da Glória Neira, diretora da área de pediatria do Hospital Vitória é de emprego constante de repelente, principalmente nos pequenos, alvos fáceis de picadas.

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E se você tem dúvidas com relação a esse assunto, seguem abaixo algumas orientações que visam esclarecê-las:

Os repelentes podem mesmo ser usados em crianças?

De acordo com a especialista, a maioria dos produtos pode ser aplicada, desde que sejam respeitadas as instruções dos pediatras. Normalmente, o uso em menores de seis meses não é aconselhado.

Algumas crianças podem ter reações alérgicas a picadas e, nesse momento é importante procurar assistência médica FOTO: thinkstock
Algumas crianças podem ter reações alérgicas a picadas e, nesse momento é importante procurar assistência médica FOTO: thinkstock

Quais, então, são as procedimentos para proteger os bebês com menos de seis meses de idade, especialmente contra os novos casos das doenças acima citadas?

“O cuidado com o ambiente é fundamental”, ela diz. “Entre as medidas a serem adotadas, os pais podem utilizar telas nas janelas”. Também, é preferível ligar repelentes elétricos (baseado em uma tecnologia que emite pulsos de ultrassom que afastam os insetos, dispensando qualquer inseticida ou substância tóxica) próximos a elas ou às portas, e manter os espaços limpos. Lembrando que, se houver terrenos e lotes perto da residência, é preciso se atentar para a retirada de lixo e entulhos.

Quais os componentes permitidos nesses repelentes?

Conforme a profissional, os mais apropriados são aqueles que contêm os princípios ativos DEET, icaridina e IR 3535, aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “É recomendado que os pais confiram as instruções das embalagens, considerando o tempo de atuação de cada um deles, bem como as orientações para a faixa etária. É importante que os pais não apliquem durante o sono – para esse momento, as telas protetoras, ventiladores, ar-condicionado e repelentes eletrônicos são mais adequados”.

É mandatório fazer algum teste alérgico para saber qual tipo de repelente poderá servir na pele delas?

Aqui vale o que já foi posto como prevenção anteriormente. “Cada produto tem, em seu rótulo, a orientação de tempo de atuação e a fase da infância permitida”. Diante de reações alérgicas, a Dra. Maria reforça, há de se procurar o pediatra que acompanha o seu filho ou um serviço de emergência especializado em atendimento infantil.

Passe você mesma o repelente nas crianças, senão elas podem espalhá-lo em locais inapropriados, como olhos e boca FOTO: thinkstock
Passe você mesma o repelente nas crianças, senão elas podem espalhá-lo em locais inapropriados, como olhos e boca FOTO: thinkstock

O completo B afasta os mosquitos?

“Não existem evidências científicas que apontem a eficácia dessa vitamina contra as picadas dos mosquitos, por isso sua utilização é controversa”, afirma.

Se o filho for picado, como proceder imediatamente?

“São indicados a limpeza das lesões e o corte das unhas da criançada, a fim de evitar traumas em decorrência do prurido (coceira)”, a médica coloca. “Outra ação importante é evitar tomar medicamentos sem a devida prescrição do pediatra”. Além disso, é crucial observar se não ocorrem sintomas como pintas vermelhas, febre e queixa de dores.

É fundamental ressaltar, porém, que nem sempre as picadas apresentam ferimentos perceptíveis – tem que estar atento e procurar assistência médica frente às dúvidas.

Há como diferenciar a picada do mosquito comum da do Aedes aegypti?

“Não é possível fazer essa diferenciação”, a Dra. Maria enfatiza. “. O essencial é reforçar a proteção quando elas estão em áreas abertas, durante o dia, especialmente no início da manhã – quando o mosquito tem maior atividade – e no final da tarde”.

Na hora de dormir, prefira os repelentes elétricos, ventiladores ou o próprio ar-condicionado para afastar os mosquitos  FOTO: thinkstock
Na hora de dormir, prefira os repelentes elétricos, ventiladores ou o próprio ar-condicionado para afastar os mosquitos FOTO: thinkstock

No caso daquelas que já são maiorzinhas (e estão em período de férias por agora), existe alguma prescrição de repelente associada ao filtro solar?

“Não é recomendada a associação de repelente com o protetor solar para crianças. O correto é aplicar o protetor 40 minutos depois do repelente (próprio para a idade em questão)”.

Proteção adicional

Fora isso, não dê o repelente na mão dos pequenos para que o espalhem pelo corpo: na distração ou falta de prática com a ministração, eles podem deixar o líquido cair nos olhos ou na boca. Ainda, não o passe rente ao nariz ou na pele traumatizada – só por precaução, guarde a bula consigo para posterior consulta (na eventualidade de efeito adverso).

A maioria deles atua até quatro centímetros do local de uso – assim que não forem mais necessários, devem ser retirados no banho. Em áreas muito quentes ou em dias em que se transpira mais, os médicos e fabricantes preconizam reaplicações mais frequentes.

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