Avós que participam inclusive da educação dos netos tendem a viver mais que os outros que não têm esse contato FOTO: thinkstock
Conversa de Mãe Saúde

Que sorte! Avós que ajudam a criar os netos vivem por mais tempo

É bastante comum para os avós aqui no Brasil participarem da criação dos seus netos. O costume, segundo o Estudo de Envelhecimento de Berlim (realizado ao longo de 19 anos na Alemanha e publicado recentemente no jornal científico “Evolution & Human Behavior), é muito benéfico, inclusive para a expectativa de vida de maneira geral.

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Aqueles que normalmente ajudam a cuidar das gerações mais novinhas da família, e até mesmo se envolvem no processo de educação delas, vivem cerca de 10 anos a mais em comparação aos que não dispõem da mesma oportunidade.

Ajudar na criação dos netos e manter responsabilidades perante a família reduz em quase 40% o risco de morte FOTO: thinkstock
Ajudar na criação dos netos e manter responsabilidades perante a família reduz em quase 40% o risco de morte FOTO: thinkstock

Um total 500 pessoas na faixa etária de 70 a 103 anos foi selecionada para compor a amostra das análises. Primeiramente, os pesquisadores verificaram a taxa de mortalidade entre os avós incumbidos de tais tarefas, e os que não tinham netos ou não convivam com eles (vale ressaltar que não foram considerados os que apresentavam a custódia das crianças e eram os principais responsáveis por elas).

Conforme as conclusões, a relação com os pequenos desde o nascimento reduziu o risco de morte em 37%. No lado oposto, em que isso não havia sido um hábito, somente metade chegou a sobreviver por cinco anos a mais após o início do projeto.

Na segunda parte, os cientistas pegaram este último grupo e o dividiram novamente: todos que em geral prestavam suporte emocional aos filhos e, por exemplo, contribuíam nos afazeres domésticos, obtiveram uma sobrevida cinco anos maior frente aos idosos que não possuíam tais práticas ou não eram pais.

Quanto maior o laço afetivo e colaborativo com a família, maior o benefício físico e emocional para os avós FOTO: thinkstock
Quanto maior o laço afetivo e colaborativo com a família, maior o benefício físico e emocional para os avós FOTO: thinkstock

De qualquer maneira, os resultados não significam que quem não concebeu descendentes esteja destinado a “partir antes dessa para melhor”! Em uma terceira etapa, os estudiosos se dedicaram exclusivamente à turma que se encaixava nesse perfil, e notaram que muitos deles se propunham a auxiliar e apoiar amigos e vizinhos no que fosse preciso, criando outro tipo de comunidade.

O fato, portanto, proporcionou uma base de sete anos a mais na velhice, em contraste com apenas quatro de quem nunca teve a preocupação de nutrir esse vínculo colaborativo.

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