Tanto a mãe como o pai devem pedir desculpas aos filhos quando percebem que se excederam FOTO: thinkstock
Conversa de Mãe

Pais também pedem desculpa? Segundo especialista, eles podem e devem!

Aceitar que se erra e saber voltar atrás são aprendizados diários, e dos melhores que os pais poderiam demonstrar para com os seus filhos. “No momento em que eles reconhecem o fato e se desculpam com as crianças, viram um grande modelo”, fala Graziela Vanni, psicóloga cognitiva comportamental, coach e consultora em relações humanas.

+ Você pode levar cinco meses para perder o peso adquirido nas festas de fim de ano

+ Movimento lança abaixo-assinado pedindo criminalização do assédio nas ruas

+ Especialista te ajuda a economizar no material escolar das crianças

E as possibilidades nesse sentido podem ser as mais variadas: de se exceder em uma bronca despropositada, não perceber um gosto ou preferência, se arrepender de um comportamento, até não cumprir com determinada promessa.

Fácil mesmo… não é!

De qualquer maneira, não é nada fácil tomar essa atitude. “Temos muitos problemas com relação a isso. Desde que nascemos, somos cobrados para sermos perfeitos em tudo”, a profissional continua. “Torna-se uma busca frenética e constante alcançar esse perfeccionismo. Eu acredito que a pessoa, quanto mais humanizada e consciente das próprias restrições for, mais condição terá de realizar tal ação – inclusive, maior preparo para a maternidade/paternidade em si”.

Desculpar-se é um ato de coragem que também demonstra humildade e autoconhecimento. A atitude, certamente, contribui para laços familiares mais fortes FOTO: thinkstock
Desculpar-se é um ato de coragem que também demonstra humildade e autoconhecimento. A atitude, certamente, contribui para laços familiares mais fortes FOTO: thinkstock

Pirâmide da desculpa

Fora que, em se tratando dos responsáveis, existe a questão da hierarquia. “Do medo de estarem rebaixando a autoridade“, ela afirma. “Muitos pensam que, a partir do instante que fizerem isso, os pequenos não vão mais respeitá-los”.

Pare, respire fundo e reconsidere

“Nessa hora, o nosso senso interno desperta e diz: ‘você foi além’”. E mesmo quando os sinais não são tão claros assim, a criança pode manifestar o abalo em forma de choro, tristeza profunda e ressentimento, por exemplo.

Chega aqui, vamos conversar

Graziela ressalta que quando situação a passa, é possível efetuar uma autorreflexão. Trazer o filho para perto e conversar sobre o que aconteceu representa um show de humildade, de autoconhecimento. “É altamente educacional, e mais adequado que fingir que não houve nada”, reforça. “Se formos ver, claro que vamos cometer erros; mas isso é um ato de coragem, de identificação de limites – até onde vai o meu e começa o do outro”.

Uma conversa direta e breve, e que contextualize o filho é o caminho mais adequado para se desculpar por algum comportamento exagerado FOTO: thinkstock
Uma conversa direta e breve, e que contextualize o filho é o caminho mais adequado para se desculpar por algum comportamento exagerado FOTO: thinkstock

Culpa de quem?

Um detalhe importante, que jamais pode ser esquecido ao se retratar é contextualizar o ocorrido. “Não para se justificar, mas porque a criança precisa entender o cenário em que tudo estava inserido”, explica. O discurso há de corresponder ao linguajar e à faixa etária, e ser bem curto, de preferência: “senão, tende a se transformar em palestra, e ela só vai assimilar um ou dois minutos; é fundamental inserir palavras curtas e breves”.

Desculpe-se, não custa nada e faz bem

Nunca deixe a necessidade em aberto – “pode durar 10 minutos ou um dia: porém, é essencial retomá-la”. Caso contrário, aquilo que era mínimo pode dar espaço para emoções reprimidas e traumáticas. A psicóloga enfatiza que cabe aos adultos procurarem, constantemente, compreender o lado infantil. “Para irem melhorando a cada dia ao invés de focarem na perfeição total”.

Enquetes

enquete

Que delícia junina te faz esquecer a dieta?

Carregando ... Carregando ...