Surtos de caxumba vêm ocorrendo por todo o Brasil neste ano FOTO: thinkstock
Conversa de Mãe Saúde

Ela está de volta! Saiba como se prevenir contra a caxumba

Depois de anos sob controle, a caxumba reapareceu. São vários os Estados que, neste ano, apresentaram (e continuam apresentando!) um crescimento nas estatísticas, com centenas de relatos em poucos meses. “Ela é uma infecção das parótidas provocada por um vírus, o Paramyxovirus”, diz a Dra. Naihma Salum Fontana, infectologista que faz parte dos profissionais cadastrados na plataforma Doctoralia. “É altamente contagiosa e transmite-se por contato direto com gotículas de saliva ou perdigotos de pessoas infectadas”. Segundo ela, a propagação costuma ser maior no inverno e na primavera.

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Inchaço característico

“As crianças são as mais acometidas, com possibilidade de ocorrências principalmente em locais de agrupamento”, conta Dra. Lígia Camera Pierrotti. Nos mais velhos, contudo, o prognóstico é mais perceptível. “A caxumba causa uma doença aguda febril e a sua principal manifestação é o aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares (mas às vezes as sublinguais ou submandibulares também são atacadas)”. Dor de cabeça, fadiga e dificuldade para mastigar são outros indícios que podem surgir. Em homens adultos (em cerca de um terço dos eventos) se dá também a orquiepididimite – processo inflamatório que envolve os testículos, ela pontua. Nas mulheres, mais raramente, pode haver a ooforite, inflamação de um ou ambos os ovários.

Glândulas salivares incham na caxumba, que acomete mais crianças FOTO: thinkstock
Glândulas salivares incham na caxumba, que acomete mais crianças FOTO: thinkstock

Multiplicação dos casos

Ainda de acordo com ela, o período em que alguém afetado pode passar a enfermidade adiante começa ao redor de uma semana antes até aproximadamente uma depois do aparecimento dos sintomas. “O aumento do número de casos pode acontecer por adaptação do vírus ou por menores coberturas vacinais”.

Conforme a Dra. Naihma, a prevenção se dá pela vacinação com a tríplice viral, aplicada aos 12 e 15 meses de idade, a qual contempla também o sarampo e a rubéola. “Porém, somente entre 1992 e 2002 a vacina da caxumba foi incluída no calendário nacional de imunização, juntamente com essas citadas. Por isso, os nascidos anteriores a essa data são vulneráveis – o que explica a faixa etária mais abrangida no atual surto (adolescentes e adultos)”.

Vacina em dia

Vacina contra caxumba chama-se tríplice viral e se você ainda não tomou, procure o posto de saúde mais próximo para ser imunizado FOTO: thinkstock
Vacina contra caxumba chama-se tríplice viral e se você ainda não tomou, procure o posto de saúde mais próximo para ser imunizado FOTO: thinkstock

Nesse público, assim como no infantil, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) preconiza duas doses com intervalo de um mês, a fim de conferir defesa para a vida toda. Quem já as tomou, não precisa fazê-lo novamente; aqueles que a apresentaram em algum estágio anterior da vida estarão protegidos para todo o resto. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece o benefício gratuitamente para pessoas de até 49 anos de idade, a mesma profissional comenta. “Para crianças e adolescentes de até 19 anos, estão disponíveis as duas doses e para quem tem entre 20 e 49, apenas uma”.

“A vacinação de bloqueio é recomendada para quem manteve relação direta com pacientes doentes”, continua. Aliás, caso um indivíduo seja contagiado, ele não deve comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após o início da doença. “É preciso ainda desinfeccionar os objetos contaminados como secreções do nariz, da boca e da garganta do enfermo e higienizar as mãos frequentemente”.

Contraindicação total

Febre alta está entre os sintomas da doença. Complicações são raras mas podem acontecer. Cuidado! FOTO: thinkstock
Febre alta está entre os sintomas da doença. Complicações são raras mas podem acontecer. Cuidado! FOTO: thinkstock

Gestantes ou aqueles em situação de fraqueza imunológica, utilizando medicamentos que deprimem esse sistema do corpo, ou em tratamento de câncer com quimioterapia ou radioterapia não podem receber a vacina. “Como o vírus vacinal não é transmissível, ela pode ser utilizada por quem quer que conviva com pacientes com imunidade mais baixa, quando indicado, sem gerar nenhum risco para eles”, a Dra. Lígia coloca.

Histórico de choque anafilático devido à aplicação, ou de reação a algum componente da fórmula (que, no Brasil contém traços de proteína do ovo de galinha e do leite da vaca) também  são contraindicações, ressalta a Dra. Naihma.

Agora, diante da hipótese de não haver registro e de não se lembrar se já pegou a doença, a Dra. Lígia sugere um exame laboratorial chamado de sorologia para caxumba (o qual verifica se existiu contato prévio).

Reação do corpo

Não há droga específica para o combate, a indicação é somente repouso absoluto e hidratação vigorosa. Quando necessário, podem ser empregados remédios para aliviar o mal estar e os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. O próprio organismo, no entanto, luta contra e resolve a adversidade. Complicações são incomuns, contudo, podem levar à surdez, meningite e morte. O acompanhamento médico, de qualquer maneira, é imprescindível.

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