Os cuidados com a segurança das crianças deve ser redobrado nas férias, principalmente com as festas de fim de ano FOTO: thinkstock
Conversa de Mãe

Como garantir a segurança das crianças nas férias e festas de fim de ano

As férias de verão já começaram para a criançada que, com tempo livre de sobra, acaba mais exposta aos acidentes e outras questões de segurança. “O levantamento que a gente faz aqui (com base em informações do Ministério da Saúde) mostra que 37% dos atendimentos dos hospitais são em ocorrências domésticas nesse período”, diz James Roberto da Silva, consultor de segurança da Sete Quality Standard.

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De olho na brincadeira

Desses, mais da metade é em função de quedas. “Pelos desníveis de escada, calçada etc.”, afirma. Os meninos são, de longe, os mais afetados. “Principalmente por causa das pipas: enquanto estão brincando, sobem em lajes, muros e caem (sem querer)”. Fora que, ao correrem atrás daquelas que se soltam, cruzam as ruas sem olharem e são atingidos pelos carros.

Brincadeiras com pipa são das que mais envolvem quedas e acidentes FOTO: thinkstock
Brincadeiras com pipa são das que mais envolvem quedas e acidentes FOTO: thinkstock

Para Silva, o responsável tem que estar próximo aos pequenos, sendo que cabe a ele verificar se os lugares com degraus possuem corrimão; todas as guardas permanecem fechadas; as janelas (até as do banheiro!) e varandas dispõem de rede de proteção e, inclusive, não apresentam móveis encostados que sirvam de apoio para alcançá-las. “Uma distração é suficiente para acontecer alguma coisa indesejada”, reforça.

Quando os perigos dizem respeito ao mar ou à piscina, o especialista é categórico: “ao acessar a água, a criança deve estar com um adulto, e somente ficar nas partes mais baixas, seguras”. – e, de preferência, abaixo da linha da cintura. Nada de levar no colo até as porções mais fundas, pois em qualquer descuido (por exemplo, com a força física das ondas), é muito fácil abrir os braços e largá-la (com chances maiores de afogamento). Boias são itens essenciais. “Outra circunstância que é fundamental trazer é que essa pessoa não pode estar influenciada por bebida alcoólica – ela muda o estado psicológico e, sob seu efeito, pode se achar que está fornecendo segurança, sem que de fato isso esteja ocorrendo”.

Perigos escondidos

Além do mais, nessas épocas de festas, com os encontros de família, é necessário manter os olhos bem abertos para evitar incidentes com facas, e outros objetos cortantes da casa. “Nem sempre os ambientes internos são preparados de maneira que não ofereçam risco”, o expert comenta. É natural que, com a agitação, os pequenos se espalhem e cheguem perto demais de fogões ou churrasqueiras, a ponto de se queimarem neles (ou derrubarem algo por cima de si próprios). “Utilize os últimos bocais e as panelas voltadas com o cabo para a parte interna. O ideal é que a criança não fique na área enquanto estiver cozinhando”, ele fala. “Caso isso não seja possível, deixa-a em uma distância de uns dois, três metros, em um tapete com alguns brinquedos, onde você consiga conversar com ela e dar atenção ”.

Longe dos fogos

Crianças deve apenas assistir à queima de fogos e não participarem da sua manipulação FOTO: thinkstock
Crianças deve apenas assistir à queima de fogos e não participarem da sua manipulação FOTO: thinkstock

Os fogos de artifício, culturais no Brasil especialmente para a virada do ano, são outra questão que pode provocar queimaduras, assim como surdez, cegueira e morte. “Se não usá-los de forma adequada, se não forem comprados em lojas especializadas, podem explodir ainda no solo”. Não raro os indivíduos são vistos segurando o aparato na mão na hora de acendê-los, ou pedindo para que os filhos o façam. Estes não devem estar junto ou participarem da manipulação sob qualquer hipótese – “podem não ter força o suficiente para manter a inclinação e atingir a altura necessária. Os fogos precisam de um suporte (as próprias embalagens vem com orientação do fabricante) e, se isso não é levado a sério, a possibilidade de falhas é muito maior”.

Corra para o centro hospitalar mais rápido possível frente a um episódio nesse sentido. “Jamais ponha pasta de dente em uma lesão, borra de café ou cubra com pomada – existem muitos aspectos culturais do passado que vão apenas agravá-la (o médico terá que realizar uma lavagem e uma raspagem depois, o que vai doer muito mais. No máximo, lavar com água corrente, que diminui a intensidade do acontecimento”, alerta o consultor.

Aposte na informação

Pequenos precisam de boias e um adulto por perto ao entrarem na piscina ou no mar FOTO: thinkstock
Pequenos precisam de boias e um adulto por perto ao entrarem na piscina ou no mar FOTO: thinkstock

Agora, se a comemoração for na praia ou em um espaço com multidão concentrada, Silva aconselha a colocar uma pulseira de identificação no pequeno, com os nomes e telefones dos pais (ou quem quer que esteja incumbido de tal tarefa), assim como um cartão com as mesmas informações no bolso e na mochilinha dele (caso esteja carregando uma). “Tem sempre que ter um plano B – não é só o fato de ele se perder; pode haver sequestro, algo mais grave e com fim ilegal”. De acordo com o consultor, é importante conscientizar, anteriormente, sobre não sair de perto do adulto, contando sobre as consequências. “Vale enfatizar que a responsabilidade é mútua em uma condição como essa”.

Ao chegar ao local, é necessário mostrar os pontos onde as autoridades (policiais, bombeiros, paramédicos, ambulâncias) estão posicionadas, para que se saiba a quem recorrer diante de uma separação do grupo.

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