Brincadeiras são essenciais para o desenvolvimento da criança FOTO: thinsktock
Conversa de Mãe Vida Prática

Conheça as brincadeiras mais recomendadas conforme a fase de desenvolvimento da criança

As crianças de hoje em dia estejam cada vez mais conectadas à tecnologia, e o primeiro contato delas com esse mundo, inclusive, passou a acontecer logo nos primeiros anos de vida: muitas acabam nem brincando como deveriam. “Nas brincadeiras, os filhos se aproximam dos pais, e ambos passam a se reconhecer melhor”, diz a psicopedagoga e fonoaudióloga Sheila Leal, criadora do projeto Filhos Brilhantes. Para ela, reunir a família em prol do bom desenvolvimento dos pequenos é fundamental: “isso ainda ajuda a identificar um possível distúrbio no tempo certo”, acrescenta, já que quanto mais cedo forem tratados certos transtornos ou dificuldades de aprendizagem, menos problemas adiante.

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Cada fase da infância requer um tipo de atividade apropriada. E, para que os adultos possam realizá-las em casa, em conjunto com a garotada, seguem algumas dicas abaixo:

Até os quatro meses de idade

Do 0 aos 4 meses, os pequenos estão descobrindo os sentidos FOTO: thinkstock
Do 0 aos 4 meses, os pequenos estão descobrindo os sentidos FOTO: thinkstock

Segundo a especialista, o ideal é oferecer aqueles brinquedinhos que fazem barulhos, como chocalhos, ou garrafinhas com grãos dentro. Mordedores também são bem importantes, já que nesses primeiros meses o bebê está aprendendo a descobrir o mundo através dos seus sentidos. Por isso a necessidade de se levar tudo à boca.

Dos 4 aos 6 meses

Sheila conta que, uma vez que as experimentações por meio do paladar, visão, tato, etc. já tenham sido feitas, os pimpolhinhos começam a se dar conta de que podem jogar os objetos no chão e movimentá-los. Então, aqueles que são de tecido, bola, produtos com rodinhas, entre outros, são as melhores indicações para isso.

De 6 a 10 meses

Aqui a criança já consegue identificar com mais propriedade as formas e os sons. A psicopedagoga recomenda, assim, aqueles joguinhos simples de encaixe, os que tocam musiquinha, falam; livrinhos de pano ou plástico feitos para essa faixa etária são ótimos para se explorar texturas diferenciadas também.

Na fase de empilhar, dê objetos diferentes para que o bebê possa brincar FOTO: thinsktock
Na fase de empilhar, dê objetos diferentes para que o bebê possa brincar FOTO: thinsktock

Dos 10 meses a um ano de idade

Sem deixar de lado tudo que já foi usado anteriormente, Sheila destaca que é a partir dos 10 meses que se passa a ter mais noção de balanço e equilíbrio – justamente quando os primeiros passinhos são dados em muitos casos. “Comece a brincar de dançar músicas e ofereça a oportunidade do seu filho movimentar o próprio corpo, como em cavalinhos de balanço”.

De 1 a 2 anos

Essa é a fase de empilhar: tudo que se vê pela frente! “Você pode brincar de empilhar alguns objetos (brinquedos específicos ou outros itens da casa) como copos de plástico”, ela fala. A partir de um ano e meio, torna-se mais interessante incentivar a agilidade do físico: uma pequena aula de ginástica, em que você pede para colocar as mãos para cima e para baixo depois, por exemplo, garante que os gestos sejam seguidos.

Dos 2 aos 4 anos

Como a firmeza física bem mais desenvolvida nesse estágio, Sheila ensina um passatempo: “você pode fazer um caminho dentro de casa, e brincar de andar como um leão ou uma tartaruga dentro e depois fora da linha”.

Cavalinhos de balanço ajudam a trabalhar o equilíbrio dos pequenos FOTO: thinsktock
Cavalinhos de balanço ajudam a trabalhar o equilíbrio dos pequenos FOTO: thinsktock

De 4 a 6 anos

A dominância sobre números, letras e traços é muito maior, pois a criançada já está bem mais esperta e crescidinha depois dos quatro anos. “Você pode brincar de escrever e colocar fontes bem grandes folhas de papel, como várias sulfites coladas”, sugere, como maneira de aumentar a capacidade cognitiva, de raciocínio e inteligência.

 Dos 6 aos 8 anos

Conforme a profissional, a alfabetização é parte da rotina de quem está nessa etapa. Aquelas brincadeiras como forca, “stop” (lembra? Que tem que ir nomeando lugar, comida, carro, etc. de acordo com a letra escolhida) são bem-vindas. “Faça jogos de desenhar ou imitar animais que tenham a letra ‘R’, por exemplo”, ela propõe, a fim de fortalecer o aprendizado dos fonemas.

Identificação de problemas

As crianças têm até dos 4 anos e meio aos 5 para adquirir todos os sons da língua, incluindo os últimos que consegue aprender, como o ‘pra’ de prato e o ‘tra’ de trator”, destaca. Para saber o momento de procurar ajuda profissional, é preciso estar presente na interação com os filhos. “Desligue a TV, deixe o celular por um tempo, e dedique-se somente a eles”, reforça.

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