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Comportamento Conversa de Mãe

A personalidade do seu filho é moldada pelos coleguinhas de infância, diz estudo

As crianças estão cada vez mais espertas. É comum ver aquele toquinho de gente dizendo que tal roupa não combina ou usando palavras que você mesma veio aprender já grandinha. Mas de onde vem tanta personalidade? Um novo estudo parece ter a resposta.

Vem da convivência. Após anos associando essa formação à genética ou experiências de vida (o que não está descartado e faz todo sentido), uma equipe de psicólogos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que a convivência, principalmente durante a pré-escola, é uma grande influenciadora nesse processo de molde da personalidade.

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Mesmo gêmeos, com genes idênticos, a reação à situações externas pode se dar de modo diferente, forjando personalidades distintas. Foto: Design-Pics/istock

Com o avanço da neurogenética na década de 90, foi descoberto que a personalidade é influenciada pelos genes, sim, mas estes se relacionam de modo imprevisível e complicado com o ambiente externo. Em outras palavras, mesmo que você seja gêmea de outra pessoa, os respectivos genes ligados ao comportamento podem, diante de uma determinada situação, reagir de modo diferente, e criando mais alterações genéticas com o passar dos anos.

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Crianças que ficaram próximas a outras com perfil mais estudioso, desenvolveram esse hábito por influência. Foto: Digital-Vision./istock

Como foi feito?

Os estudiosos observaram como crianças de 3 a 4 anos, na escola, se comportavam em sala de aula e em seus “grupinhos”. A conclusão foi: aquelas que se juntaram com outros pequenos mais extrovertidos e estudiosos, pegaram traços dessa personalidade com o tempo, ainda que não fossem assim quando os conheceram no início do ano escolar.

Os pesquisadores afirmam que esse é o primeiro estudo a analisar a personalidade em crianças pequenas. O trabalho prova que ela pode ser alterada, sim, e pelos próprios coleguinhas de infância, nem tanto pelos pais, como se acredita muito. Isso significa que você não precisa desistir de tentar fazer com que seu filho seja mais tranquilo, ou menos birrento, mas ficar de olho em com quem ele anda pode ajudar muito também!

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