Plano de negócios é essencial para que ideia possa ir para frente e tomar formaFOTO: thinkstock
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Como montar um plano de negócios simples e prático para tirar a sua empresa do papel

Da mesma maneira que construir uma casa, organizar uma viagem e até mesmo fazer uma festa de aniversário pede um planejamento prévio, abrir uma empresa demanda, primeiramente, a elaboração de um plano de negócios no papel, para que seja possível decolar depois.

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O que é?

“Ele é básico, fundamental para um empreendimento”, fala Alexandre Prado, coach de carreiras especialista em economia e finanças. “Serve como bússola para direcionar as ações e indicar as chances de sucesso da ideia”, diz. É o que permite colocar em prática tudo aquilo que se tem em mente.

Para que serve?

Além disso, segundo o expert, o documento é útil para mostrar como podem ser captados os recursos financeiros e informar sobre a finalidade do que se pretende investir, pois possibilita juntar as informações e estratégias de mercado. A descrição de todas as etapas pretendidas desde o início também funciona como um cartão de visitas para dar credibilidade àquele sócio, banco ou investidor que quer apostar na nova iniciativa.

Para elaborar um plano completo e eficiente, é preciso avaliar informações sobre o perfil do público e concorrência também FOTO: thinkstock
Para elaborar um plano completo e eficiente, é preciso avaliar informações sobre o perfil do público e concorrência também FOTO: thinkstock

Para torná-lo uma ferramenta prática e eficiente, assim como uma fonte de consulta para qualquer ocasião, existem alguns passos que devem ser seguidos na sua elaboração. Veja abaixo quais são:

Divisões

Sumário executivo

“Antecipa os principais pontos do plano, com um ‘melhores momentos’ do que será lido de uma forma mais aprofundada na sequência”, o coach introduz. Nele, normalmente constam os valores da companhia, sua missão (que é a razão dela ser), visão (o objetivo com prazo determinado para ser cumprido), diferenciais competitivos, produto ou serviço oferecidos, área de atuação, investimento inicial, enquadramento tributário (relacionado aos impostos), forma jurídica da entidade (sociedade anônima, limitada, MEI – Microempreendedor Individual), etc. “São os dados gerais para que, naquela primeira olhada a pessoa fale: isso me interessa! Vem com uma página ou uma e meia no máximo. Realmente, é um sumário de tudo”, ele comenta.

Análise do mercado

Aqui, é preciso incluir as respostas para as perguntas que definirão tanto o seu público-alvo, ou seja, os clientes que você quer atingir; quanto a concorrência atual e possíveis fornecedores.

Então, quem compra, quando, onde e por quê? Hábitos de consumo desses indivíduos; renda que ganham, nível educacional, estilo de vida, sexo, faixa etária, entre outros fatores. No que diz respeito aos competidores, é necessário verificar o preço que eles praticam, as condições de pagamento disponíveis, a qualidade do que comercializam e por aí vai.  Para os fornecedores, é importante avaliar como o processo de terceirização ou quarteirização será fechado, quantias envolvidas, facilidades de negociação… “A partir do momento que você entende a demanda do comércio, o que já está sendo oferecido e onde pode entrar com um diferencial, conseguirá construir um plano de marketing mais assertivo”, Prado afirma

Plano de Marketing

Pensar na comunicação para divulgar a marca é o que aborda o plano de marketing FOTO: thinkstock
Pensar na comunicação para divulgar a marca é o que aborda o plano de marketing FOTO: thinkstock

É como a sua marca se destacará dentre as outras cujo apelo ou é o mesmo ou parecido; como você conquistará as vendas: através da rede social? Publicidade na TV, rádio, revista? Técnicas de espalhar o conceito boca-a-boca? A comunicação tem que ser especial para atrair a atenção de quem a vê e, mais do que isso, levar ao ato final da compra.

Plano comercial

“Demonstra como a empresa vai funcionar de modo geral, é a operação propriamente dita”, o especialista pontua. Nessa parte é preciso considerar quais equipamentos serão utilizados, maquinário (caso haja, claro), a quantidade de funcionários, logística de entrega e recebimento de mercadoria, indicadores de performance e outros mais.

Plano financeiro

“E a foto do plano de negócios inteiro em números, em grana”, reforça. É a transferência, em termos práticos, dos custos e despesas até chegar ao lucro. Os primeiros são os gastos diretamente vinculados ao artigo ou atividade, por exemplo, a mão de obra na linha de produção; as despesas estão voltadas para a operação, como o pagamento daquele trabalhador da área administrativa que cuida de tarefas diferentes.

O plano de negócios dá mais credibilidade à ideia na hora dela ser apresentada aos possíveis investidores FOTO: thinkstock

O lucro é o rendimento após fazer as continhas de receita bruta menos impostos, devoluções e despesas – basicamente falando. No esquema contábil, vão também o investimento pré-operacional (que é tudo o que será gasto antes de começar de fato o funcionamento do estabelecimento: alugar local, comprar móveis, computador, pagar advogado, registrar nome e assim por diante, enquanto não entra nada de dinheiro); e o montante destinado ao capital de giro: “o recurso financeiro aplicado para manter a organização, sem inadimplência”, Prado explica. É o dinheiro disposto para pagar por o estoque que será vendido ou utilizado, para citar um jeito fácil de visualizar.

O plano financeiro proporciona calcular o ponto de equilíbrio: o momento da organização em que o lucro que ela auferiu foi suficiente para bancar seus custos e despesas. É o chamado 0x0”, ressalta. “Ele também permitirá conhecer o prazo de retorno de investimento. Uma vez que estiver bem estruturado, vai conseguir responder à questão fundamental que é: vale a pena?”.

Conclusão

Por último, mas não menos importante e como no fechamento de um livro, vem a conclusão. Um resumo mesmo, essencial para fortalecer o conceito pretendido, a maneira como será viabilizado, e em quanto tempo se dará sua lucratividade.

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