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Carreira & Finanças

Pedir ou emprestar dinheiro: saiba como lidar com isso sem drama!

Não é segredo que falar de dinheiro é um verdadeiro tabu, mas às vezes, é inevitável, principalmente se a situação envolve emprestar ou pedir emprestado. Sem ter como fugir, aprenda, hoje, como lidar com sabedoria e bom senso em ambos os lados.

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Se vai emprestar dinheiro

Para começar, há duas formas de emprestar dinheiro entre pessoas físicas: “existe aquela que possui e quer emprestar, chegando a oferecer para os amigos, mas cobrando juros (um pouquinho maior que o do banco) para potencializar o capital dela e facilitar a vida dos outros. E existe aquela quem empresta quando pedem, a mãe, o cunhado, a melhor amiga, etc., muitas vezes nem cobrando juros, ou o cobrando em um valor semelhante ao da Poupança”, explica o consultor financeiro pessoal Fábio Henrique, da Ponto de Equilíbrio Consultoria Financeira.

Quem empresta o dinheiro, deve ter total consciência de que há o risco de não receber de volta, tudo, ou parcialmente. Foto: fizkes/iStock

Aquela consciência básica!

Segundo Henrique, quem empresta, já conta com a possibilidade de não receber todo ou uma parte de volta. “Usualmente, ela já sabe os riscos que corre, conta com uma certa inadimplência. De um valor X que ela cedeu, um pequeno Y não vai ser recebido, e é aí que entram os juros para compensar, assim como é feito no cartão de crédito, por exemplo. Agora, quando a negociação é com alguém da família ou amigos mais próximos, aí não tem como saber, é realmente um risco e a partir daí algumas características devem der observadas”.

Alguns critérios para emprestar

Quando é um colega de trabalho: se ele pede, entenda o motivo de não ter crédito para fazer uma transação comum. “Se descobrir que ele tem várias restrições, que não tem condições financeiras de arcar com despesas já feitas, pergunte-se se ele realmente vai te pagar. O pensamento é: ‘se ninguém está te dando crédito, por que eu vou te dar?’“, alerta o profissional.

Quando é alguém da família: se é o marido da sua irmã, uma prima querida, um tio, etc., “é comum ficar em uma saia justa. Mas o critério aqui é o mesmo, verificar como anda a situação financeira dela, só que sabendo o destino do dinheiro a ser emprestado. É legal, inclusive, junto com a pessoa avaliar e participar dessa decisão”, afirma o especialista.

Garantias

Você só vai emprestar dinheiro se tiver o mínimo de confiança na pessoa, entretanto, é preciso estar ciente que essa intimidade deixa tudo mais delicado. “Você vai pedir um cheque para sua irmã, mas ele volta. Vai fazer o quê? Tenha em mente que quando existe essa proximidade, seja amigo ou família, tudo pode ser mais complicado. Umas das garantias aqui é tentar ser uma orientadora do uso desse dinheiro”, diz o expert.

Analise sua situação financeira, é fundamental ter total clareza de como você vai usar o dinheiro que quer pedir emprestado, e como vai quitar essa dívida. Foto: gpointstudio/iStock

Se vai pedir dinheiro emprestado

Para dar corpo a essa decisão com bom senso, a recomendação do consultor é: “antes de pedir, analise suas finanças, saiba exatamente para que é o dinheiro e principalmente se vai conseguir arcar com a quitação das parcelas depois. É importante ter isso muito claro para passar crédito, porque uma vez que você pede para um parente ou amigo próximo, é óbvio que ele espera receber. O ideal é conversar antes com a pessoa, explicar sua situação e ver se ela se manifesta para ajudar. Caso não aconteça, aí é válido tentar perguntar se ela pode te auxiliar nessa situação”.

Aquela consciência básica!

Para quem pede, o que tem que ter em mente? Receber um não! De acordo com o especialista, “na verdade, isso você já tem, e pode vir de novo daquela pessoa que você confia e tem intimidade, sim, como seu melhor amigo, sua mãe, etc. Esteja preparada para isso e não misture as coisas! Ela não pode te emprestar, mas isso não faz com que te ame menos, pode ser realmente medo do risco ou falta de condições”.

Como passar credibilidade

“É legal que você se abra para isso, mostrando que conhece os riscos, explicando para que será usado, sendo clara, proativa, negociadora, sem intenções de tramoia. Se o outro sente que você tem total noção do que está fazendo, com tudo ali, na ponta do lápis, já com o plano de pagamento de volta, isso pode ser decisivo para que ele sinta verdade e aceite o acordo”, esclarece o expert.

Atrasei, mas sou honesta. O que fazer?

O mais importante quando você deve para alguém, além de pagar, claro, é ser comprometida com aquela pessoa. Se já sabe que não poderá cumprir o prazo estipulado aquele mês, avise-a: “‘olha, eu tenho que te pagar em x dias, mas meu salário vai atrasar, acabei estourando meu orçamento’, enfim, seja sincera, clara, honesta. Não resolve, mas fugir, não atender telefone, ou dar desculpa fajuta é sempre a pior saída. Sempre arque com a responsabilidade, sugerindo inclusive outras soluções, como ele cobrar um juros um pouquinho maior no próximo mês, coisa que provavelmente não vai acontecer, mas você se pôs a disposição”, orienta o profissional.

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