Nove questões para responder antes de pedir demissão
Carreira & Finanças

Nove perguntas para se fazer antes de pedir demissão

Existem momentos na vida em que é preciso tomar decisões importantes, principalmente quando algo não vai bem. Nessas horas, agir no calor da emoção nem sempre é a melhor saída. Para escolher certo e não se arrepender depois veja o que especialistas recomendam para quem está pensando em pedir demissão no trabalho.

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Por que eu quero isso?

Ter flexibilidade e trabalhar com algo que goste é o que muitas pessoas sonham em conquistar. Mas mudar de emprego ou profissão não significa que os problemas irão diminuir e que você trabalhará menos do que antes. “A razão pela qual devemos tomar uma decisão como esta precisa estar totalmente relacionada à nossa vontade de fazer algo diferente, e não a fatores externos, como um chefe chato ou excesso de trabalho. Depois de avaliar sua situação atual, pode ser que você só precise encontrar um emprego melhor para ser mais feliz”, conta a master coach Bibianna Teodori.

Qual o real motivo da decisão?

É preciso manter a calma para não agir no calor da emoção. Alliane/iStock

Saber o que de fato aconteceu para só depois tomar a decisão vai ajudar a deixar tudo mais claro. Segundo Mariana Cottini, da SBCoaching, essa pergunta ajuda a extrair a questão central da situação para ser feita uma análise com total clareza e então identificar todas as possibilidades para o novo emprego

Mas segundo Teodori é preciso ficar atenta: “Às vezes, o que está por trás da decisão são problemas reversíveis, como falta de competências específicas ou dificuldade de relacionamento com colegas.  Se forem problemas menores, é provável que você os tenha no próximo emprego também. Será que ajudaria muito passar por um processo de coaching, desenvolver novas habilidades e competências, promover mudanças comportamentais?”

Por que a mudança de emprego é importante?

Essa pergunta estimula a reflexão sobre os valores que você está buscando atender com a mudança. Às vezes o motivo não é o descontentamento com a profissão atual, e sim a busca de novos aprendizados. “Os nossos valores governam nossas decisões. É importante entender os valores que a pessoa está buscando satisfazer com a mudança de emprego”, conta Cottini.

Tenho um plano B?

É importante analisar as alternativas que você terá caso realmente peça demissão. “Pedir demissão para ficar desempregado não costuma ser uma boa estratégia! É preciso saber quanto tempo você irá demorar para se recolocar. Se a ideia for abrir um negócio próprio, saber quanto tempo e dinheiro serão gastos até você se estabelecer. É preciso reunir o máximo possível de informações para se organizar”, conta Bibianna Teodori.

O que eu ganho e perco se mudar? 

Questionar-se com relação ao que você vai ganhar ou perder mudando de emprego faz sair da emoção para a razão. “Colocar no papel quais são os ganhos e as perdas, quais são os impactos negativos e positivos da mudança. É importante ter consciência se há alguma perda significativa em mudar de emprego e como poderia ser minimizar essa perda para não gerar arrependimentos”, conta Cottini.

Eu tenho como bancar a minha decisão?

É necessário avaliar se você realmente terá coragem de mudar de emprego. Szepy/iStock

É importante ter certeza se o plano é viável ou não. “Quando falamos em bancar, não estamos falando só de dinheiro. Não é preciso ter uma fortuna para começar a fazer algo que acreditamos ou queremos muito, mas é mais difícil ser feliz sem pelo menos o básico. Tem gente que é motivada pela pressão e incerteza, outros são paralisados pela instabilidade. Quando sabemos quais são os sacrifícios que estamos dispostos a passar para realizarmos os nossos sonhos, é mais fácil criar coragem para seguir em frente”, conta Teodori.

Será que estou avaliando certo? 

Nessa situação é recomendado pesquisar o máximo possível sobre outras empresas.  A coach Bibianna  diz que é importante  fazer networking para saber como vai o mercado, inclusive em termos de remuneração. “É comum acharmos que a grama do vizinho é mais verde, mas, na realidade, pode ser que a sua situação não seja tão ruim comparativamente”.

Preciso de ajuda?

Nessas situações, é indicado compartilhar as suas dúvidas com pessoas mais experientes ou com algum coach profissional. “Eles vão poder ajudar a aumentar a percepção da realidade e do indivíduo em relação ao problema que está motivando a mudança. É preciso ouvir outras opiniões para avaliar se está havendo algum ponto cego por parte da pessoa em questão. E também avaliar se teria uma outra maneira de resolver o que está gerando o incomodo, sem precisar sair da empresa pedindo demissão”, conta Mariana Cottini.

Ainda compartilho valores com a empresa?

Não peça demissão em um dia e suma no outro, isso pode gerar grandes desconfortos para a empresa. “Antes de bater na porta do RH, também vale uma reflexão sobre sua compatibilidade com a empresa atual para saber se ela está passando por mudanças, como fusões e aquisições, novas chefias ou reestruturações”, finaliza Teodori.

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