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Conversa de Mãe Vida Prática

Bebê saudável: pediatra conta quanto o seu filho deve engordar a cada mês de vida

Ainda é muito comum ter em seu imaginário aquela ideia de que quanto mais redondinho for um bebê, mais saudável ele será. Este “modelo” está bastante enraizado na sociedade, mas não é assim que a questão da saúde e de peso do seu filho funciona. Segundo a pediatra Flávia Oliveira, este conceito é totalmente equivocado. “Infelizmente, as pessoas acham que, ao crescer, o pequeno vai se desvencilhar desta imagem. E isso não é verdade. A cada cinco crianças obesas, quatro delas se tornam adultos obesos”, explica.

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Ao longo do crescimento do seu recém-nascido, a capacidade gástrica dele vai aumentar. Consequentemente, ele vai começar a mamar mais e, assim, ganhar peso. “O leite materno possui mais de 250 substâncias bioativas, que são mais que necessárias para o desenvolvimento físico, neurológico e emocional dos pequenos”, conta a pediatra.

Foto: claudiodivizia/iStock
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Com o aleitamento materno exclusivo, você não consegue saber quanto mililitros são ingeridos pelo seu filho a cada mamada. O cérebro, contudo, vai moldar o controle da saciedade desde o comecinho da vida. Além disso, a composição do leite se modifica durante o dia, conforme as necessidades do bebê.  “Tudo isso não acontece com as fórmulas infantis. Com a mamadeira, existe uma expectativa de ingesta de determinado volume”, diz Flávia.

Esta quantidade vai ser aumentada de acordo com a sua percepção. “Muitas vezes, isso gera aumentos exagerados e ganho de peso excessivo. Nessa hora, a mãe precisa contar com um pediatra para acompanhar o processo e orientá-la”, fala.

Foto: ChristinLola/iStock
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Primeiro semestre de vida

De acordo com a pediatra Flávia, o ganho de peso reflete a saúde do bebê como um todo. “Os dois anos iniciais de vida são cruciais em relação ao futuro da criança. Por isso, tanto o excesso de peso como o ganho insuficiente são preocupantes”, esclarece.

No primeiro trimestre de vida, seu filho ganha entre 25 a 30 gramas por dia, ou seja, uma média de 825 gramas por mês. Outro fato importante levantado pela médica é que o bebê perde 10% do peso do nascimento nos três dias iniciais no mundo. “Esse peso será recuperado lá pelo décimo dia”, conta.

Já no segundo trimestre, diz a profissional, o ganho cai para entre 15 a 20 gramas ao dia, ou seja, aproximadamente 525 gramas a cada mês.

A pediatra afirma que o ganho de peso inadequado deve ser visto de perto. “No caso de aleitamento materno exclusivo, deve-se checar a pega e o ritmo das mamadas e se a mãe está com volume adequado de leite, o ritmo de mamadas. O ajuste é trabalhoso, mas recompensador”, esclarece.

Para ter uma quantidade de leite adequada, você deve descansar na medida do possível, tomar, pelo menos, de três a quatro litros de água por dia e se alimentar com regularidade. “No caso de ganho excessivo em aleitamento materno exclusivo não se deve interferir, mas quando se está usando fórmulas, deve-se checar o consumo calórico total e tentar ajustar da melhor maneira possível”, explica.

Foto: Digital Vision./Digital Vision.
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Segundo semestre de vida

Com o início da introdução de alimentação complementar, aos seis meses, dependendo da aceitação do bebê, o ganho de peso pode ter um impacto. “A princípio, as frutas não irão substituir o leite materno, mas, eventualmente, se a criança comer bem, ela mesma vai modificar sua rotina de mamadas e, talvez, isso impacte no seu ganho de peso”, conta a pediatra.

A profissional ainda esclarece que é importante ter paciência neste início. “Nem sempre a aceitação de frutas é satisfatória, cada criança tem seu tempo. Outro dado importante é que, hoje, não é recomendada a oferta de sucos antes de primeiro ano de vida. Mesmo naturais, eles possuem menos fibra, saciam menos e, consequentemente, engordam mais”, continua.

Assim, no terceiro trimestre o seu bebê vai ganhar de 10 a 15 gramas por dia, 405 gramas por mês, e, nos últimos 90 dias do primeiro ano de vida, são de 5 a 10 gramas ao dia, aproximadamente 225 gramas por mês, segundo a especialista.

“Existe uma ansiedade muito grande por parte dos pais durante a introdução alimentar. Vejo uma necessidade enorme de oferecer alimentos variados, muitas vezes sem critério. Sempre digo que a criança vai ter a vida toda para comer e que, nos dois primeiros anos de vida, escolhas erradas podem interferir para o resto da vida dos nossos filhos”, alerta Flávia.

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É quando a ganho de peso é abaixo do esperado, acontecem os erros alimentares. Os pais não podem agir no desespero e fazer a criança engordar simplesmente oferecendo alimentos calóricos, que não são sinônimos de saúde. “O mais importante é a qualidade dessa alimentação e como ela vai ser oferecida. Quando o ganho de peso é excessivo, deve-se checar com a mãe a rotina alimentar, solicitando um diário do que exatamente a criança está ingerindo. Desta forma, temos uma visão geral e podemos ajustar o que for necessário”, afirma a pediatra.

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