Dores de estômago podem estar relacionadas à ansiedade FOTO: thinsktock
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Ansiedade X dor de estômago: saiba como uma está ligada a outra

Você já teve momentos de irritação em que, na sequência, sofreu com aquela queimação ou dor no estômago? Pois é, nem sempre os problemas estomacais estão relacionados à alimentação ou algum tipo de doença física: o estresse e, principalmente, a ansiedade, podem ser a causa por trás desses efeitos maléficos que afetam o órgão.

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Preparado para lutar ou correr

Segundo a Dra. Lenina Matioli, médica nutróloga especialista pela Associação Brasileira de Nutrologia, da clínica Juvy (Taubaté – SP), a ansiedade é uma condição fisiológica do próprio organismo ao se adaptar a uma situação nova, e dar uma resposta adequada. “Por exemplo: o cachorro feroz do vizinho se soltou e está vindo em sua direção; você tem segundos de adaptação”, ela introduz. “Nesse momento há liberação do hormônio adrenalina, sua pupila se dilata, o sangue é direcionado para o cérebro, o coração e os músculos, tudo para que você consiga correr”, conta. Esse processo é chamado de “luta ou fuga” – e, uma vez que tudo se acalma (e o perigo passa), você volta ao normal.

Diante dos sintomas de dor, é recomendável procurar um médico para avaliação clínica FOTO: thinkstock
Diante dos sintomas de dor, é recomendável procurar um médico para avaliação clínica FOTO: thinkstock

Tudo que é em excesso…

O problema surge quando há uma desregulação, e esse processo passa a ser provocado com acontecimentos do cotidiano. Para ela, diante do excesso dessa resposta do sistema de defesa, o indivíduo começa a desenvolver sintomas como dores nas costas, de cabeça, estômago, diarreia, taquicardia, etc. “Cada um desencadeia o sintoma do seu órgão mais ‘sensível’”, diz.

Ansiedade ácida

Nesse aspecto, a digestão costuma ficar comprometida: “o sangue é desviado para o cérebro, coração (que bate mais rápido) e músculos (para o embate ou corrida), diminuindo nas outras partes que serão menos usadas naquela hora” – como todo o conjunto gastrointestinal. Fora isso, a quantidade elevada de adrenalina e cortisol na corrente sanguínea faz com que o corpo produza ácido (aquele do suco gástrico) a mais também. A alta acidez irrita as paredes desses órgãos, causando náuseas e até vômitos – podendo, inclusive, levar a uma gastrite ou até úlcera, dependendo de quanto tempo se permanece sem tratamento.

Caso clínico

Por falar em tratamento, é fundamental se consultar com um médico, para que ele consiga diagnosticar os dois problemas distintamente. “A pessoa deve avaliar se a dor vem associada a períodos de tensão nervosa, taquicardia, sudorese, etc.”, a Dra. Lenina fala. Embora estejam interligados, um trato é específico para a região abdominal e, outro, para controlar os episódios de ansiedade e evitar novas alterações gástricas. “Lembrando que a chamada ‘gastrite nervosa’ acontece igual a uma ‘não nervosa’ – e isso precisa de controle de acordo com casa caso”.

Ansiedade, tensão e estresse podem atingir órgãos do sistema gastrointestinal e provocar dor FOTO: thinkstock
Ansiedade, tensão e estresse podem atingir órgãos do sistema gastrointestinal e provocar dor FOTO: thinkstock

Agressão emocional

A orientação é que sejam realizados exames laboratoriais de rotina e, se o desconforto for muito grande, partir para uma endoscopia digestiva alta, cujo diagnóstico é mais preciso. Por vezes, medicamentos são prescritos, mas, uma vez que o motivo esteja ligado ao emocional, outras mudanças precisam ser postas em prática. “Alimentos estimulantes, como os ricos em cafeína (café, chá, refrigerante e as bebidas alcoólicas) vão piorar tanto a ansiedade, por estimular mais o cérebro, quanto agredir mais o estômago”, a especialista comenta. E aqueles cheios de gorduras, processados e industrializados, assim como os muito ácidos, vão agravar as cólicas.

Contenção de crise

Frente a uma crise, algumas alternativas podem ajudar: “podemos citar as frutas não ácidas, como maçã, banana, goiaba, por exemplo; chá de hortelã ou camomila; vegetais verdes-escuros, como brócolis e espinafre; coalhadas e iogurtes naturais”, indica. “Pensando sempre que eles podem variar conforme a tolerabilidades de indivíduo para indivíduo”. Hábitos saudáveis, como sono adequado, atividade física, vida social e interação com os amigos, projetos pessoais, um hobby para se ter nas horas vagas e realizações prazerosas no dia a dia podem, inclusive, contribuir para a melhora do quadro.

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