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Você está em um relacionamento abusivo? Ana Canosa indica os sinais

Nas últimas semanas, o casal Emilly e Marcos, do “Big Brother Brasil”, tem dado o que falar e não de maneira positiva. Depois de constantes brigas, cada vez mais violentas, na noite desta segunda-feira (10), o médico foi eliminado da competição da TV Globo e deverá prestar depoimento à delegacia da mulher sobre o caso. Mesmo com a intervenção, Emilly teve uma reação comum à muitas vítimas: não enxergar a situação como abusiva e sentir culpa e tristeza pela expulsão do namorado.

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Assim como acontece no reality, quem vive um relacionamento abusivo demora a perceber os sinais e a violência – seja física ou psicológica – vai tomando conta da vida a dois. A psicóloga e terapeuta de casais Ana Canosa revela os indícios e te dá o empurrão que falta para deixar para trás essa realidade.

A violência psicológica

“Normalmente, o abuso físico é acompanhado do psicológico, ou você sofre apenas o segundo. Tem que fazer uma avaliação de quanto essa relação te faz sofrer, te deixa angustiada e com medo de falar. Quanto você consegue ser você e falar o que sente com o outro? Se vive tensa e o tempo todo pensando se a pessoa vai gostar de algo ou não, é um grande indício. Há uma tentativa consciente ou não a despersonalizar o sujeito, ou seja, o agressor passa a ter atos que te fazem duvidar de seus sentimentos e necessidades, e essas necessidades nunca são ouvidas”, explica.

Ameaçar o vínculo

Ameaçar a relação é uma tentativa de controlar o outro. Foto: koldunova/iStock
Ameaçar a relação é uma tentativa de controlar o outro. Foto: koldunova/iStock

Essa é uma agressão psicológica complicada de lidar e que trabalha com o medo do abandono. “Toda vez que você reclama de alguma coisa que não gosta o outro ameaça terminar a relação para que você faça uma associação entre reclamar e ele ir embora. Se diz que tem ciúmes de algo, ele já coloca como ‘não dá para ficar com alguém assim’. É uma maneira de te controlar”, alerta.

Reverter a culpa

Toda vez que o par faz algo que você não gosta a “culpa” por isso é automaticamente sua? Então acenda o sinal amarelo. “Isso de a culpa sempre ser sua quando ele faz algo que te desagrada é um indicativo muito comum, existe toda uma reversão da situação e a parceira passa a acreditar que o problema é ela”, revela.

Diminuição da autoestima

Diminuir a autoestima do outro é uma forma de controle e indica uma relação abusiva. Foto: Zinkevych/iStock
Diminuir a autoestima do outro é uma forma de controle e indica uma relação abusiva. Foto: Zinkevych/iStock

A pessoa certa é aquela que te coloca para cima, e você não deveria aceitar nada menos que isso: “Diminuir a sua autoestima, fazendo com que você não se ache tão bonita, interessante ou inteligente, dizendo que é a única pessoa da sua vida, é uma violência. Ele tenta te fazer acreditar que é a tábua de salvação da sua vida, e que você não seria nada sem ele”.

Afastar as pessoas

Você notou que quase não vê seus amigos e até parentes? Se a culpa é do par, então provavelmente a sua relação é abusiva. “São pessoas que diminuem os vínculos afetivos de amizade e parentesco que você tem para que elas não abram os seus olhos, você fica refém da pessoa e ela vai te tirando do seu ciclo social. Quando percebe, você está vivendo o ciclo social dele e os desejos e as necessidades dele, não seus”, conta.

Ciúme excessivo  

Ciumes excessivo é outro indicativo claro de problemas. Foto: Ridofranz/iStock
Ciumes excessivo é outro indicativo claro de problemas. Foto: Ridofranz/iStock

O ciúme muitas vezes é entendido como uma forma de demonstrar amor e de cuidado com o outro, no entanto, quando exagerado indica problemas: “Tem que tomar muito cuidado com pessoas excessivas e ciumentas, que te controlam e te fazem não saber com quem pode falar, o que pode vestir e te fazem estar sempre questionando. Passa a ser uma ferramenta de controle e apaga sua personalidade”.

A violência física

Dentro do abuso físico também existem modalidades diferentes, uma – mais fácil de reconhecer – que é a do violento em todos os momentos, e outra a do que parece se transformar. “Temos aqueles relacionamentos que são mediados pela violência física, com pessoas agressivas que dão empurrão, puxam cabelo, batem e são assim sempre, e se inclui a violência sexual. Pouca gente fala do estupro conjugal, uma relação sexual forçada que pode acontecer no casamento e no namoro, mas é uma realidade. No caso de alguém que sempre é violento, temos um indivíduo que acha que pode ser assim, ou porque é macho, ou porque acha que nasceu assim. Também temos os que são violentos e que depois choram, pedem desculpas e prometem nunca mais fazer, ou que colocam a culpa nas drogas ou no álcool, no ‘estava alterado’”, esclarece.

Homens que intercalam violência com carinho podem dificultar a quebra deste ciclo. Foto: diego_cervo/iStock
Homens que intercalam violência com carinho podem dificultar a quebra deste ciclo. Foto: diego_cervo/iStock

Muitas mulheres acabam não saindo desse tipo de relação pela esperança nas promessas, e por acreditarem que foi mesmo apenas um acontecimento isolado. “Ela cria uma expectativa de que aquele homem que se apresenta afetivo de fato continue assim, mas ela tem que ter em mente que isso não vai acontecer, porque o outro não se entende como abusivo ou violento. É um ciclo. Se essa condição está ligada à personalidade, se ele tem problemas de conter a agressividade e a raiva, vai precisar de um trabalho muito profundo com a ajuda de profissionais. Não adianta dizer que quer, precisa de um trabalho profundo e um não consegue fazer isso pelo outro. A pessoa tem que mudar por ela mesma, fazendo uma análise imensa”, pontua.

Tem passado por uma relação fisicamente violenta? Saiba aqui como procurar ajuda.

Hora de partir!

Colocar um ponto final em um relacionamento nem sempre é fácil, mas, muitas vezes, é a única saída: “Normalmente as pessoas percebem que estão em uma relação abusiva, mas duvidam e vão ficando muito sozinhas, perdendo a capacidade de buscar ajuda de outras pessoas. Terminar o relacionamento é a melhor maneira, embora você até possa procurar uma ajuda de terapia para que o outro entenda o abuso. Você é a única pessoa que pode acabar com isso e decidir colocar um fim em algo que não te faz realmente feliz”.

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