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Dia Nacional do Diabetes: pacientes contam que dá para levar uma vida normal

Terça-feira, 26 de Junho de 2012
Veja o que dizem pacientes e especialista sobre a doença
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Dia Nacional do Diabetes: pacientes contam que dá para levar uma vida normal Stock.xchng

O IBGE divulgou, em 2010, que o Brasil chegou à marca de 12 milhões de diabéticos e como hoje é o Dia Nacional do Diabetes vale a pena retomar o assunto com histórias de quem enfrenta o problema de perto.

A doença se caracteriza por uma disfunção metabólica que afeta a produção da insulina, hormônio produzido no pâncreas responsável por regular a quantidade de glicose (ou açúcar) no organismo.

Vida real

Para quem enfrenta isso no dia-a-dia nem sempre é fácil. A musicista Celina Vertamatti Piacezzi, de 63 anos, conta que a vontade de comer doces parece ser ainda maior nos diabéticos. “O paciente sente muita necessidade de doces, não sei se é a falta da insulina, mas parece que a vontade aumenta”, afirma Celina. Ela conta que é muito importante que existam os produtos diets, que ajudam a matar a vontade da comida, entretanto não é a mesma coisa. “Comida diet tem gosto de saudade, não é tão gostosa”, explica.

Diabética do tipo 2 há 19 anos, Celina conta que a doença não atrapalha seu dia a dia. “Eu não tenho sintoma algum, não sinto mal estar. Chato mesmo é o fato de que, por ter a doença, parece que tudo fica meio bloqueado, sempre surge algum empecilho. Se eu vou ao médico ou fazer algum exame, a pergunta é constante: a senhora é diabética?’”, diz.

Alimentação balanceada é um dos pontos importantes para conviver com o diabetes

O diabetes é dividido em dois tipos. No tipo 1, o paciente é incapaz de produzir a insulina e precisa tomá-la diariamente de forma injetável. Já no tipo 2, o mais comum, o hormônio é produzido, porém não em quantidade suficiente para garantir a sua função regular. Em ambos os casos, os problemas causados pela patologia podem ser perda de visão, problemas no funcionamento dos rins, alterações motoras, impotência sexual, infarto do miocárdio, infecções, sangramentos e formigamentos nas extremidades do corpo que podem chegar até na amputação dos mesmos.

O controle da doença é feito a partir de uma alimentação balanceada e exercícios regulares. Para o endocrinologista do Hospital e Maternidade Brasil, Dr. Rolandi Plínio Dallantonia Jr., hoje em dia é mais fácil de dominar o diabetes. “Temos lojas especializadas em produtos voltados para esse público. São itens sem açúcar, de diversos tipos. Temos também vários programas de orientação, atividades físicas indicadas, enfim, um leque de opções”, comenta.

Dos 8 aos 80

Ao contrário do que se pode imaginar, o diabetes não atinge apenas pessoas mais velhas, jovens também estão na lista de pacientes. O estudante de jornalismo William Ferreira tem 20 anos e descobriu ter a do tipo 1 aos nove.

"Descobri a doença por meio dos principais sintomas: muita sede, me cansava facilmente ao realizar qualquer atividade física e, após urinar, logo reparava a presença de algumas formigas no vaso sanitário”, conta William. Foi justamente isso que fez com que seu pai o levasse ao médico.

O estudante diz que depois do diagnóstico ficou assustado, mas com o tempo, percebeu que seria apenas mais uma preocupação a mais e que, se fizesse o tratamento corretamente viveria como qualquer outro garoto de sua idade. “O que muda são, basicamente, as injeções de insulina e o exame do destro (aparelho que mede a glicemia no sangue por meio de uma picada no dedo), qualquer outra atividade minha é comum a qualquer outra pessoa. Sigo uma dieta adequada e realizo atividades físicas regularmente”, comenta.

Independente da idade, o Dr. Dallantonia Jr. explica que é importante que a pessoa saiba o grau do seu diabetes e controle os hábitos alimentares. Prevenção e orientação são as principais recomendações, mas nada impede que o diabético viva uma vida plena sem complicações.

Marina Finco

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