Relaxa! Abraçar o mundo e lotar a agenda de atividades pode te transformar numa mulher ansiosa
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Se ao ler o título desta matéria, seu coração disparou, suas mãos suaram e seu humor mudou enquanto esperava o texto aparecer na tela, bem-vinda! Você faz parte de um contingente de mulheres que, a cada novo compromisso adicionado à agenda de tarefas, liga um sinalzinho de preocupação. Esse tal sinalzinho, mais conhecido por ansiedade, é apenas um mecanismo de defesa do organismo. No entanto, é preciso ficar atenta aos sintomas dessas crises para que o pequeno incômodo não resulte em uma doença mais grave.
De acordo com a professora do Departamento de Psiquiatria da Santa Casa de São Paulo, Dra. Ana Maria Cortez Vannucchi, a ansiedade é um mal generalizado, porém a jornada filhos-casa-carreira aumenta a ocorrência nas mulheres. “Além de se sentirem pressionadas por elas mesmas e pela sociedade, há o fator hormonal. Períodos pré-menstruais e menopausa podem predispor ao problema”, afirma.
A especialista explica que as crises podem se desenvolver em diversos níveis. As crises nervosas, por exemplo, acontecem em momentos de vida mais atribulados. “Nesses casos, descontamos os sentimentos na comida ou perdemos o sono”, explica. “Já o transtorno de ansiedade generalizada é algo intenso, um problema que limita o dia a dia. Provoca efeitos no trabalho, nos relacionamentos e medos inexplicáveis, como o de ter uma doença grave, de perder os parentes ou até de morrer. Isso já é considerado além do normal e um médico deve ser procurado. Há também as crises de pânico que, se recorrentes, apontam a existência de algo crônico”.
Como tratar e prevenir
Para tratar transtornos de ansiedade, há uma série de atividades saudáveis que ajudam a combater os sintomas depressivos, como exercícios físicos e hobbys. “Ler, pintar ou incluir algo que dê muito prazer na rotina já ajuda bastante. No entanto, o mais indicado é procurar um profissional de psicologia para ajudar a resolver algumas questões com terapia”, afirma a Dra. Ana Maria.
E se durante uma conversa com uma amiga, ela lhe indicar um remedinho que a ajudou a enfrentar o mesmo problema? “Nunca parta para a automedicação e não peça ao seu médico a cura imediata. É preciso ter cautela com calmantes que têm princípios ativos como diazepam, midazolam, entre outros. Esses medicamentos agem rapidamente, mas podem causar dependência. Preocupe-se com os sintomas, mas encontre as causas também. E sempre que sentir que vai ter uma crise dessas, policie-se e tente se acalmar”, enfatiza a médica.
Este recado sim deve ser incluído com urgência na agenda e de jeito nenhum pode ser deixado para depois!
Larissa Saram
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