Estresse leva a uma baixa da imunidade e à contração de infecções de repetição FOTO: thinkstock
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Estresse X imunidade: descubra como esse vilão afeta a sua saúde

Vida agitada, trânsito, correria, dormir tarde e acordar cedo, compromissos mil, tarefas em casa e no trabalho, conta bancária no limite… Só de ler esse primeira frase já deu um estresse básico, não é mesmo? Não há como negar que o problema acaba fazendo parte da rotina e se ajusta a ela. Ou seria o contrário? “O que o define é uma síndrome de adaptação do nosso organismo – uma reação de alerta para se adequar aos estressores internos e externos, às mudanças, situações novas e até a coisas boas da nossa vida, como a superação de obstáculos, promoções, conquistas dentro do mercado de trabalho, entre outras”, coloca Aretusa dos Passos Baechtold, psicóloga do Instituto Psicológico de Controle do Stress Dra. Marilda Lipp.

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Segundo Christiane de Abreu, clínica geral da Dr. Família, no momento em que isso ocorre, o sistema neuroendócrino estimula a secreção de adrenalina e cortisol. Como tudo em excesso tem o seu lado negativo, ao se viver sob essa circunstância há um desequilíbrio, e a atuação persistente de tais hormônios gera lesões orgânicas, além de uma baixa na imunidade. “O nosso organismo chega a levar até 24 horas para voltar ao normal diante de uma situação de estresse”, explica a psicóloga. Gasta-se energia demais nessa função, o que também consome uma boa parte dos estoques de vitaminas e minerais.

Preparar, apontar…

Relaxar nem que seja por alguns minutos durante o dia pode ser uma forma de combater o estresse FOTO: thinkstock
Relaxar nem que seja por alguns minutos durante o dia pode ser uma forma de combater o estresse FOTO: thinkstock

Embora o estresse não haja como um causador específico de doenças, ele pode acelerar ou desencadear outras preexistentes ou de herança genética, em função dos hábitos de vida: dieta irregular, sobrecarga física e mental, privação de sono, falta de exercícios físicos etc. podem induzir ao aparecimento de gastrite, úlcera, hipertensão, dores musculares, ansiedade, perda de concentração e memória, impotência sexual, acnes, reações alérgicas (principalmente as de pele – assim como disfunções mais graves como a psoríase e o vitiligo), herpes e infecções.

Alvo na mira

“Nosso corpo tem os chamados órgãos-alvos que, frente a uma situação de vulnerabilidade, são os primeiros a reagir”, explica a psicóloga. Por isso, muitas vezes, mesmo diante de tratamento, é possível sofrer infecções de repetição em curtos períodos de tempo. Para a médica, quando isso acontece é necessário investigar mais a fundo o motivo, já que algumas alterações físicas também influenciam. “Vale ressaltar que o estresse crônico pode gerar infecções respiratórias e urinárias de repetição, uma vez que se verifica uma diminuição da proliferação linfocitária e das reservas de vitamina C e complexo B”, ela esclarece. “Sabe-se que o uso de antibióticos de forma contínua e indevida causa estragos ao organismo”. Sem a devida orientação, ainda, eles podem propiciar a resistência bacteriana e uma dificuldade maior na cura por completo. Portanto, diante de constatações como estas, procure por especialistas da área para tratamento.

Vida agitada não é saudável e pode desencadear doenças de fundo emocional e hereditário FOTO:thinkstock
Vida agitada não é saudável e pode desencadear doenças de fundo emocional e hereditário FOTO:thinkstock

Fogo!

Como foi possível perceber, um comportamento conduz ao outro. O beco, no entanto, não é sem saída! “Tem como reverter o quadro e a estratégia para isso é a mesma para evitá-lo”, introduz a psicóloga. Conforme a declaração de Christiane, quando o cansaço intenso começa a bater, assim como a fadiga e a falta de ânimo para desempenhar as atividades de costume, é sinal de que as ações exaustivas estão agravando o funcionamento do corpo. Dessa maneira, é preciso identificar as fontes estressoras, que podem ser internas e externas.

As primeiras dizem respeito às características pessoais e individuais, definidas pelo modo de pensar e agir, pelas dificuldades em se dizer não e organizar a agenda, por exemplo. As outras são ligadas a tudo que vem de fora, como o trânsito, violência, trabalho, finanças, e por aí vai. Aretusa informa que, após se ter clareza do que pesa mais para desestruturar o lado emocional, a seguinte análise deve ser feita: “Como eu posso me livrar dessas fontes? Se eu não posso me livrar, então, como evitá-las? E, por fim, se não existe tal possibilidade, como enfrentá-las?”. Em conjunto, há que se pensar em quatro pilares de tratamento do estresse: atividade física; alimentação; relaxamento, como ioga, meditação, mindfulness –”que se consiga passar de 5 a 15 minutos por dia em contato apenas consigo mesmo, se desligando dos problemas, da agenda do dia, do seguinte, desacelerando o pensamento”, ela recomenda; e a regulação emocional –”que seria a reestruturação cognitiva, vinculada aos padrões de interpretação de eventos e comportamentos que a gente tem”, enfatiza.

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