Chia comprovadamente previne contra câncer, diabetes e Alzheimer. Saiba mais

Estudo brasileiro mostra o super poder do alimento

29 de setembro de 2016 - por Talitha Parlagreco
Semente de chia é rica em nutrientes e previne contra diversas doenças FOTO: thinkstock

Não é à toa que a chia ganhou o título de superalimento: recentemente, uma pesquisa da Unicamp, no Estado de São Paulo, descobriu que ela pode ajudar a prevenir o câncer, diabetes e, pela primeira vez, o mal de Alzheimer. Segundo os pesquisadores, a quantidade de antioxidantes nela é tão grande (tanto na semente quanto no óleo), que é capaz de atuar no envelhecimento precoce das células.

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“A sua ingestão está relacionada à redução dos radicais-livres”, disse Mário Maróstica, o professor do Departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade. Sendo assim, também consegue um efeito positivo em outras doenças.

As análises começaram há quatro anos e revelaram ainda que a semente apresenta propriedades anti-inflamatória no organismo, além de abaixar os níveis de colesterol em torno de 30% a 40%, e de aumentar a concentração de ômega-3 em ratos magros e obesos. Como resultado direto, você tem muito menos chances de enfrentar problemas cardíacos. Fora todos esses benefícios, a chia minimiza a quantia de açúcar no sangue e regula o índice glicêmico.

Consumo da chia é bem versátil FOTO: Goop

Consumo da chia é bem versátil FOTO: Goop

Para a nutricionista comportamental Patrícia Cruz, o alimento é fonte de fibras solúveis e insolúveis, que promovem a saciedade e auxiliam no controle ou redução de peso.  “A obesidade está relacionada ao surgimento do diabetes tipo 2 e alguns cânceres como o de mama e endométrio. Portanto, o consumo ajuda nesse sentido”, ela afirma. Vale lembrar que 1 colher (sopa) apresenta em média 5 g de fibras. “Por ter um valor calórico considerável, o mais indicado é manter, no máximo, 1 colher (sopa)/dia”, recomenda – a não ser que as calorias da dieta habitual sejam bem maiores. De qualquer maneira, os estudos até o momento não foram claros no que diz respeito à dose diária, ela ressalta.

A chia pode ser utilizada até como farinha. Vale adicioná-la em iogurtes, em receitas de bolos, massas, mingaus, pães, sucos, etc. “Em uma salada de frutas salpicada com suas sementes, a frutose (carboidrato da fruta) é absorvida lentamente. Esse é o principal objetivo no tratamento dietoterápico do diabetes”, a profissional explica. É importante lembrar, que ela é rica em proteínas, cálcio e sódio.

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