Para um 2017 com menos intolerância! Saiba o que é o comportamento e como evitá-lo

Ele pode se apresentar nas mínimas situações, sem que o próprio manifestante se dê conta - de tão arraigado que está!

1 de janeiro de 2017 - por DaquiDali
Intolerância pode ser praticada por qualquer um. É através do autoconhecimento que pode ser combatida FOTO: thinkstock

Bastante comentada em 2016, a intolerância esteve presente nas ruas, nos ambientes profissionais, na política e, principalmente, nas mídias socais.  É bem possível, inclusive, que você tenha tido conhecimento de algum caso a ela relacionado, já que se espalhou como uma “epidemia” e “contaminou” diversos grupos da população.

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Extremo ruim

A característica pode se apresentar nas mínimas situações, sem que o próprio manifestante se dê conta da sua ação, e virar um problema quando provoca, entre outros, crimes de ódio. Para o novo ano que está se iniciando, vale por a mão na consciência e refletir sobre como ser melhor nesse sentido para contribuir com mais harmonia nas relações.

Será que sou intolerante?

Muitas vezes as pessoas não percebem que são intolerantes, de tão arraigado que o comportamento está FOTO: thinkstock

Muitas vezes as pessoas não percebem que são intolerantes, de tão arraigado que o comportamento está FOTO: thinkstock

“Existem muitas coisas que não toleramos, como exemplo, a corrupção. No entanto, a intolerância é apenas um ato de não aceitar causas ou opiniões contrárias”, diz o terapeuta Bruno Cesar Costomski, criador do Tardemah Terapia, método não invasivo e sem o uso de medicamentos que promete saúde emocional. “Muitos hoje estão cheios de suas verdades, têm as suas realidades como ‘oficiais’ e não assumem que existem outras”. O pior é que, em boa parte das vezes, existe a vontade de impô-las aos outros: “isso não leva a lugar nenhum”, comenta.

Enraizado em mim

Para o especialista, à medida que o indivíduo cresce, desenvolve uma visão de mundo e as próprias convicções. “No emocional dele será muito difícil ter que lidar com informações que vão contra sua forma de viver. Com toda a certeza, haverá um choque de crença e resistência de aceitação”.

Consequência preconceituosa

A condição, normalmente, é vinculada à família e à criação transmitida. “Pois ela é o exemplo de vida”, aponta. “Aqueles que têm uma educação rígida, enfrentarão mais dificuldade – haja visto que nenhuma criança nasce tendo ódio de outra, ou de um ser qualquer’”. Segundo o profissional, a ausência de tolerância anda de mãos dadas com o preconceito. “As pessoas demonstram discriminação pela forma errada que recebem as informações. Quando se associam atitudes erradas a uma classe da sociedade, esta passa a sofrer com pré-julgamentos”.

A intolerância pode levar às diversas formas de preconceito e discriminação FOTO: thinkstock

A intolerância pode levar às diversas formas de preconceito e discriminação FOTO: thinkstock

Acontecem na sociedade

As formas mais comuns que podem ser percebidas são a racial; a sexual, contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis), que experimenta diariamente a homofobia, a lesbofobia e a transfobia; e a religiosa, com a vandalização e ridicularização de imagens e cultos, e a depredação de templos.

Isso sem falar no machismo, direcionado às mulheres e pautado na ideia de que possuem menos valor que os homens; e na hostilidade contra deficientes físicos, aos quais (quase) nunca são dadas oportunidades para mostrar as competências; e estrangeiros, chamada de xenofobia, em função da imigração atual.

Hora de mudar!

Conforme Costomski, o caminho para a mudança é bem simples: “apenas olhar o próximo como humano e não pela sua etnia, cor ou credo”. Buscar o autoconhecimento é um exercício que também deve ser efetuado constantemente, a fim de se libertar de caprichos arraigados, e ampliar a capacidade de empatia e de compreensão alheia.

Ser menos intolerante é possível. Basta querer e trabalhar para que isso aconteça FOTO: thinkstock

Ser menos intolerante é possível. Basta querer e trabalhar para que isso aconteça FOTO: thinkstock

Julgar menos pode servir, ainda, como um trunfo nessa missão – afinal de contas, é sempre mais fácil observar os defeitos do outro, que os próprios. Quando o sentimento de crítica vier à mente, tente focar no fato de que todos exibem pontos que necessitam de aperfeiçoamento. “De que maneira é possível ajudar?” deveria ser a pergunta mais valiosa e transformadora em pauta.

“A partir do momento em que as pessoas colocarem em prática o ditado ‘respeite para ser respeitado‘, teremos um mundo melhor”, o terapeuta ressalta. Sendo assim, antes de falar, procure escutar mais. O ato aumenta a eficiência na atenção, e reduz a (provável) impaciência. Só com o real desejo de ser diferente é que você conseguirá deixar o comportamento intolerante para trás. Que venha, então, 2017!

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