Na Semana Mundial da Amamentação, conheça os benefícios do leite materno para o bebê

De acordo com especialistas, gesto traz benefícios para a saúde da mãe também!

1 de agosto de 2016 - por DaquiDali
Amamentação traz benefícios não só para o bebê, mas como para a mãe também FOTO: thinsktock

A fase de cuidados e alimentação após o nascimento do bebê é das mais importantes para as mulheres que passam por essa experiência. E, para lembrá-las sobre isso, entre hoje (1) e o dia 7 de julho é comemorada a Semana Mundial do Aleitamento Materno. O tema deste ano é “Amamentação: uma chave para o Desenvolvimento Sustentável“, em relação à sua contribuição essencial para atingir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estipulados internacionalmente pela ONU (Organização das Nações Unidas).

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De acordo com a Dra. Clery Bernardi Gallaci, pediatra neonatologista da maternidade Santa Joana, a preocupação de um meio ambiente melhor para todos é mundial e, como o leite materno não necessita de de manipulação, contribui grandemente com a causa. “O as fórmulas lácteas, por exemplo, necessitam de embalagem e, para seu preparo, utilizamos mamadeira, copo, luz e fogo para aquecer. Além da lavagem do material, em que usamos água, sabão e esponja”. Segundo ela, dar de mamar é um ato simples e natural, que não exige nenhum gasto.

Crescimento saudável e feliz

A amamentação até os seis meses garante o desenvolvimento saudável do bebê FOTO: thinsktock

A amamentação até os seis meses garante o desenvolvimento saudável do bebê FOTO: thinsktock

Para o pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, Dr. Jorge Huberman, as chances de óbito logo nos primeiros 28 dias de vida dos pequenos são comprovadamente minimizadas, caso estes forem alimentados com o leite da mãe. “O vínculo entre os dois também aumenta a imunidade”, ele acrescenta. Até os seis meses de idade isso é obrigatório. “E foi provado em trabalhos que ele é nutritivo até os dois anos”.

Conforme o doutor, a produção vai diminuindo naturalmente, com o tempo. “A criança sozinha para de tomar. Dizem que o gosto vai ficando meio coalhado e, de repente, ela não o quer mais”. Se com o tempo a fabricação natural não cessar, existe uma medicação específica para isso, que deve ser prescrita por um profissionalda área.

Tranquilidade que flui

Às vezes, a ansiedade pode atrapalhar esse processo. Por isso o especialista indica ter sempre muita calma e tranquilidade. “Alguns chás naturais ajudam a amamentar e manter esse leite saudável“, ele comenta. Chamados de “chá da mamãe“, as combinações podem ser encontradas em farmácias ou estabelecimentos do gênero. Uma boa alimentação com carnes magras, cereais, frutas, legumes e verduras em doses balanceadas é essencial. Fora que a ingestão de água colabora para o volume disponível em cada seio.

Tirando o melhor proveito

Caso não seja possível amamentar dentro da agenda estipulada, a mãe pode extrair o leite e congelá-lo FOTO: thinkstock

Caso não seja possível amamentar dentro da agenda estipulada, a mãe pode extrair o leite e congelá-lo FOTO: thinkstock

Os 10 primeiros minutos que o bebê mama são cheios de imunidade e proteção“, fala o Dr. Huberman. “Os próximos 10 são cheios de caloria”. Sendo assim, é determinante que o pimpolho seja mantido em um peito por esse período e, na outra mamada, no outro. A medida de satisfação há de ser percebida pela progenitora, sem esquecer que aqueles que são menores têm o estômago mais reduzido.

Benefícios comprovados

Para o Dr. Jurandir Piassi Passos, ginecologista, obstetra e especialista fetal do Lavoisier Medicina Diagnóstica, os principais benefícios dessa prática incluem também:

Prevenção de doenças como diversos tipos de alergias, obesidade e intolerância ao glúten;

Proteção e reparação do intestino delicado do neonato, em função da presença de uma molécula chamada PSTI;

Combate ao estresse e o cansaço do bebê, por causa de algumas substâncias com essa propriedade que compõem o alimento.

Amamentar fortalece o vínculo entre mãe e bebê FOTO: thinkstock

Saúde da mulher

No que diz respeito à mulher, a aleitação auxilia no retorno do útero ao tamanho normal, evitando o sangramento excessivo (e possível anemia como consequência); resguarda contra o câncer de mama e ovário, e doenças cardiovasculares. Ademais, minimiza o desenvolvimento de síndrome metabólica após o parto, caracterizada por patologias como a diabetes – mesmo para aquelas que apresentaram esse quadro durante a gestação. “Amamentar ainda gasta cerca de 800 calorias ao dia”, o Dr. Passos reforça.

Doação de amor

A ocasião aumenta o laço entre entre a mãe e sua cria e favorece, ainda, que o indivíduo se relacione melhor com os outros depois de grande. Aquelas que têm leite extra a necessidade individual podem buscar um banco, normalmente localizado nas maternidades, para doarem-no. “Um litro doado pode alimentar até dez recém-nascidos”, ele alerta.

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