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Mulher Saúde

Ela está à solta! Previna-se e saiba como combater a sífilis

Quando o assunto é saúde, é importante se cuidar em todas as frentes, e isso inclui a sexual. Uma doença que não é nova, voltou com tudo nos últimos anos a ponto de ser considerada em estágio de epidemia: a sífilis! Entenda o porquê, conheça os sintomas e saiba como tratar, para passa longe ou se livrar desse perigo!

Para você entender onde tudo começou, é importante saber primeiro que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que tem vivido uma epidemia nos últimos anos, “devido a queda no uso do preservativo nas relações sexuais e diminuição das taxas de tratamento (pela falta da penicilina em alguns lugares). Estima-se que de 2014 a 2015, houve um aumento da incidência em 32%, com mais de 44 mil casos só em gestantes (que pode ter complicações sérias como a sífilis congênita)”, explica o Dr. Marcos Borges, infectologista e idealizador do Canal Doutor Maravilha.

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Notou algo estranho? Fique de olho

Segundo o profissional, o perigo aparece e adormece: ela se manifesta “através de uma úlcera indolor nos órgãos genitais (vagina, colo do útero, pênis, escroto) que geralmente aparece em duas a quatro semanas após o contágio, e desaparece sozinha aproximadamente duas semanas depois”.

Você continua vivendo sua vida normalmente, achando que a doença foi embora, mas ela continua lá! Foto: nd3000/istock
Você continua vivendo sua vida normalmente, achando que a doença foi embora, mas ela continua lá! Foto: nd3000/istock

O inimigo adormecido 

O problema é que o ‘desaparecimento’ acima não significa a cura. Dr. Marcos esclarece que “na verdade, a doença entra em um estado chamado latência em que a bactéria Treponema pallidum continua no corpo e vai se espalhando lentamente. A partir daí, a pessoa pode apresentar manchas generalizadas pela pele, que também são infectantes. Essa condição é chamada sífilis secundária, que também desaparece depois de algum tempo e a pessoa fica com o micro-organismo durante anos lesando outros órgãos, como o coração, o cérebro e a aorta (sífilis terciária)”.

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Momento Tratamento

Assim que você desconfiar que algo está errado, vá ao médico, pois o importante é o diagnóstico precoce. “Ele é feito principalmente através de um exame de sangue chamado VDRL. A maior parte dos casos é tratada com um medicamento chamado penicilina benzatina, sendo aplicada duas doses via intramuscular (uma em cada glúteo), tendo que ser observada a queda nos títulos de VDRL após três a seis meses. Se estes valores não caírem, deve-se pensar em retratamento ou se investigar se não é um caso de neurossífilis (quando a bactéria chega no sistema nervoso e é necessária a realização de um procedimento mais incisivo ainda)”, alerta o infectologista.

A melhor parte das pessoas responde ao tratamento em torno de algumas semanas, dependendo do estágio da doença, “mas o controle de cura deve ser feito com exames durante pelo menos um ano”, diz Borges.

Foto: javi_indy/istock
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Previna-se

A maior maneira de prevenção é uso de preservativo, inclusive no sexo oral e a realização periódica de testagens. De acordo com o especialista, “a sífilis pode ter complicações graves, mas é possível ser prevenida e tratada com um profissional competente e com mudanças no comportamento sexual. O governo tem estudado alternativas parar melhor o abastecimento de benzatina nos grandes centros de tratamento no país e incentivado a realização dos exames principalmente durante o pré-natal”.