De dieta? O que fazer para driblar o tédio, o mau humor e a vontade de furá-la

Não deixar de comer o que gosta é uma das dicas que você vai amar

20 de abril de 2017 - por Marcell Filgueiras
Foto: bokan76/istock

Entrar em forma requer uma mudança de hábitos, que mesmo sendo positiva, pode ser vista como um enorme sacrifício. E quando o assunto é dieta, a primeira palavra que vem à cabeça é: restrição. É exatamente por isso é difícil não desanimar, perder o bom humor e até querer deixar o novo cardápio de lado. Como superar isso? nutricionista Andrea Rahal dá as dicas!

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A nutricionista enfatiza que dieta não pode ser sinônimo de restrição. Não precisa deixar de comer o que gosta. Foto: SIphotography/istock

Saiba que você não precisa deixar de comer o que gosta

Tenha uma alimentação equilibrada, que inclua opções mais naturais e isso é suficiente. “Infelizmente temos o costume de rotular os alimentos em saudáveis ou não, bons e ruins, ou ainda, é de dieta ou não. Isso é um erro muito comum que considero grave, pois pode gerar ansiedade e levar a um excesso no consumo justamente daquilo que você considera errado, ou seja, ao invés de comer só uma unidade, comerá várias. Para emagrecer e ter saúde, inclua no seu dia a dia os alimentos mais naturais, ou seja, verduras, legumes, frutas, carnes, frango, peixes e ovos, que isso já te põe no caminho para uma vida com melhor qualidade. Além disso, coma com moderação e foque em um cardápio com menos produtos industrializados. Desempacote menos e descasque mais. Tenha menos na dispensa e mais na geladeira”, recomenda a profissional.

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A dica da nutri é: só coma de três em três horas se você tiver fome. Foto: Anetlanda/istock

Coma quando tiver fome

De acordo com Andrea, pode comer de três em três horas sem problema algum, se tiver fome. “Se você fez uma refeição que tinha legumes, uma boa carne e carboidratos de boa qualidade, dificilmente vai ter apetite em duas, três horas. Pode até existir a vontade, mas será fome de verdade? Escute o corpo para selecionar melhor o que irá consumir e tenha em mente que a barrinha de cereal, a bolachinha fit e demais lanchinhos industrializados podem até possuir baixas calorias, mas contêm ingredientes ricos em açúcar e conservantes, muitos dos quais você não conhece, e que podem despertar quimicamente esse desejo pelo ‘mais’. A questão aqui não é o quanto, mas o que se come. A qualidade é mais importante que quantidade e contar calorias. Entenda que o seu corpo não sabe fazer esse cálculo, mas sabe identificar o que faz bem e o que não faz e o que vai nutri-lo”.

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O problema não é ter vontade é comer. É comer um quilo do que você tem vontade. Foto: JANIFEST/istock

Se a vontade é grande, permita-se

Mas faça isso em uma refeição, não declare um dia do lixo. “Escapar, comer algo que não estava nos planos não anula o que você vem fazendo, logo, não precisa jogar tudo para o alto e comer como se não houvesse amanhã (porque ele vem!). Faça um lanchinho fora da curva, ou um almoço, mas na refeição seguinte volte à programação normal (já com a mente entendendo que não é um retorno à restrição). Aqui a quantidade já influencia, não é porque se permitiu comer um brigadeiro, que precisa comer 10”, lembra a nutricionista.

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