Imitar voz de criança ajuda no desenvolvimento cerebral dos bebês

Segundo estudo, quanto mais eles tiverem contato com esse tipo de fala nos primeiros anos de vida, melhor

28 de dezembro de 2016 - por Talitha Parlagreco
Você conversa com os seus filhos no estilo "guti-guti"? FOTO: thinkstock

Você muda a voz para um tom bem infantil na hora de brincar com o seu filho? Segundo as primeiras descobertas de um estudo que ainda está em andamento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, quanto maior a sincronia na comunicação materna, maior também a assimilação das informações por aqueles que as recebem.

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Por meio do escaneamento do cérebro dos bebês e das suas genitoras enquanto ambos estão interagindo, os pesquisadores visam entender como funciona o desenvolvimento do órgão desde os anos iniciais de vida, assim como as conexões lá dentro.

A pesquisadora Victoria Leong, condutora das análises, afirmou em entrevista ao site britânico da BBC que, por enquanto, os resultados têm mostrado que os pequenos tendem a aprender de forma mais eficiente quando é usada uma fala bem calma e tranquila, que imita o “guti-guti” comum a essa fase.

Bebês respondem melhor à fala com voz infantilizada das mães, e quando o contato visual é direto FOTO: thinkstock

Bebês respondem melhor à fala com voz infantilizada das mães, e quando o contato visual é direto FOTO: thinkstock

“Embora pareça estranho para nós, as criancinhas realmente gostam de escutar a mãe conversando com essa vozinha. Isso mantém a atenção e deixa o discurso mais claro para elas. Quanto mais elas ouvem a mãe, melhor é a evolução da linguagem”, disse. “O encéfalo delas está programado para responder a esse tipo de som, e é por isso que ele serve como um modo tão válido para ensinar novos conhecimentos”.

Além disso, foi possível observar até o momento que os pequenos precisam se sentir seguros e amados para que as associações nervosas se formem, efetivando o aprendizado. Para um recém-nascido, o mundo é uma onda sobrecarregada de imagens e ruídos que, pouco a pouco, vai ganhando foco, e abrindo possibilidades para o reconhecimento dos rostos, a compreensão das palavras, e a determinação de sentidos ao que o cerca.

De qualquer maneira, a reação é mais positiva uma vez que há contato visual prolongado da parte adulta: aquelas voluntárias que entoavam canções de ninar mirando diretamente os olhos dos seus bebês, condicionavam a concentração deles significativamente melhor em comparação as que desviavam o olhar, mesmo que ocasionalmente.

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