Consumo consciente: perguntas que você deve se fazer antes das compras

Para consultora de moda, o primordial é reduzir a quantidade de itens adquiridos. Depois... Bom, é só ver as dicas abaixo!

23 de setembro de 2016 - por Talitha Parlagreco
Consumo consciente tem a ver, principalmente, com redução, reaproveitamento e descarte FOTO: thinkstock

O consumo consciente começa quando se entende que a responsabilidade maior de todo esse sistema recai sobre cada indivíduo. “E a gente está caminhando nessa questão; principalmente com a crise, deve-se repensar o que comprar, como e quando também”, coloca Fernanda Fuscaldo, consultora de imagem e estilo, e fundadora do Clube das Mulheres Bem Vestidas.

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Eu preciso mesmo comprar?

Para ela, um grande passo é dado quando se diminui a quantia de mercadorias adquiridas: “não tem problema consumir; não é crime. Mas precisa investir o dinheiro no que faz sentido para si próprio”, diz. “Será que eu não tenho outro traje que ofereça um efeito equivalente? Preciso mesmo de uma calça preta se a azul marinho, cinza, vinho que já tenho são tão neutras e escuras quanto, e cumprem tão bem essa função?”

Muitas vezes, você já tem o que precisa - ou, simplesmente, não tem necessidade de mais FOTO: thinkstock

Muitas vezes, você já tem o que precisa – ou, simplesmente, não tem necessidade de mais FOTO: thinkstock

Por que estou comprando?

Um dica para ter maior autocontrole é tirar a demanda do emocional. Ao invés de entrar na loja e falar ‘eu gosto de alguma coisa?’, vá com a certeza do que precisa – a atitude é diferente. Você parte do princípio que está procurando algo específico. Senão, sempre vai ter algo do qual gostará!”, aponta. “Fotografe o próprio armário e, no momento que estiver no shopping, dê uma olhada na imagem, que ativará a sua memória visual”. De acordo com a consultora, você será capaz de conceber todas as opções de combinações.

De onde veio?

Pensar na origem da roupa acaba sendo um pouco difícil. Segundo a profissional, de tudo que se vende aqui no Brasil, por exemplo, muito pouco é produzido nacionalmente. De qualquer maneira, se você souber de algo que, de fato, tenha empregado mão-de-obra escrava, ou péssimas condições de trabalho, não patrocine o ato. Procure por fabricações locais como meio de estimular os pequenos e médios empreendedores.

Como posso transformar o que tenho?

A revitalização é outra etapa que entra como conselho da expert: “verificar o que não cabe, para transformar. Muitas vezes, a peça foi encostada porque está sem o ajuste perfeito ou não está cabendo”. Basta levar a uma costureira e analisar em que ela pode te ajudar. Um blazer pode virar um colete, mais casual e adequado ao clima quente; um vestido longo pode resultar em um midi, para o dia a dia; ou acabar em saia e top cropped, super em alta atualmente. “O preço desse serviço certamente será inferior ao de um produto novo e, ainda, lhe garantirá um visual único”, enfatiza.

É possível transformar as próprias peças com ajustes de costura FOTO: thinkstock

É possível transformar as próprias peças com ajustes de costura FOTO: thinkstock

Posso estender o tempo de uso da roupa?

Iniciativas como brechós, biblioteca, troca ou aluguel temporário de artigos/acessórios são bem legais. Especialmente para festas, casamentos, eventos mais formais, que não chegam a acontecer tão frequentemente. “É atual, racional, bacana! É um modo de reciclar”. Fernanda expõe. E, claro, de estender ao máximo a duração do que já existe.”A gente só considera a reciclagem do lixo e nunca fala nada do que vai ao corpo. Na verdade, com o número de roupas que as pessoas têm, daria para o resto da vida sem gastar com nada”, ressalta.

Como posso contribuir com o melhor descarte?

“Uma vez que você ou para ou reduz o desperdício de tudo aquilo que não causa diferença alguma para sua rotina, melhora a qualidade do que compra”, ela pontua. “Pois as suas aquisições vão funcionar melhor, durar mais e ter menos descarte”. A especialista afirma que tal atitude é sim uma forma de consumo consciente, e passa completamente no tecido e na sua decomposição na natureza: quanto mais natural, melhor. Dê preferência aos de algodão ou com toque mais fresco para a parte de cima do visual, em que se transpira mais; os sintéticos a la poliéster podem ser reservados para o inverno, apenas. “Quando você não desembolsa com um monte de blusinhas desses tipos de trama, vai ter verba de sobra para uma boa de seda”.

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