Ana Canosa dá dicas para se empoderar neste Dia Internacional da Mulher

Psicóloga explica quais os pontos básicos para reforçar a sua autoestima e poder pessoal

8 de março de 2017 - por Naiara Taborda
SanneBerg/iStock

Nesta quarta-feira (8) é celebrado o Dia Internacional da Mulher, e nada melhor do que aproveitar a data para reforçar a importância da luta pela igualdade de direitos e, claro, celebrar a sua independência e autoestima. A psicóloga Ana Canosa preparou dicas especiais – e indispensáveis – para você se empoderar e saber como ajudar outras mulheres ao seu redor.

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Saiba quem você é (e o que quer)

Fazer uma avaliação pessoal é o primeiro passo para ter segurança e poder ir atrás dos seus objetivos, então tenha suas metas bem definidas. “Isso é muito necessário, é a questão do autoconhecimento, que passa pela busca da consciência de como é seu corpo e sua imagem, quais suas habilidades e seus desejos, e a sua personalidade de modo geral. E é a integração disso tudo, porque não adianta querer algo que está muito distante do que você pode conseguir. O sonho e o desejo movem a vida, mas é preciso ter as ferramentas para tal, porque senão ele só vai te dar frustração. Isso é fundamental para a autoconfiança”, explica.

Tem medo de ser julgada por suas opções? É hora de deixar para lá: “Temos que fortalecer uma moral baseada na nossa concepção de mundo, então se você tem a percepção de que ela está correta e íntegra no seu projeto, vá em frente. Ao invés de se importar com o que os outros pensam, busque suas próprias respostas e reflexões”.

Lembre-se que parceiro não é dono

Relações saudáveis são pautadas pelo companheirismo e não pela posse. Foto: thinkstock

Relações saudáveis são pautadas pelo companheirismo e não pela posse. Foto: thinkstock

Criar uma relação de posse está entre os maiores erros em um relacionamento, e afeta a vida de modo geral, portanto, fuja desse comportamento. “É muito melhor escolher viver alguém do que precisar viver com alguém, porque quando precisa você se submete e isso vira uma dependência. Quando escolho eu me coloco ativamente nessa relação, porque o outro tem a ver com o seu projeto de vida, possui valores semelhantes aos seus e vocês conseguem construir uma vida comum. Saia da posição de ser escolhida e escolha, não seja levada”, aponta.

Cerque-se de mulheres fortes

Ter em quem se espelhar é fundamental para o empoderamento, assim como se afastar daquelas pessoas que te colocam para baixo: “Se afaste de pessoas negativas e vítimas do mundo, porque quem fica só se vitimando te deixa parada. Use a seu favor amizades com mulheres fortes, empoderadas e que te levem para frente e te inspirem. Amplie sua rede de relações, desde as mais simples até as mais complexas, porque você se sente mais acolhida e legitimada quando possui conexões”.

Esqueça a competição e pratique a sororidade

Esqueça a competição e lembre-se da importância da união feminina. Foto: UberImages/IStock

Esqueça a competição e lembre-se da importância da união feminina. Foto: UberImages/IStock

Ver outras mulheres como inimigas é um comportamento cultural, mas ele pode – e deve – ser quebrado. “A competição feminina foi estabelecida pelo homem e só beneficia a ele, porque quanto mais nos digladiamos, mais nos individualizamos. O importante é se associar às mulheres que querem nosso desenvolvimento, e querer o bem delas. Temos que aprender a julgar menos as outras e a olhar com mais compaixão e compreensão, diminua a crítica”, aconselha.

Pratique um esporte

Pode parecer que esporte e empoderamento não estão diretamente ligados, mas, acredite, faz diferença. “É muito importante a presença do esporte ou uma dança na vida de um individuo. Isso te dá uma reverberação, porque você começa a praticar algo que gosta e o seu corpo responde a isso com um posicionamento diferente no seu jeito de andar, de falar, e você se sente mais desafiada e forte. Além disso, é um primeiro passo para cuidar de si mesma e da saúde, e isso te faz querer ir além nesse cuidado. A força física gera uma confiança psicológica e te fortalece como pessoa”, afirma.

Tenha voz!

Presenciou um momento que não te agradou? Foi diminuída? Não se cale! “Tenha uma comunicação assertiva, seja direta e não se deixe violar nem violentar, tem que treinar isso. Quando fica calada diante de algo assim, você reforça o comportamento ruim do outro, então diga que te incomodou e que discorda. Se você tem dificuldade de falar pode se colocar fisicamente porque o corpo também fala, saia de perto e mostre que foi desagradável”.

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