14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue. Quer se tornar um? Saiba mais

Com um ato simples, você pode ajudar quatro pessoas de uma só vez

14 de junho de 2015 - por Nivia de Souza
Para poder doar sangue, é preciso preencher alguns pré-requisitos. Foto: monkeybusinessimages/istock

Neste 14 de junho, celebra-se o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2004 para conscientizar as pessoas da importância deste ato que pode salvar vidas. No Rio de Janeiro, até a estátua do Cristo Redentor vai participar da campanha e, entre 18h e 19h, será iluminada por luzes vermelhas.

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Doar sangue ainda é uma atitude pouco difundida no país. Em geral, os potenciais doadores só costumam procurar os hemocentros quando algum familiar ou amigo está precisando. Entretanto, não é preciso conhecer alguém em uma situação dessas para agir com solidariedade. “É uma demanda constante. Existem pessoas que dependem desse sangue para viver”, conta Fátima Nogueira, hematologista e hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue.

Foto: JarekJoepera/istock

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Processo estratégico

De acordo com José Francisco Marques Junior, membro do comitê de Hemoterapia da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), devido a complexidade dos tratamentos atuais, a necessidade de se ter um grande estoque de sangue aumenta. “Não existe um substituto sintético para ele”, explica o especialista.

No Brasil, as políticas estabelecidas garantem que a população tenha acesso a sangue em quantidade e qualidade, tanto no sistema privado quanto no público. “É uma política avançada e bem regulamentada. Porém, falamos de doadores porque não podemos fabricar”, explica Afonso Cortez, diretor de agências transfusionais e postos de coleta da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan).

Portanto, a doação de sangue é um ato de cidadania, benevolência e solidariedade. “É um processo estratégico para a saúde pública do mundo inteiro”, comenta Junior.

Atingindo a meta

O ideal seria que cada cidadão doasse sangue duas vezes por ano. Porém, o Brasil está longe de atingir a meta. Existem períodos em que a quantidade de doadores diminui de forma considerável, e, por isso, lançam-se as campanhas que tentam atrair os cidadãos aos bancos de sangue.

Com a chegada do inverno e férias, os estoques sanguíneos ficam abaixo de suas capacidades. Em dezembro e janeiro, com as festas e o período de recesso, também são épocas preocupantes. “De uma forma geral, não temos desabastecimento, mas sim necessidades pontuais para recrutar doadores”, diz Cortez.

O importante é saber que doar sangue não tem nenhuma contraindicação. “As pessoas acabam não doando por desconhecimento, por achar que não podem, porque não é remunerado e também por achar que precisam dispor de algum tempo para isso”, comenta Fátima Nogueira, médica da Fundação Pró-Sangue.

Com apenas uma doação, você pode ajudar quatro pessoas. Foto: wisawa222/istock

Com apenas uma doação, você pode ajudar quatro pessoas. Foto: wisawa222/istock

Uma boa ação

Para poder doar sangue, é necessário preencher alguns pré-requisitos, como ter uma boa saúde, pesar mais de 50 quilos e ter entre 16 e 69 anos. “Quem já teve hepatite, câncer, está tomando determinados medicamentos ou recebeu uma dose de vacina com o vírus ainda vivo não pode doar”, explica Junior.

No hemocentro, o doador será testado para checar se ele está anêmico, a pressão e a frequência cardíaca serão medidas e, em seguida, ele passará por uma entrevista com cerca de 45 perguntas básicas. “Isso é feito para que nada comprometa a qualidade do sangue doado”, esclarece Cortez.

Estando tudo certo, um técnico irá retirar aproximadamente 450 ml de sangue do doador. “O volume que é tirado pode ser reposto tomando água. As células do sangue, em duas semanas, voltam ao normal” fala Cortez.

O processo de conscientização da sociedade para a doação de sangue é feita de forma progressiva, ou seja, cada nova pessoa que se voluntaria para doar já é sinal de as campanhas têm dado certo e atingido seus objetivos.

É importante saber que o doador não vai ter prejuízo. Mas, ao doar, ela pode ajudar quatro pessoas de várias idades que necessitam de transfusão, seja em um momento adverso da vida ou aquelas que durante a vida toda passam por transfusões crônicas. Tem que doar pela satisfação de poder ajudar”, conclui Fátima.

Para mais informações

Fundação Pró-Sangue

Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan) 

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