Depois de praticamente dois meses de descanso, realmente é difícil voltar ao ritmo. Para as crianças e os adolescentes que aproveitaram cada dia das férias, voltar às aulas também não é tarefa fácil. Os pais de primeira viagem, então, parecem sofrer mais com a separação dos pequenos.
Para amenizar todas essas aflições, o DaquiDali conversou com a especialista Simone Fernandes, psicóloga pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência clínica e escolar. Por desenvolver atividades voltadas à formação de educadores, revisão curricular e implantação de projetos pedagógicos em escolas particulares, Simone conhece bem os dois lados da moeda.
Durante três dias, a psicóloga irá falar sobre cada fase, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Neste primeiro momento, ela dá dicas de como levar seu filho para a escola pela primeira vez. "Vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças e jovens frente à nova etapa que irão vivenciar. Algumas recomendações podem ser feitas para que esse momento garanta uma adaptação mais segura de toda a família".
Educação Infantil: a separação dos pais
Nessa fase escolar, é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância. Em geral, as orientações para os primeiros dias de aula são previamente comunicadas aos pais, esclarecendo os procedimentos, horários e cuidados a serem seguidos durante o período de adaptação escolar.
Mesmo nessa tenra infância, é fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar a criança alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de sua confiança.
Principalmente nos primeiros dias de aula, costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores (professores e funcionários da escola) seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.
Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções conjuntamente com a escola. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que a criança expresse uma recusa em frequentar a escola.
Redação DaquiDali
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