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Ana Canosa Colunistas

Verbo do dia: desejar. Você já desejou hoje?

Nós sabemos que o desejo sexual não tem uma única fonte de alimentação. Embora os hormônios sejam sim responsáveis por um certo ímpeto para o sexo (quem nunca acordou com uma ‘vontade de transar’ ou percebeu o seu olhar ficar hipnotizado por alguns segundos em alguém ou parte de seu corpo eroticamente excitante?), eles não são suficientes para botar a engrenagem a funcionar. Há uma estreita ligação entre o desejo sexual os fatores emocionais e comportamentais diante do sexo e da relação afetiva, além da vivência pessoal diante das coisas da vida. A seguir, três situações que podem estar ligadas a uma baixa no desejo sexual:

“…O que corrói é o tédio”

Essa frase da música “Tédio”, do grupo Biquíni Cavadão (da minha época!), é totalmente aplicável aqui. Uma situação acomodada e repetitiva, que é bastante comum em várias fases da nossa vida, pode gerar em muitas pessoas um estado de inapetência meio generalizada, não só sexual. Desejar é o que nos move. Pode ser um novo emprego, uma viagem, um filho, um namorado, uma casa nova. Então, quando você está naquela fase meio chata, com tudo correndo e-x-a-t-a-m-e-n-t-e igual, mova-se para algum novo e bom desafio! Sexualmente falando é hora de pensar que tipo de situação te excita e buscar a sua realização.

Meu desejo, teu desejo?

Você já se perguntou se é um ser desejante? Sim, pois que há muita gente que deseja o que o outro deseja. Onde vamos? – Onde você quiser!  Qual filme você quer assistir? – Você que sabe! Sim, claro que de vez em quando é muito bom se deixar levar pela iniciativa do outro, mas sempre, não dá. Sexualmente falando, quem não privilegia o próprio desejo, negociando práticas sexuais, acaba assistindo à relação sexual ser sempre do jeito que o outro gosta, o que nem sempre pode satisfazer aos dois.

Um desejo quase infantil

Aquele que é baseado no pensamento mágico, que não avalia os fatores para sua concretização. É claro que nós podemos desejar ganhar na loteria, por exemplo, mas quais as chances de isso acontecer? No mínimo é preciso jogar, né?  Então, para tornar desejos em realidade é necessário mais do que a ação da fada madrinha ou dos desígnios de seu Deus. É importante aliar possibilidades concretas ao desejo, para que a frustração da não realização não canse o seu coração e mine as suas esperanças. E isso também acontece nas relações afetivas e sexuais: o outro não tem como adivinhar o que você espera e muitas vezes não conseguirá satisfazer seus ideais amorosos. Será que é possível ter o mesmo frisson sexual do início de uma paixão, depois de 15 anos de convivência?  Não, né? Mas será que dá para desejar diferente, a partir da realidade, do que somos como casal? Se a relação é boa, tem qualidade e química certamente dá para “requentar” (rsrsrs).

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