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Ana Canosa Colunistas

Que tal passar por um detox emocional?

O Brasil é um dos países recordistas em vendas de ansiolíticos, popularmente conhecidos como “calmantes”. Sua indicação para crises de ansiedade é eficaz, por reduzir o desconforto emocional e físico para quem sofre desse tipo de transtorno. No entanto, as pessoas consomem esse grupo de medicamentos para combater insônia, brigas conjugais, irritações, angústias, medos; qualquer agitação interna e lá vai um comprimidinho “mascarar” a dor. É assim também com os antidepressivos, que cada vez mais são indicados para sintomas diversos. O que isso nos diz? Que estamos cada vez mais confundindo as coisas. Já parou para pensar que o mundo é que pode estar doente, e não você?

 Falta de cuidado, de ética e de noção de coletividade

Você tem aí alguns exemplos de pessoas que, no mínimo, só pensaram em si mesmas nos últimos meses? Talvez alguém que esteja te devendo uma grana e finge que está tudo bem, sem considerar as suas contas para pagar, menos ainda te dar uma satisfação? Ou quem sabe uma amiga que só fala de si e nunca pergunta sobre sua vida ou te escuta. Ou um chefe que humilha constantemente você e seus colegas. Um namorado que arma o maior barraco só porque você quis tomar uma cerveja com seus amigos após o trabalho. Uma vizinha que reclama e é incapaz de compreender que um bebê de 3 meses chora bastante. Violência. Crise econômica. Corrupção. Desigualdade. Tudo isso te chateia, te põe para baixo e te faz pensar que a vida não é justa (indico, inclusive um ótimo livro com esse nome, de Andréa Pachá, editora Nova Fronteira)

O mundo adulto é bem difícil

Quando se é adolescente ou jovem adulto somos inundados pelas expectativas do que está por vir. O sucesso e a satisfação profissional, um grande amor, família, viagens pelo mundo, bens materiais.  Temos uma vida pela frente e muito a conquistar. Na vida adulta o caminho parece mais árduo, cheio de desafios, tarefas, metas e prazos a cumprir. Além disso, a realidade sobre os problemas e a finitude da existência ficam claros como o dia. Se não há um esforço para manter atividades de prazer e satisfação, ficamos mergulhados e só correndo atrás do “prejuízo”, o que gera ansiedade, angústia e, muitas vezes, desesperança.

Sofrer sim, mas pelos motivos certos

E não pelo que os outros fazem de equivocado na vida. Você gostaria que seus pais fossem mais felizes, saíssem mais, no entanto eles continuam brigando como cão e gato. Abandone suas fantasias de família de margarina e trate de focar em você. Não vale a pena sofrer pela maneira estranha com que as pessoas decidem, conscientemente ou não, levar a vida delas.  Faça uma limpeza nas suas relações, exija qualidade. Não se martirize com a ação dos que saem do prumo com facilidade, não se deixe violar. Guarde suas lágrimas para os momentos de dor. As dores da vida, difíceis, como a morte de um ente querido, uma doença grave, um amor que se vai. Aprenda a dizer não para as situações e pessoas que interferem negativamente no seu equilíbrio. Blinde-se. Troque o calmante por gargalhadas com pessoas cheias de astral, por um bom livro, uma atividade divertida, longas conversas deliciosas. Faça um detox emocional!

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