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Ana Canosa Colunistas

O amor acaba? Ana Canosa explica como isso pode acontecer

O amor é plural. Demanda criatividade, vontade.  É um sentimento que pode se multiplicar, mudar, fenecer. Ele se confunde, ele transborda, ele se desvia e vira saudade. Nos últimos séculos temos tentado viver o amor com tesão, nas relações de compromisso e, mesmo que saibamos que muitas relações podem “não durar para sempre”, ficamos buscando alguém com que a gente possa contar uma história que dure mais do que um curta-metragem. Pensando na questão O amor acaba? Tenho produzido uma série de vídeos refletindo sobre o assunto (clique aqui). Nessa coluna, fiz um apanhado dos principais motivos que fazem o amor acabar:

Quando as personalidades se chocam

Já vi amores que sucumbiram às disputas de ego. Pois que o amor precisa de empatia (se colocar no lugar do outro) e generosidade e algumas pessoas simplesmente não conseguem manter seus humores sob controle, são irascíveis. Sejam os possessivos, os agressivos, os tremendamente pessimistas, os maníacos, os carentes, a questão é que permitem que suas reações exasperadas contaminem a relação, tornando-a tensa. Há também aqueles que têm dificuldade em dividir seu espaço, ou os que não conseguem abrir mão de opiniões e posições. O fato é que a convivência põe em cheque a flexibilidade das pessoas para adaptar seus hábitos e costumes, dando espaço para o outro. E nem todo mundo passa com nota azul nesse quesito. E daí o amor pode não ter acabado de fato, mas sim a vontade de conviver, por ser desgastante. É um amor soterrado.

Quando o amor ficou só uma ideia

Repetida em um “eu te amo” que é sentido como vazio. Porque o amor precisa ser convertido em ação, já que meros mortais, para conviver, necessitam de reciprocidade. Infelizmente as pessoas se esquecem de investir na relação; pensam que só a intimidade construída basta e pecam por não manifestar seu afeto como o outro gosta.  Claro, às vezes um está mais focado no trabalho, noutras vezes o outro anda fechado em seus próprios devaneios. É preciso comunicação para entender quando alguém não consegue doar-se e quando vale a pena acolher essa ausência, com paciência, por ser transitória. Hoje é o outro, amanhã o descuidado pode ser você. O problema reside quando o outro, por mais avisado que tenha sido, não se mexe e está sempre em constante falta de ação. O amor também cansa.

Quando falta tesão

O tesão muda. Alguns casais mantêm-se ligados pelo erotismo durante muito tempo, normalmente aqueles que começaram a relação muito atraídos um pelo outro, que tem liga, química e que privilegiam o sexo. Fazem dele às vezes uma brincadeira gostosa, noutras um momento de profunda conexão afetiva; colocam o sexo como prioridade. Podem passar algum tempo com menos atividade, mas tem facilidade em resgatar. Já outras pessoas perdem totalmente o desejo sexual pelo parceiro. E é duro abandonar a vida sexual, caso sejam monogâmicos, quando se gosta de fazer sexo. O amor, nesses casos, passou de romântico para fraterno e talvez, para muitos, essa seja uma falta difícil de sustentar.

Como somos todos únicos, e cada vivência leva em conta a idade, a situação emocional, socioeconômica e física, não dá para descrever a trajetória do amor à caneta. É preciso rabiscar a lápis, pois que se apaga, se risca e se complementa muita coisa. Há quem conte muitos amores na vida, todos diferentes, há quem reforce um único, o maior de todos.

Agora você pode, além de me ler aqui no Daquidali, acompanhar a série “O amor acaba?” fazendo a inscrição aqui.

 

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