É possível evitar que seu bebê desenvolva alergia alimentar?

16 de julho de 2016 - por Dra. Vânia Gato
Foto: Thinkstock

Certamente alguém já ouviu falar que não é para uma gestante ou lactante comer isso ou aquilo, pois pode aumentar o risco de o bebê desenvolver alergia. Saiba que isso é um mito. Os estudos mais recentes comprovam que uma dieta restritiva na gravidez e lactação é muito mais prejudicial do que uma dieta equilibrada nutricionalmente.

Deixar de comer algo não vai impedir que seu bebê tenha alergia. Só não coma o que você própria tem alergia. Ok? Entendido? Pois bem, vamos ao que interessa.

O que diminui o risco de um bebê desenvolver alergia alimentar? Parto normal, aleitamento materno exclusivo até os seis meses, não ter história familiar de alergia alimentar, etc… Não comer substâncias conhecidamente alérgenas reduz o risco de alergia alimentar no bebê? A resposta é NÃO!!

Lembra aquela coisa toda sobre a introdução do ovo na dieta? Pois é. Após vários estudos (Academia Americana de Pediatria, ESPGHAN & cia) chegou-se à conclusão de que, quanto mais tardia a introdução desses alimentos, mais risco de a criança desenvolver alergia a eles. Oi? É isso mesmo? É! Portanto, a nova recomendação é que o bebê pode e deve experimentar ovo e peixe a partir dos 6 meses de idade. Tudo junto, clara e gema. O único cuidado é lembrar que o ovo é fonte de proteína e não deve ser oferecido juntamente com outro alimento do mesmo grupo, pela sobrecarga proteica.

Introduza o ovo/peixe com alimentos que a criança já experimentou e não teve reação. E o peixe não deve ser ignorado também da introdução alimentar, pois é ótima fonte de ferro e outros nutrientes. Caso o bebê apresente reação ao ovo ou a qualquer outro alimento, comunique seu pediatra para investigação de alergia alimentar.

Só tire algum alimento da sua dieta se o bebê, de fato, tiver um diagnóstico (exemplo: APLV). Fora isso, nem pensar. Alimentação balanceada e equilíbrio. Pense nisso.

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