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Dra. Liliane Oppermann conta tudo sobre o jejum intermitente. Fique por dentro!

O jejum intermitente é a prática de deixar de comer de forma temporária e esporádica, ou seja, por algumas horas e uma vez ou outra, com acompanhamento médico, pois é fundamental que a saúde esteja em dia. Ele é um protocolo alimentar que colabora não só para o emagrecimento, bem como para regular o organismo.

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O jejum intermitente ao mesmo tempo que te faz perder, te faz ganhar mais agilidade mental principalmente pela manhã. pesoFoto: Ersler-Dmitry/istock
O jejum intermitente ao mesmo tempo que te faz perder, te faz ganhar mais agilidade mental principalmente pela manhã. pesoFoto: Ersler-Dmitry/istock

Vários benefícios

De acordo com a médica nutróloga Liliane Oppermann, ao fazer o jejum intermitente você permite que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. É importante deixar claro que ele não é uma dieta milagrosa, daquelas para perder muitos quilos em poucos dias, mas quando bem feito, pode regularizar o hormônio insulina no corpo, e assim ajudar a emagrecer de modo natural. “Ele tem como benefício, além da questão da perda de peso, a regularização do metabolismo, por exemplo: a pessoa que fica todo esse tempo sem se alimentar, tem uma normalização do nível de insulina no sangue e com isso, vários benefícios, como a eliminação de células defeituosas, queima da gordura e estado de clareza, ou seja nível de energia muito bom (que fica sobrecarregado com a digestão). Em suma, ele é indicado para quem quer perder peso, para quem quer manter o peso e para quem quer ter benefícios como a possibilidade de produzir muito pela manhã”, explica.

De olho nos contras

Esse tipo de jejum não é para todo mundo. “Um paciente obeso, por exemplo, que naturalmente tem um nível de insulina alto mesmo em jejum, em um primeiro momento, é preciso antes ter esses níveis ajustados (com carboidratos de baixo índice glicêmico e exercícios físicos). Diabéticos e pessoas que usam medicamentos para controlar a glicemia também não devem fazer, e ter estrutura psicológica para lidar com as horas sem comer também é fundamental. E caso sua saúde em geral não esteja em dia, é melhor falar com um médico antes de tomar qualquer decisão”, diz a nutróloga.

Nas últimas horas Foto: AntonioGuillem/istock
Nas últimas quatro horas o ideal é comer carboidratos como encontrados nos cereais e frutas. Foto: AntonioGuillem/istock

Tipos diferentes

A especialista revela que, “quanto aos tipos de jejum existem o clássico de 14h – para mulheres – em jejum e 8h se alimentando), o de 23h sem comer, alimentando-se uma vez ao dia, e o extremo de 36h. Para se chegar pelo menos no início do de 14h, é preciso fazer uma transição, que pode começar com 12h, ou seja, última refeição 10 da noite, primeira do dia seguinte 10 da manhã, aí, você vai trazendo uma horinha por dia até chegar no número de horas completo”.

No momento da alimentação, há algumas variáveis: “nas primeiras quatro horas a pessoa pode se alimentar de proteínas como ovos, queijo, carne, e as últimas quatro horas de carboidratos como cereais, frutas, legumes e verduras”, lista Oppermann.

Por fim, para fazer o jejum intermitente, o importante mesmo é que você esteja com seu metabolismo regular e pratique alguma atividade física.

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