A judoca Rafaela Silva. Foto: Reprodução/Instagram @rafaelasilvaa
Ana Canosa Colunistas

A medalha que você deve se dar!

Eu fico verdadeiramente maravilhada com a força, a destreza, o foco, a coragem e todas as outras habilidades que os melhores esportistas do mundo nos brindam diariamente em suas competições durante as Olimpíadas. Cada prova é uma superação.  Há quem não se conforme com menos do que uma medalha de ouro e quem esteja profundamente grato por estar participando, mesmo que não tenha passado da primeira fase. Porque, antes de serem atletas, todos são humanos, cada qual com a sua história e sua maneira de viver o esporte e sua relação com as pessoas. Você pode não ter ganhado uma medalha na vida, mas a exemplo das atletas destacadas abaixo, sinta-se orgulhosa por suas conquistas pessoais, suba no pódio e siga em frente!

A judoca Rafaela Silva. Foto: Reprodução/Instagram @rafaelasilvaa
A judoca Rafaela Silva. Foto: Reprodução/Instagram @rafaelasilvaa

“Só Deus sabe o que eu sofri e o que fiz para chegar até aqui”

Você não precisa tatuar a mesma frase que a judoca Rafaela Silva tem no corpo para vencer a tristeza provocada pelo fracasso, seja uma competição, um empreendimento ou um amor. Nossa primeira medalhista de ouro nessa Olimpíada mostrou que a inconformidade diante das injustiças da vida pode ser canalizada para a superação.  Chamada de “macaca”, “uma vergonha para a família” na última olimpíada em 2012, ela pensou em parar com o esporte. Após um período de tristeza profunda, deu ouvido aos próprios desejos e convicções. Auxiliada por gente “do bem” voltou aos tatames, treinou firme, superou o medo de passar pelos mesmos problemas e nos fez pular de alegria! Inspire-se!

A jogadora egípciaD oaa Elghobashy contra a alemã Kira Walkenhorst. Foto: Reprodução/Instagram @lucynic
A jogadora egípciaD oaa Elghobashy contra a alemã Kira Walkenhorst. Foto: Reprodução/Instagram @lucynic

Pelo respeito às próprias convicções

Enquanto as pessoas ficam julgando e xingando, umas às outras, nas redes sociais, por discordarem de posições políticas, religiosas e ideológicas, as atletas egípcias e mostram que sim, devem ser respeitadas por suas convicções. Qual a diferença entre jogar de roupa e de biquíni? De cabelos presos com elásticos ou de véu (hijab)? Muitas atletas muçulmanas estão inaugurando uma nova era, enfrentando barreiras e preconceitos, e colocando a mulher definitivamente no esporte olímpico de suas delegações. Subam no pódio todos que defendem de maneira pacífica suas ideias e respeitam as opiniões alheias.

Marieke Vervoort e suas dores

A atleta belga Marieke Vervoort. Foto: Reprodução/Instagram @wielemie
A atleta belga Marieke Vervoort. Foto: Reprodução/Instagram @wielemie

A atleta belga, medalha de ouro dos 100 metros em cadeira de rodas, medalha de prata nos 200 e 400 metros rasos nas Paraolimpíadas de Londres (2012), sofre de uma doença degenerativa que paralisa suas pernas e provoca dores que, segundo ela, não a deixam dormir por mais de 10 minutos seguidos durante a noite. Mas quando está na cadeira de rodas, pronta para treinar e competir: “…tudo desaparece. Me desprendo de todos os pensamentos obscuros, o medo, a tristeza, o sofrimento e a frustração. Foi assim que consegui ganhar tudo que ganhei”. Marieke é dessas pessoas que não desistiram diante das imprevisibilidades da vida, ela já era esportista antes da doença e o que fez, foi adaptar-se às novas condições. E mesmo que pense em pedir a Eutanásia quando voltar a seu país (prática legal desde 2002 na Bélgica), tamanho é seu sofrimento, quem somos nós para julgá-la?

Pela luta contra a violência sexual

Elas não são atletas olímpicas, mas pouco importa. As funcionárias que trabalham na Rio 2016 fizeram bonito ao denunciarem os dois atletas estrangeiros que tentaram estupra-las na Vila Olímpica. Eu sei que não é uma questão simples, que envolve uma série de sentimentos, principalmente quando o abuso e a violência sexual são cometidos por familiares e conhecidos, mas é muito importante termos uma atitude positiva em relação a nossa posição no mundo, ao nosso corpo e a nossa condição de mulher. Medalha de ouro para elas e todas as pessoas que denunciam violências!

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