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É muito fácil responder a essa pergunta hoje em dia, certo? Mas nem sempre foi assim tão fácil. Hoje todo mundo tem um relógio, um celular ou qualquer outro dispositivo que diz as horas. A medida do tempo está em toda parte.
Há tempos que a humanidade inventou o próprio tempo e que começou a medi-lo. Estima-se que há 1500 anos a.C os egípcios criaram os primeiros modelos de relógios baseados em uma ideia bastante simples: observar a variação da sombra de uma haste enfiada no chão. Na mesma época os egípcios inventaram outros dois tipos de relógios, mas que não eram solares. Eles funcionavam devido à força da gravidade. O primeiro chamava-se Clepsidra ou Relógio de Água e o segundo, Ampulheta. O gotejar de pingos d’água na Clepsidra ou o escoar da areia na ampulheta respeitavam um determinado padrão de tempo. A grande vantagem destes medidores em relação ao relógio de sol é que era possível medir o tempo mesmo em dias nublados ou quando fosse noite.
Outra forma curiosa de se medir o tempo foi através do fogo. Acreditem, uma lamparina abastecida com óleo e com marcas no reservatório foi usada para medir o tempo. Quando o fogo consumia o óleo, ele diminuía seu nível. Portanto, cada marca que o óleo descia representava um período de tempo medido. O mesmo valia para uma vela com marcas no corpo. Conforme ela derretia, marcava uma passagem de tempo.
No século XIII sugiram os primeiros relógios mecânicos que possuíam um complexo sistema de engrenagens e pesos. Geralmente eram colocados em torres de igrejas pra orientar a população local. Pouco tempo depois esse dispositivo tornou-se portátil: surgiu o relógio de bolso.
Já dependentes da sua própria invenção, o tempo, o homem não parou de evoluir na busca por maior precisão nos relógios. No século XVII surgiu o relógio de pêndulo. Um pêndulo consegue determinar períodos de tempo porque sua oscilação varia de acordo com seu comprimento. Os relógios de pêndulo eram até cem vezes mais precisos do que seus antecessores.
A eletricidade foi uma das contribuições mais significativas da ciência para que os relógios atrasassem cada vez menos. Surgiu o relógio de quartzo. A bateria do relógio manda um pulso elétrico para um minúsculo cristal de quartzo de quatro milímetros, que responde vibrando num tempo muito bem definido. Um relógio de quartzo tem uma precisão tão boa seu erro é de menos de dois segundos por dia.
No entanto, para ciência isso não foi o suficiente. Como as pesquisas de laboratórios se tornaram cada vez mais sofisticadas, o tempo precisava ser medido com uma precisão ainda maior. Entra em cena nosso último tipo de relógio, o relógio atômico. Em 1955 cientistas britânicos, aproveitando características extremamente regulares da oscilação da energia do átomo de césio-133, construíram o primeiro relógio atômico do mundo. Enquanto um relógio de cristal de quartzo tem um erro de menos de 2 segundos por dia, nosso companheiro atômico tem um erro de 1 segundo em 3 milhões de anos. É isso mesmo, depois de acertar um relógio desses, podem se passar 3 milhões de anos e ele vai se atrasar ou adiantar no máximo 1 segundo.
Por isso, fica esperto e não deixe mais o tempo passar à toa, pois não foi fácil para os cientistas dominarem o tempo! E qual será seu próximo relógio?
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Redação DaquiDali
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