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Alexander McQueen ganha mostra em NY

Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
A exposição já é recorde de público e tem seu catálogo à venda no Brasil
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Foto: Divulgação
McQueen mantinha em suas criações dialética entre a beleza e o horror
McQueen mantinha em suas criações dialética entre a beleza e o horror Influências gótico vitorianas e máscaras Maxi quadris, crista de cavalo e metal: orgânico e sensual Inspiração escocesa, origem do pai de McQueen O estilista britânico Alexander McQueen, <i>L'enfant Terrible</i> Acessórios com referências sadomasoquistas: os preferidos de Lady Gaga

Desde o início de maio, o MET - Metropolitan Museum of Art, de Nova York, tem atingido recordes de público com a exposição Savage Beauty, que traz uma retrospectiva da carreira do brilhante estilista Alexander McQueen que se foi precocemente, aos 40 anos de idade. 

Suas criações originais e dramáticas transformaram o cenário da moda. Com ousadia e genialidade, McQueen trazia para as passarelas referências góticas, subversivas e sadomasoquistas. O inglês, falecido há um ano, fez de suas criações verdadeiras esculturas, seduzindo excêntricas estrelas, como Lady Gaga e Björk.

"L’enfat terrible et brillant"
Caçula de 6 irmãos, filho de professora e taxista, o jovem Lee Alexander decidiu se dedicar inteiramente à moda já aos 16 anos, quando foi assistente em uma tradicional alfaiataria inglesa, a Anderson & Sheperd. Passou por muitos ateliês adquirindo experiências em várias técnicas de alta costura, conhecimentos que soube como ninguém utilizar - a alfaiataria impecável é um dos pontos fortes de suas peças.

Após concluir mestrado na renomada Central St. Martins College, seu rumo ao estrelato foi instantâneo. Desde então, sua genialidade, aliada ao seu humor instável e petulante, fizeram-no conquistar a fama de L’enfant Terrible do mundo fashion. Em passagem pela Givenchy, sua personalidade causou-lhe muitos contratempos e suas criações se limitaram. Porém, sua reputação não foi totalmente abalada: a não menos poderosa Gucci ofereceu-lhe uma parceria com total liberdade criação ao estilista, a asa que faltava para o estilista voar alto e mostra mais uma vez, toda a sua brilhante capacidade.

Ganhou vários prêmios, entre eles, o de "Designer do Ano da Inglaterra" (British Designer of the Year) por quatro vezes. Conquistou admiradores pelo mundo com sua emotividade arrebatadora, presente em suas coleções. Talvez essa mesma intensidade emocional o levou a dar um ponto final fora das passarelas ao cometer suicídio, em fevereiro de 2011.

Naturalmente selvagem
Com curadoria de Andrew Bolton, a mostra foi dividida em seis partes com criações dos 19 anos de carreira do estilista:“The Savage Mind”, que conta com as primeiras criações do estilista, “Romantic Gothic” e “Cabinet of Curiosities”, apresenta a forte referência gótica vitoriana presente em todas as suas criações, além de sua coleção póstuma, a Angel or Demon. Depois, a terceira sala traz “Romantic Nationalism”, com inspirações vindas de suas raízes escocesas, “Romantic Exoticism”, que apresenta influências do exotismo de várias etnias e por fim, as duas últimas: “Romantic Privitivism” e “Romantic Naturalism”, com peças que remetem a um certo primitivismo, com formas e materiais orgânicos e naturais. 

A exposição ficará no The Costume Institute, do MET, até o dia 31 de julho. Se passar por Nova York nesse período, vale muito à pena incluir no roteiro de passeios. E para quem não pode ir, uma novidade: o catálogo da exposição está à venda no Brasil pelo site da Livraria Freebook, especialista em vendas de livros importados há mais de 30 anos. Só a capa já é maravilhosa, com uma imagem holográfica do rosto de Alexander que se funde a de um crânio de metal (veja o vídeo). 

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Redação DaquiDali

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