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Posts com a Tag ‘Violência Doméstica’

Animação sobre violência doméstica mostra como a vítima pode se sentir sozinha e invisível

quarta-feira, 19 de abril de 2017

 

 

A luta pelo fim da violência doméstica é mais do que necessária e, por isso, se faz tão presente por aqui e no Programa Eliana. É importante informar às vítimas sobre seus direitos, impulsionar as denúncias e, principalmente mostrar que elas não estão sozinhas.

 

 

E um novo curta animado, produzido pela organização britânica Refuge, usa a sutileza para colocar ainda mais luz sobre esse tema. Na animação embalada pela canção “Grow” (da cantora Frances), a personagem vai se sentindo cada vez mais invisível por conta das agressões sofridas. “O filme retrata uma mulher em sua rotina diária, mas que devido aos abusos que vem sofrendo, torna-se isolada e sozinha”, fala o texto que acompanha o clipe. Assista:

 

 

Percebeu? Bastou encontrar apoio para que ela retomasse suas cores e voltasse a sorrir para a vida. “O objetivo do vídeo é mostrar às mulheres que sofrem violência doméstica que elas não estão sozinhas”, explica o mesmo texto. O comunicado conta ainda que as imagens foram baseadas no relato de Melanie Clarke, uma mulher que sofreu abusos e passou a ser atendida pela Refuge.

 

Você se reconhece na tristeza da personagem? Lembre-se que a culpa nunca é da vítima e que a denúncia é um instrumento poderoso para acabar com a violência doméstica.

 

Beleza Renovada tem muita emoção e um reencontro especial

segunda-feira, 17 de abril de 2017

 

Páscoa é tempo de renovação. E, por isso, nada mais apropriado para um domingo tão significativo do que transformar a vida de mais uma mulher batalhadora no “Beleza Renovada”.

 

Sidnéia sofreu desde pequena, quando foi abandonada pelos pais biológicos e passou a ser criada com todo carinho por seus tios, hoje seus pais de fato. Depois, já adulta, casou-se com um homem agressivo, foi vítima de violência doméstica e passou a criar as duas filhas sozinha.

 

A partir desse momento, deixou a vaidade de lado e passou a se dedicar ao trabalho como técnica de enfermagem, à faculdade de enfermagem e aos cuidados à família.

 

Com uma história de tantas lutas, ela se inscreveu no “Beleza Renovada”, mas com um pedido muito especial: não cortar os cabelos. Esse apego aos fios foi o mote para uma pegadinha do bem.

 

Quer saber o final dessa emocionante história e ver o esperado reencontro de Sidnéia com seu pai biológico? Assista abaixo:

 

Parte 1

 

Parte 2

 

Parte 3

 

Beleza Renovada traz história de coragem e superação impulsionada pela #ElianaPorTodasElas

segunda-feira, 13 de março de 2017

 

 

Colocar os holofotes sobre a violência doméstica é bastante triste e chocante, mas extremamente necessário. É só assim que vítimas dessa realidade de agressões constantes conseguem informações suficientes e coragem para quebrar um ciclo de dores, humilhações e medo.

 

Foi o que aconteceu com Divani, uma mulher de 29 anos, que sofreu agressões – mesmo durante a gravidez – e, em um desses episódios de crueldade do ex-parceiro, levou um soco na boca e acabou por perder todos os dentes. Foi só ao acompanhar a campanha #ElianaPorTodasElas, que ela criou coragem de denunciá-lo e seguir em frente: hoje está protegida pela Lei Maria da Penha, terminou a faculdade de Letras e cria os dois filhos com a ajuda da mãe.

 

Para seguir sem marcas do passado nessa nova vida, no entanto, Divani precisava elevar a autoestima e, por isso, inscreveu-se no “Beleza Renovada”. Como disse ontem, no meu Instagram, devolver a dignidade a essa guerreira foi uma questão de honra.

 

Além de ser muito emocionante ver sua alegria depois de uma das mais belas transformações já realizadas no Programa Eliana, também é gratificante saber o quanto sua história pode ser inspiradora para mulheres que passam pela mesma situação todos os dias.

 

Clique nas fotos abaixo, assista e emocione-se:

 

Parte 1:

 

Parte 2:

 

Parte 3:

 

Parte 4:

 

 

Não desvie o olhar, pede campanha sobre a violência contra a mulher

quarta-feira, 11 de maio de 2016

 

 

Hoje o post é tão curto e necessário quanto a campanha sobre a qual ele fala. Um grupo que presta apoio às vítimas de violência doméstica na Rússia, o Family Matters, decidiu usar o recurso do vídeo 360º para frisar que não adianta desviar o olhar quando uma mulher sofre abusos dentro de sua própria casa.

 

“Don’t look the other way” (“Não olhe para o outro lado”, em tradução livre do inglês) começa mostrando a protagonista com uma expressão triste, desesperançada… alguns segundos depois, ela revela seus hematomas. Enquanto dá um giro no cenário, “fugindo da vítima”, o espectador se surpreende com a mensagem “Ninguém quer testemunhar a tragédia do outro. Na Rússia, a cada 40 minutos, uma mulher morre vítima de violência doméstica. Não olhe para o outro lado”.

 

Assista:

 

 

Aqui, no Brasil, a situação não é diferente. O estudo “Mapa da Violência – Homicídio de Mulheres” indica que esse tipo de crime cresceu 21% em dez anos: no período entre 2003 e 2013, 46.186 foram assassinadas – muitas por seus namorados, maridos, companheiros e familiares.

 

Então, como pede a campanha russa, não desvie os olhos dessa triste situação. Ao saber que uma mulher vive em situação de risco e violência, denuncie! Procure a Delegacia da Mulher, saiba o número do Disque Denúncia no seu estado.

 

 

Mulheres que deixaram relações violentas se transformam em super-heroínas em série de fotos

quarta-feira, 13 de abril de 2016

 

 

Falei algumas vezes por aqui da importância de denunciar a violência doméstica e também sobre o quanto é fundamental a conscientização para que essa barbárie acabe. Mas as estatísticas mostram que o caminho ainda é longo: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência. Para piorar, muitos dos agressores são íntimos da vítima, como maridos e namorados.

 

O mais alarmante é que por medo de represálias, da insegurança financeira e por muitos outros fatores envolvidos em cada caso, há quem sofra com as agressões sem nunca denunciar ou deixar o parceiro.

 

Esse é o motivo de uma campanha criada pelo movimento Women Speak, na Lituânia, ganhar espaço ao redor do globo. Nela, mulheres que saíram de relacionamentos abusivos e atualmente vivem em um centro de ajuda em Vilnius (capital do país) surgem representadas como super-heroínas:

 

Viktorija, mãe de cinco, deixou seu parceiro abusivo. “Uma mulher não é um objeto”

 

Elena, mãe de três, deixou o parceiro abusivo. “Não sou uma vítima, sou uma guerreira”.

 

Zita, mãe de dois, deixou o parceiro abusivo. “Não sou mais uma vítima”.

 

Kristina, mãe de dois, deixou o parceiro abusivo. “Fale”.

 

Edita, mãe de 6, deixou o parceiro abusivo. “Posso até me candidatar à presidência”

 

Lindo e muito inspirador, não é? A ideia é que esse clima de força e autoestima recuperada estimule outras vítimas a se tornarem protagonistas de uma história de superação e recomeço.