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Posts com a Tag ‘violência contra a mulher’

Relógios da Violência divulgam os alarmantes números de agressões contra mulheres

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

 

Prepare-se para números tristes e muito alarmantes: a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal. A cada sete segundos uma mulher é perseguida ou amedrontada. A cada 23 segundos uma mulher sofre espancamento ou tentativa de estrangulamento. A cada dois minutos uma mulher é vítima de arma de fogo.

 

Sempre reforço no blog que uma sociedade mais justa, livre do machismo, da violência contra a mulher e da cultura do estupro, começa com informação, com o fim das dúvidas e a troca de ideias, como tentamos fazer com a campanha #ElianaPorTodasElas.

 

 

E, nessa segunda-feira (7), o Instituto Maria da Penha lançou, para comemorar os 11 anos da promulgação Lei Maria da Penha, uma importante ferramenta para colocar a violência contra a mulher sob os holofotes: o site “Relógios da Violência” (Leia mais no DaquiDali), que faz uma desoladora e necessária contagem de quantas pessoas do sexo feminino sofrem qualquer tipo de agressão por dia.

 

“As informações e os números apresentados nos relógios da violência têm como referência a pesquisa Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança pública, realizada entre os dias 11 e 17 de fevereiro de 2017 em 130 municípios, incluindo capitais e cidades do interior, em todas as regiões do país, e divulgada em 8 de março de 2017”, explica a página.

 

 

Alertar para os números é o primeiro passo da campanha, que também quer conscientizar a população através de debates em vídeo, textos e mais estatísticas. “As mulheres que são vítimas da violência doméstica e familiar estão submetidas a um ciclo que se repete, podendo ser identificadas 3 fases principais da agressão: aumento da tensão; ato de violência; arrependimento e comportamento carinhoso”.

 

Você está vivendo nesse ciclo? Lembre-se que a culpa nunca é da vítima e que a denúncia é um instrumento poderoso para acabar com essa violência. Como diz o site “Relógios da Violência”, #TáNaHoraDeParar!

 

Depois de assédio e agressão, ela ganhou um novo motivo para sorrir

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

 

Devolver a esperança de dias melhores e a vontade de sorrir para alguém é uma das missões do quadro Beleza Renovada, que nesse domingo teve emoções em dobro. Além da grande transformação do dia, para a simpática Eugênia, também pudemos conhecer a história de Ana.

 

 

Essa manicure, de 28 anos, estava em um bar, em São Paulo, quando se cansou de ser assediada e decidiu ir embora. Ela foi seguida pelo homem que, irritado por conta da rejeição, deu um soco na nuca de Ana. Com a força da agressão, ela acabou desmaiando e, ao se chocar contra o chão, perdeu parte dos dentes. Indignada com a violência sofrida, procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência.

 

Apesar de falar sobre o caso, Ana passou um bom tempo escondendo seu rosto. Mas ela teve coragem de se mostrar em rede nacional, no Programa Eliana, para incentivar outras mulheres que sofrem agressões a terem força e a deixar de lado o medo e a vergonha para denunciar os agressores.

 

Ainda que tenha que lidar com as marcas psicológicas da violência e batalhe para que seu agressor seja punido, Ana tem ao menos um motivo para voltar sorrir: ainda no palco descobriu que fará um tratamento odontológico com o Dr. Robert Gray Coachman, parceiro do Programa Eliana. Assista, clicando na foto abaixo:

 

 

Proteja-se e denuncie

 

A advogada Marina Ganzarolli, cofundadora da Rede Feminista de Juristas, também participou do quadro e frisou a importância de denunciar para acabar com a ação do agressor. Ela também explicou a diferença entre a cantada e o assédio. “A cantada, aquele xaveco gostoso, envolve duas pessoas. Há consentimento, existe uma intenção de criar afeto, vai das duas pessoas. O assédio é quando só uma pessoa quer, só o agressor, não há o consentimento. É importante lembrar que o silêncio não é sinônimo de sim”, falou.

 

Então, se estiver em situação de violência ou conhecer alguma mulher que tenha sofrido agressão, ligue imediatamente 180 ou acione a polícia. Juntas somos mais fortes!

 

É preciso lembrar, sempre, que a culpa nunca é da vítima!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

 

Tinha preparado para hoje um post com música, cultura e muita animação. Mas, depois que li uma pesquisa chocante publicada na Folha de S. Paulo, não pude deixar esse espaço para um assunto tão leve.

 

 

O levantamento mostra que um a cada três brasileiros culpa a mulher por estupros sofridos. Esse, no entanto, é apenas um dos dados alarmantes destacados na matéria. Os pesquisadores perguntaram aos entrevistados se eles concordavam ou discordavam de algumas frases e o resultado frisa o quanto a sociedade brasileira ainda tem um pensamento machista e o quanto ainda objetifica o corpo feminino.

 

Isso fica claro quando 30% dos participantes (30% das mulheres entrevistadas, inclusive) concordam com a afirmação de que “A mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”. Essa percepção errônea é reforçada com o percentual de concordantes com outra frase: 42% do total (32% de mulheres, pasmem!) acreditam que “Mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”.

 

A mesma pesquisa mostra que 85% das mulheres temem serem vítimas de agressão sexual. É impossível viver com esse medo, é necessário que a sociedade pare de culpar quem sofre com a violência e jogue os holofotes sobre o agressor. Não, a culpa nunca é da vítima, nunca! Estatísticas mostram que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, e extinção desse horror começa com o fim do machismo, da cultura do estupro, da culpabilização da vítima e da objetificação do corpo feminino.

 

 

Por isso é necessário criar e dar espaço para campanhas como a #ElianaPorTodasElas, que tentam informar, tirar dúvidas e trocar ideias para formar uma sociedade pautada pela igualdade de gêneros. É preciso discutir muito o assunto e educar bem as novas gerações para que isso se torne uma realidade. Juntos somos mais fortes.

 

 

Campanha contra desigualdade de gênero resgata música das Spice Girls

quarta-feira, 6 de julho de 2016

 

Você passou a adolescência cantando o hit “Wannabe”, das Spice Girls? Então você vai amar o vídeo divulgado nesta semana pelo Projeto Everyone, que já conta com mais de 200 mil visualizações: ele resgata o sucesso dos anos 1990 para conscientizar as pessoas sobre a desigualdade de gênero, que vitimiza tantas meninas e mulheres ao redor do mundo.

 

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No vídeo, em vez de ver as cantoras inglesas dançando, vemos garotas de vários pontos ao redor do globo, exibindo as Metas Globais das Nações Unidas, que defendem o fim da violência contra as mulheres, uma educação de qualidade para todas as meninas, o fim do casamento infantil e igualdade salarial entre funcionários e funcionárias.

 

O Projeto Everyone tem o objetivo de divulgar e espalhar as metas criadas pelas Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável, pressionando governantes a desenvolverem ações que possam cumpri-las. Entre elas, estão a erradicação da pobreza e da fome, além da promoção da igualdade de gênero.

 

 

O assunto é sério e muito importante, mas com um vídeo tão divertido certamente vai impactar mais e mais pessoas. E você também pode participar, usando a hashtag #WhatIReallyReallyWant (O que eu realmente realmente quero) e postando uma foto sua com o que você deseja para meninas e mulheres de todo o mundo.

 

Não podemos nos calar diante da violência contra a mulher

sábado, 2 de julho de 2016

 

Na sexta-feira (1) o Brasil ficou chocado ao descobrir que a querida Luiza Brunet, um ícone de beleza e sofisticação, denunciou seu companheiro por conta de uma brutal agressão física. Como escrevi no meu Instagram, a coragem dessa atitude mostra que as mulheres estão mudando e essa força ainda vai mudar muita coisa no mundo.

 

“Criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil. É um desrespeito em relação à gente. O que mais nos inibe é a vergonha”, disse ela em entrevista à coluna de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”. Então, além de apoiar Luiza nesse momento tão doloroso, é necessário trazer à luz o exemplo dela, que não se calou diante dessa violência, infelizmente tão comum em nossa sociedade.

 

 

O silêncio nunca é a solução. Encontrar forças para expor o agressor às autoridades pode inibir novos casos e até salvar vidas. Se você for vítima deste ou de qualquer outro tipo de violência, disque 180, procure uma delegacia da mulher e se proteja. Conhece alguém que sofre agressões? Incentive a denúncia ou faça uma ligação anônima.

 

Essa é uma ação emergencial, claro. Um futuro mais justo e consciente, no entanto, começa com muitas medidas educativas, a discussão sobre a igualdade de gênero – especialmente com as crianças – e o fim do machismo. Vamos lutar por isso? Juntas somos mais fortes!