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Para inspirar! Gentileza anônima surpreende 1500 estudantes

sábado, 18 de fevereiro de 2017

 

Certas datas são uma delícia para celebrar ao lado das pessoas que amamos, mas também podem ser bastante difíceis para quem se sente sozinho ou sofreu uma perda. E foi por isso que uma linda iniciativa anônima impressionou a internet logo depois do Valentine’s Day, comemorado no dia 14 de fevereiro.

 

Nessa festa, bastante tradicional nos Estados Unidos, é comum dar cartões e chocolates para mimar os queridos. Um estudante do colégio Troy, em Ohio, no entanto, decidiu que todos merecem um pouco de carinho nesse dia. E trabalhou para surpreender os mais de 1500 colegas.

 

 

Para isso produziu corações de origami, escreveu à mão “you are loved” (você é amado, em Português), e colou em cada armário. “Essa pessoa começou a trabalhar nos origamis em setembro do ano passado e foi secretamente estocando sua produção no armário de casa”, conta a página da escola no Facebook.

 

 

Muito lindo perceber como uma ideia tão singela pode mudar o dia de alguém, não é? Ainda mais quando você vê que outros colégios tiveram surpresas semelhantes. Praticar a gentileza só pode fazer bem!

 

A iniciativa desse garotinho vai animar o seu domingo

domingo, 12 de fevereiro de 2017

 

São mais raras do que a gente gostaria, infelizmente, mas ainda assim algumas notícias têm o poder de mudar o nosso dia para melhor, não é? Foi assim que me senti ao ler sobre a delicada e linda iniciativa de Blake Work, um garotinho de apenas seis anos.

 

Tudo começou quando o pequeno e sua mãe, Melissa, estavam discutindo suas tarefas. O menino estava com preguiça de organizar seu quarto por conta da quantidade de brinquedos, mas a mãe frisou o quão sortudo ele era, já que muitas crianças não tem brinquedo algum.

 

Blake ficou muito sensibilizado com essa triste informação e decidiu agir. “Ele disse: ‘eu tenho uma ideia’. Saiu da cama, pegou o carrinho de TV e falou ‘vou reunir meus brinquedos e fazer como se fosse uma barraquinha de limonada’”, contou Melissa ao “ABC News”.

 

 

“Animem-se crianças! Venham para a casa do Blake Work. Nós temos brinquedos de graça para vocês”, escreveu com sua própria letrinha em um cartaz para que todos ficassem à vontade para escolher um novo melhor amigo de passatempo.

 

Fiquei orgulhosa dele. Tentei explicar que mesmo que ninguém aparecesse, sua ação era algo grande, doce e da qual nos orgulhávamos”, falou Melissa.

 

 

Depois de armar o stand, logo os primeiros clientes de Blake apareceram. Ele teve a chance de conhecer um senhor que estava trabalhando na casa em frente à sua e escolheu um robô para mandar para seu neto, que vive em Belize. Na sequência, vieram mais crianças que também queria doar seus brinquedos. Também surgiram outras interessadas em seus livros. Por fim, Blake doou todos os demais objetos para sua escola.

 

Uma atitude que pode parecer pequena, mas que pode nos ensinar muito, não é? Fazer o bem está nas mãos de todos, basta começar. Adorei, e você!

 

Os sonhos de quem quer mais do que apenas sobreviver

sábado, 11 de fevereiro de 2017

 

“Todos temos sonhos, mas alguns podem sonhar mais alto do que outros”, fala o fotógrafo e cineasta Chris de Bode em entrevista ao blog do Instagram. O holandês é responsável pelo projeto “I Have a Dream” (eu tenho um sonho, em tradução livre), no qual fotografa e conta as histórias de crianças em situações adversas ao redor do mundo.

 

“Algumas das crianças que conheci não passavam os dias fantasiando. Elas estavam ocupadas sobrevivendo”, diz ele, que atua há seis anos para o Save the Children, organização pelos direitos da criança presente em mais de 120 países.

 

Chris divide as imagens e os relatos (em inglês) em seu perfil do Instagram. Veja alguns:

 


“Jordan Emam, de 10 anos, fugiu da Síria e agora vive em um campo de refugiados na Jordânia. Ela sonha em andar descalça na grama e brincar como costumava fazer. No campo de refugiados tudo é cinza. ‘Cor e grama é o que eu mais sinto falta. O único lugar aqui em que me sinto bem é o parquinho. Eu quero voltar pra casa, para a vinha e para os prados. Quero correr com os meus amigos’”.

 

 

“Tayee Haile Micale, de 10 anos, quer ser um professor quando crescer. ‘Gosto do meu professor, acho que ele é bom, quero ser como ele”.

 

Photo by: @chrisdebode Zauèra Yakouza is 13 yrs old. She is going to school and is in first class of secondary school. She has got six brothers and sisters from the same mother. Her father married three times so there are a lot more children around from the other two marriages. Her dream is becoming a nurse so she can help the people in need, especially her own family. Almost every day after school she meets with friends. There is a special place in the village where she plays hide and seek, sings and talks. "My favorite dish is meat. I love eating goat". "My father is a farmer but things don't go to well. Last years crop wasn't that good so it is sometimes hard to devide the food between all of us." On a average day Zauèra gets up and prays first. Breakfast is usualy the left over from the day before. She goes to school from 07.00 until 12.00. Than she fetches water for the animals. Normally she makes millet for dinner together with her mother. After dinner she goes out to play or is doing her homework. "One of my friends got married and left school. I don't agree. First I want to finish my school. Many of my friends do not understand me. The only thing they talk about is getting married.” #tooyoungtomarry #childmarriage #niger #girls #panospictures #hasselblad @oxfamnovib

A photo posted by Chris de Bode (@chrisdebode) on

 

“Zauèra Yakouza tem 13 anos. Ela está estudando e é a primeira da turma na escola secundária. Ela tem seis irmãos e irmãs da mesma mãe. Seu pai casou três vezes, então há muitas crianças ao redor. Seu sonho é se tornar uma enfermeira para que possa ajudar das pessoas que precisam, principalmente de sua própria família. Quase todo dia depois da escola ela encontra suas amigas. Há um lugar especial na vila em que brinca de esconde-esconde, canta e conversa. ‘Meu prato favorito é carne. Adoro comer cabra. Meu pai é um fazendeiro, mas as coisas não estão indo bem. A colheita do ano passado não foi boa, então às vezes é difícil dividir a comida entre todos nós.’ Em um dia normal, Zauèra acorda e reza. O café da manhã é normalmente a sobra do dia anterior. Ela vai à escola das 7h às 12h. Depois, dá água para os animais. Normalmente, ela faz milheto para o jantar junto com sua mãe. Depois do jantar, sai ou faz a lição de casa. ‘Uma de minhas amigas se casou e deixou a escola. Eu não concordo. Primeiro quero terminar os estudos. Muitos dos meus amigos não me entendem. Eles só falam em casar’”.

 

Para o fotógrafo, o grande foco de seu trabalho não é apenas revelar esses sonhos, mas criar identificação e empatia para mudar realidades. “Quando você compreende alguém de um ponto de vista pessoal e entende o contexto em que vive, é muito mais fácil se conectar com eles. E esse é meu objetivo: tornar as pessoas mais sensíveis ao mundo à sua volta”.

 

 

É hora de procurar e celebrar as semelhanças

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

 

Você já percebeu como o mundo, principalmente o digital, pode apresentar uma realidade bastante agressiva em que aquele que não pensa como a gente automaticamente passa a ser visto como um inimigo? Essa divisão entre “nós” e “eles” é muito preocupante, já que impede a discussão de ideias, a compreensão do ponto de vista alheio e a empatia.

 

É preciso ir na contramão desse impulso e ver mais semelhanças do que diferenças no outro. Afinal, nós todos queremos é uma vida melhor, não é mesmo? E foi por isso que uma campanha de um canal de TV na Dinamarca tocou tantos corações.

 

O vídeo começa mostrando pessoas “encaixotadas” em grupos pautados por classe social, emprego, convicções e muito mais. A sensação inicial é de estranhamento, tanto para o espectador, quanto para os que fazem parte do experimento.

 

Logo, no entanto, fica claro que essa classificação não é algo definitivo e intransponível. Sim, indivíduos que à primeira vista parecem não ter nada em comum podem dividir o mesmo gosto por algo, a dor da solidão, a maneira como criam os filhos. Assista:

 

 

Apesar de focar bastante na Dinamarca, esse é um vídeo universal e a lição é tão clara quanto terna: basta dar uma chance ao outro, quebrar o gelo inicial, para encontrar aquilo que nos une. Os sorrisos e abraços entre os “estranhos” do vídeo são a prova do quanto as semelhanças são muito mais fortes e poderosas do que as diferenças. Vamos praticar isso na vida?

 

Senhor de 88 anos já produziu milhares de meias para pessoas em situação de rua

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

 

 

Sabe aquele tipo de notícia tão boa de ler que até te deixa um sorriso? Foi assim que me senti ao conhecer uma história que desde a semana passada tem recebido destaque na imprensa internacional.

 

 

O protagonista é Bob Rutherford, um senhor canadense de 88 anos que decidiu transformar a dor do luto em ajuda aos que mais precisam. Tudo começou despretensiosamente, quando ele aceitou o desafio proposto por um amigo e inventou uma máquina veloz para tricotar.

 

O apetrecho, no entanto, só ganhou real sentido em 2010, quando Rutherford perdeu a esposa e sentiu-se desolado. Ao ver tamanha tristeza, seu filho deu um conselho que mudaria sua vida. “Ele me disse: se você quer se ajudar, ajude os outros”, contou em entrevista à CBC News.

 

 

Com essa ideia em mente, o idoso e mais dois amigos – de 92 e 65 anos – passaram usar sua máquina de tricotar para produzir meias que são doadas a abrigos para pessoas em situação de rua. De acordo com a mesma matéria, apenas em 2016, o trio produziu cerca de mil pares. Desde o começo do projeto, eles já entregaram mais de 5 mil!

 

Para ver Bob em ação, clique no vídeo abaixo:

 

 

O melhor é que tamanha determinação em ajudar o próximo acabou contagiando outras pessoas, como um fornecedor de lã local que cede o material para a produção das meias. É ou não uma notícia inspiradora para começar o dia? Adoro!